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  1. #1
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    Chineses devem assumir hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá

    Por Natalia Viri
    23/11/2015

    Apesar dos esforços do governo para atrair interessados pelo leilão de hidrelétricas marcado para quarta-feira, quem deve mesmo garantir os lances para os principais projetos são os chineses.

    A China Three Gorges (CTG), que já opera algumas usinas no país e vem olhando com lupa todos os ativos de energia que vem sendo colocados à venda por aqui, é dada como franca favorita para as usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que, sozinhas, respondem por quase 14 bilhões de reais dos 17 bilhões de reais que serão cobrados por todos os 29 empreendimentos.

    Segundo pessoas próximas às tratativas, outros grupos estrangeiros devem entrar no leilão, mas vem manifestando interesse mais seletivo, pelas usinas menores e em consórcio com as antigas donas dos projetos, as estatais estaduais Cemig e Copel.
    http://veja.abril.com.br/blog/radar-...hidreletricas/

  2. #2
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    Empresa chinesa vence disputa por principais usinas de leilão de energia

    Surpresa, surpresa!



    André Magnabosco - O Estado de S.Paulo
    25 Novembro 2015


    A favorita China Three Gorges (CTG) foi a única empresa a apresentar proposta pelo lote E, formado pelas usinas de Jupiá e Ilha Solteira, e será a nova operadora dos empreendimentos que eram controlados pela estatal paulista Cesp.

    Os chineses apresentaram proposta de Prestação do Serviço de Geração de R$ 2,381 bilhões por ano, sem deságio em relação ao valor estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

    Com a proposta, o governo federal já garantiu o recebimento de R$ 13,8 bilhões com o pagamento de outorga, que deverá ser feito em duas etapas. A primeira, até o final deste ano, somará aproximadamente R$ 9 bilhões. Os R$ 4,8 bilhões restantes serão pagos até o final do primeiro semestre de 2016.

    A outorga por Jupiá foi estabelecida em R$ 4,67 bilhões. No caso de Ilha Solteira, o valor a ser pago pelo empreendedor vencedor soma R$ 9,13 bilhões.

    O lote E era considerado o mais importante do certame, com a oferta das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, localizadas no Estado de São Paulo. A potência instalada das duas usinas é de 1.551 MW e 3.444 MW, respectivamente. Juntas, elas respondem por 3,6% da capacidade instalada do parque gerador nacional.

    Protesto. Mais cedo, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) protestou, em frente à sede da BM&FBovespa, contra o leilão de usinas hidrelétricas. Um grupo de aproximadamente 30 pessoas carregava faixas contra a privatização das usinas da Cesp.

    O leilão, que será composto por 29 usinas, poderá movimentar até R$ 17 bilhões em pagamento de outorga. Além das usinas da Cesp, outros empreendimentos controlados por estatais estaduais podem ser relicitadas hoje. É o caso de hidrelétricas da mineira Cemig, da paranaense Copel, da catarinense Celesc e da goiana Celg Geração e Transmissão.
    http://economia.estadao.com.br/notic...ia,10000002921

  3. #3
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    Chineses entram para o rol de maiores geradores elétricos do país

    Em menos de um ano, os chineses entraram para o rol dos maiores geradores elétricos do país.

    Com a aquisição de Jupiá e Ilha Solteira, licitadas hoje e que pertenciam à Cesp, a China Three Gorges (CTG) soma agora uma capacidade de 5 mil megawatts (MW) no país. Entre as empresas privadas, está atrás apenas da Tractebel, controlada pelos franceses da Engie (antiga GDF), com 7 mil megawatts de potência.

    Considerando também os grupos estatais, perde só Eletrobras e Itaipu, empata com a Petrobras e fica à frente de gigantes como Cemig.

    Só em 2015, além das usinas arrematadas hoje, por R$ 13,8 bilhões, a CTG comprou duas usinas do grupo Triunfo, de 308 MW de capacidade, por R$ 1,74 bilhão.

    E o apetite não para por aí. Empresários do setor comentam que a chinesa está com bala na agulha, e de olho em praticamente todos os ativos que são colocados à venda no país.
    http://veja.abril.com.br/blog/radar-...ricos-do-pais/

  4. #4
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    Com novo modelo de concessão, usinas terão custo extra de R$ 2,74 bilhões já em 2016

    Preço médio das tarifas, que deveria cair, ficará mais alto.

    por João Sorima Neto, Ana Paula Machado e Danilo Fariello
    26/11/2015

    O leilão de 29 hidrelétricas cujas concessões haviam expirado nos últimos dois anos foi um sucesso, mas o novo modelo de outorgas adotado pelo governo implicará para os concessionários aumento de custos, que terão que ser repassados às tarifas de energia pagas pelos consumidores. Cálculo do Grupo de Estudos de Energia Elétrica (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estima que, já em 2016, um custo extra de R$ 2,74 bilhões terá de ser repassado às tarifas. Isso porque, explica o coordenador do Gesel, Nivalde de Castro, o preço médio das tarifas dessas usinas, até agora, era de R$ 30 por megawatt/hora. Com a mudança no modelo, subiu a R$ 124,88 por megawatt/hora, preço médio do leilão desta quarta-feira. Ao longo dos 30 anos de concessão, a diferença chegaria a R$ 80 bilhões.

