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  1. #1
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    PF prende André Esteves, presidente do BTG Pactual

    Por Andreza Matais, Beatriz Bulla, Ricardo Brito e Julia Affonso
    25/11/2015

    O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Polícia Federal a deflagrar uma operação nesta quarta-feira, 25, que levou a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, investigado pela Operação Lava Jato. O parlamentar teria sido flagrado na tentativa de prejudicar as investigações contra ele, em uma tentativa de destruir provas contra ele.

    Também foram presos o banqueiro André Esteves, presidente do BTG Pactual, e Diogo Ferreira, chefe de gabinete do Delcidio do Amaral, e o advogado de Nestor Cerveró, Edson Siqueira Ribeiro Filho.

    Esta é a primeira vez que um senador com mandato em exercício é preso. A PF também fez busca e apreensão no gabinete do petista, no Senado, em Brasília, e nos estados do Rio, de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.

    A prisão de Delcídio é resultado de uma operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, que também tem como alvo empresários. As ações foram autorizadas pelo Supremo. Não se trata de uma fase da Lava Jato tocada em Curitiba, na 1ª instância.

    O senador foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília, mesmo local onde na terça-feira, 24, a PF prendeu o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Delcídio do Amaral foi citado na delação do lobista Fernando Baiano, apontado pela Lava Jato como operador de propinas no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Fernando Baiano disse que Delcídio do Amaral teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

    O Estado apurou que pela amanhã que o ministro Teori Zavascki convocou uma reunião extraordinária da Turma dedicada à Lava Jato. A reunião da Corte será reservada, que é algo raro.

    De acordo com fonte no tribunal, a sessão foi marcada pelo presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, a pedido do ministro Teori Zavascki, relator dos casos relativos ao esquema de corrupção na Petrobrás.

    Zavascki informou nesta terça, 24, o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, de que seria realizada sessão na quarta, 25, para debater uma decisão importante. O informe a Lewandowski foi feito pessoalmente pelo relator dos processos da Lava Jato na Corte e não pelo presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, a quem cabe usualmente fazer os comunicados institucionais.

    O advogado Mauricio Silva Leite, que defende o senador petista, disse que vai primeiro tomar ciência dos motivos da prisão de Delcídio, para depois se manifestar.
    http://politica.estadao.com.br/blogs...ender-senador/

  2. #2
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    25/11/2015 07h28 - Atualizado às 08h06

    O senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo na Casa, foi preso na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal. A operação foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) depois que o Ministério Público Federal apresentou evidências de que ele tentava conturbar as investigações da Operação Lava Jato.

    Também foi preso o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que estaria envolvido nas irregularidades.

    Delcídio havia sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que o acusou de participar de um esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

    O senador teria até mesmo oferecido possibilidade de fuga a Cerveró em troca de ele não aderir ao acordo de colaboração com a Justiça, revelando as irregularidades da operação. A conversa foi gravada por um filho de Cerveró.

    É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo, já que a Constituição Federal só permite a prisão de parlamentar em crime flagrante. Neste tipo de ação, de obstrução de investigação, a conduta é considerada crime permanente. É um dos poucos motivos que leva a corte a aceitar prisão preventiva de réu ainda sem julgamento.

    O Senado deve ter que confirmar a prisão de Delcídio. A Constituição estabelece que em casos de prisão em flagrante "os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão".

    STF

    Além de Delcídio, o STF também autorizou a prisão do chefe de gabinete do senador e do advogado Edson Ribeiro, que trabalhou para Cerveró. Também há autorização para buscas na casa do petista em Mato Grosso.

    A decisão de Teori atende a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro pediu que fosse convocada para a manhã desta quarta a realização de uma sessão extra da segunda turma do tribunal, que é responsável pelos casos que envolvem o esquema de corrupção da Petrobras. No encontro, ele deve discutir as prisões.

    Neste terça, o ministro chegou a telefonar para o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, comunicando sobre a reunião extraordinária e também se reuniu com colegas da segunda turma de forma reservada. A ideia é dividir o peso da reunião de prender um senador, que só poderia ser preso em flagrante. Um dos argumentos para a prisão seria que a obstrução das investigações e integrar uma organização criminosa torna o crime permanente e flagrante facilitado.

    Colaborou Márcio Falcão, Aguirre Talento e Bela Megale
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...ava-jato.shtml

  3. #3
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    por Jailton de Carvalho / Cristiane Jungblut / Eduardo Bresciani / Renato Onofre / Chico de Gois
    25/11/2015 7:47 / Atualizado 25/11/2015 9:18


    O líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS), foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira em sua casa em Brasília. O senador é acusado de ameaçar familiares do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e de ter oferecido a ele ajuda para fugir do Brasil se não revelar nada sobre o esquema de corrupção da Petrobras, segundo disse ao GLOBO uma fonte que acompanha o caso de perto. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki.

    Também foram presos o banqueiro André Esteves, do banco Pactual, o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira Rodrigues, e o advogado de Delcídio, Edson Ribeiro. Todos estão envolvidos na mesma acusação, de obstrução da Justiça.

    Delcídio chegou de carro, às 8h15, à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O veículo preto em que estava foi seguido por outro, de escolta. Ele não foi algemado.