    — Na verdade, haverá um aumento de tarifa, quando ela deveria baixar. A Aneel terá que fazer uma revisão de tarifas para o consumidor, que terá impacto na inflação — diz Castro.

    RENOVAÇÃO DE 2012

    Foram leiloadas hidrelétricas em seis estados: Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Paraná, que eram operadas por empresas que não concordaram em antecipar a renovação da concessão em 2012, em troca da redução do preço na tarifa de energia, como previa a Medida Provisória 579. Venceram as empresas que ofereceram o menor custo de operação das usinas — item que interfere diretamente no custo da energia — a partir do valor máximo fixado pelo governo.

    O maior lance foi da estatal chinesa Hidrelétrica Três Gargantas (CTG), dona da maior usina hidrelétrica do mundo, na China, e sócia de Furnas na operação da usina de São Manoel. A empresa pagou outorga de R$ 13,8 bilhões pela as usinas de Jupiá e Ilha Solteira, até então operadas pela estatal paulista de energia, a Cesp, que não conseguiu financiamento e ficou fora da disputa. Para o custo de operação a chinesa ofereceu R$ 2.381.037.417,00, apenas R$ 1,68 menos do que o preço teto fixado pelo governo para o lote. As novas concessões, que têm potencial instalado de 6 mil megawatts (MW), terão prazo de 30 anos.

    Na avaliação do diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Jorhosa, a "relicitação" das usinas foi um grande sucesso.

    — Foi um sucesso, dado o momento da economia e teremos uma tarifa média de R$ 124,88 o megawaltt/hora. Acreditamos que esse é o valor justo — disse Jorhosa.

    O vice-presidente de negócios da Três Gargantas no Brasil, João Meireles, disse que a aprovação que a Medida Provisória 668, na noite de quarta-feira, dando aval às regras do leilão, assegurou a participação da empresa.

    — Hoje, avançamos bastante na decisão de investir no Brasil e a aprovação da MP foi muito importante, já que nos dá segurança jurídica para investir no país. Aqui, a CTG tem o mesmo DNA que na China: investir em grandes obras — disse Meireles.

    Para Mário Menel, presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), do ponto de vista de arrecadação, o leilão realmente foi um sucesso.

    — O governo precisava fazer caixa e conseguiu com o valor fixo de outorga. Entretanto, não foi um leilão disputado. O lote em que havia as usinas de Ilha Solteira e Jupiá, os chineses levaram. Eles eram os únicos competidores com capacidade financeira — disse Menel.

    A nova modelagem do leilão, que permite aos concessionários vender 30% da energia gerada ao mercado livre (muito mais rentável), fez que o governo obtivesse sucesso, diz Thais Prandini, diretora-executiva da consultoria Thymos Energia.

    — Isso fez que esses ativos ficassem interessantes aos investidores.

    A única disputa que chegou ao viva-voz foi pela Usina de Rochedo, localizada em Goiás e arrematada pela companhia de energia do estado, a Celg. A estatal ofertou R$ 5.006.000,00 como custo dos serviços, deságio de 13,58% sobre o preço-teto. A outorga será de R$ 15.820.919,00.

    SOLUÇÃO FAZENDÁRIA

    O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, fez coro à Aneel e considerou o leilão "um sucesso". Segundo ele, a flexibilização de regras para ingresso de empresas estrangeiras permitiu que a chinesa Três Gargantas oferecesse lances sem qualquer parceiro nacional.

    — Desde o primeiro momento os chineses se apresentaram como interessados e compareceram a visitas técnicas às usinas. O dinheiro estrangeiro é bem-vindo. O governo não faz ressalvas ou reservas ao capital estrangeiro, desde que as leis locais sejam respeitadas — disse.

    Já o secretário de Energia de São Paulo, João Carlos Meirelles, chamou o leilão de uma "solução fazendária". Destacou que, dos R$ 17 bilhões arrecadados, nem um centavo será destinado a investimentos para o setor elétrico.

    Meirelles destacou, ainda, que, a partir de janeiro, as 29 usinas terão seu custo médio elevado, de cerca de R$ 36 por Mwh para R$ 137 por MWh. Segundo o secretário, a Cesp, já decidira em 2013 não participar dos leilões, porque não aceita pagar mais por usinas que haviam sido construídas pelo governo estadual. Ele disse ainda que o governo paulista cobrará indenizações de até R$ 2,5 bilhões pela devolução das usinas de Jupiá e Ilha Solteira.
    http://oglobo.globo.com/economia/neg...-2016-18145026
    Última edição por 5ms; 26-11-2015 às 09:30.

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