    Segundo a Polícia Federal, o senador não vai ficar em cela comum, mas numa sala reservada a autoridades, uma sala comum de trabalho da polícia, devido a seu foro privilegiado. É uma situação provisória, pois a PF aguarda o posicionamento do Supremo sobre a manutenção ou não da prisão do petista, para então decidir o local onde ele ficará recluso. Se tiver que passar a noite, Delcídio será realocado para a carceragem de passagem da superintendência. Ele pode ser levado ainda nesta terça-feira para a ala da PF no presídio da Papuda.

    O GLOBO apurou que o filho de Cerveró, Bernardo, entregou à polícia uma gravação de Delcídio oferecendo vantagens a Cerveró para ele não fazer a delação, homologada nesta semana. Delcídio é o primeiro senador da República preso em flagrante, por conta da oferta para a fuga, que é um crime continuado.

    Nesta manhã, a Polícia Federal fez buscas e apreensões no gabinete de Delcídio, no Senado Federal, e no gabinete da liderança do governo no Senado, já que ele é o líder do governo Dilma na Casa. O 25° andar do prédio, onde se localiza o gabinete do petista, está interditado e ninguém pode subir. Nesse mesmo andar também está instalada a Secretaria Geral do Senado. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi informado da ação da Polícia Federal no Senado às 6h30 desta manhã.

    Delcídio foi citado em delação premiada de Fernando Baiano, que diz que o senador teria recebido entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão de propina na negociação da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

    Baiano afirmou ter sido autorizado por Cerveró a repassar sua parte de propina pela compra da refinaria a Delcídio. Segundo Baiano, o petista estaria pressionando o ex-diretor da estatal.

    O lobista afirmou ainda ter sido procurado por Cerveró em 2006 para acertar o pagamento. O ex-diretor reclamou com o lobista. Disse que se sentia “muito pressionado" pelo senador petista, que na época era candidato ao governo do Mato Grosso do Sul.
    http://oglobo.globo.com/brasil/pf-pr...teves-18133880
    Última edição por 5ms; 25-11-2015 às 09:28.

  4. #4
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    UPDATE 1-Brazil police arrest CEO of bank BTG Pactual -source

    By Guillermo Parra-Bernal

    Nov 25 The CEO of bank BTG Pactual Andre Esteves was arrested on Wednesday and documents were seized from his home and the bank's headquarters in Sao Paulo, a source with knowledge of the raid said on Wednesday.

    Brazilian federal police also arrested ruling party senator Delcidio Amaral in Brasilia on suspicion of attempting to obstruct justice in a broad corruption investigation focused on state-run oil firm Petrobras, TV Globo said.

    Federal police confirmed they had authorization from the Supreme Court to arrest Amaral, after prosecutors presented evidence that he had interfered with the investigation.

    A BTG Pactual spokesman declined to comment. (Additional reporting by Pedro Fonseca and Caroline Stauffer; editing by Jason Neely)
    http://www.reuters.com/article/2015/...13K0F220151125

  5. #5
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    BTG Pactual CEO Esteves Arrested In Brazil's Graft Probe, Police Say

    Francisco Marcelino
    Julia Leite


    Andre Esteves, the Brazilian billionaire who transformed Grupo BTG Pactual into the largest independent investment bank in Latin America, was arrested as part of the corruption probe that has engulfed the state-run oil giant and some of the nation’s biggest builders.

    Federal police arrested the banker in Rio de Janeiro after first searching for him in Sao Paulo, a police press official said by telephone Wednesday. Folha de S. Paulo reported the arrest on its website earlier.

    It’s among the highest profile arrests to date since the investigation into a pay-to-play scheme between an alleged cartel of builders and oil producer Petroleo Brasileiro SA began in March 2014. More than 100 people have already been arrested, including former top executives at Petrobras and Brazil’s biggest construction conglomerate.

    The government’s leader in the Senate, Delcidio Amaral, was also arrested, the police press official said, declining to provide details on the specific allegations against Esteves or Amaral. BTG’s press office said it couldn’t immediately comment, while calls and messages to Amaral’s press officer and chief of staff went unanswered.

    Esteves in 2006 sold what was then Banco Pactual to UBS Group AG for $2.6 billion. He moved to London to be global head of fixed-income sales and trading for UBS the following year and offered to buy a controlling stake in the Swiss bank during the 2008 financial crisis. UBS rejected the bid and Esteves quit to form BTG, which he has joked stands for Back to the Game or Better than Goldman. In 2009, UBS agreed to sell to him and some of his former partners Pactual for $2.5 billion.
    http://www.bloomberg.com/news/articl...zil-police-say

  6. #6
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    "fenômeno"

    O banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (25), na casa da família, no Rio de Janeiro. A prisão está ligada a inquéritos no âmbito da Lava Jato que tramitam no Supremo Tribunal Federal.

    A assessoria de imprensa do banco BTG Pactual informou ao G1 que, até as 9h40, não tinha a informação oficial sobre a prisão do banqueiro.

    Ele entrou no banco em 1989 e em 1993 se tornou sócio da instituição. Em 1995, assumiu a chefia da Área de Renda Fixa do banco. Após fundar a BTG no final de 2008, com a recompra do Pactual em 2009, Esteves formou o BTG Pactual.

    De acordo com o banco BTG Pactual, André Esteves tem graduação em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo membro do Conselho da BM&FBovespa e da Federação Brasileira de Bancos.

    Em 2012, Esteves foi considerado o 13º brasileiro mais rico, segundo levantamento da Forbes. A fortuna do bilionário estava avaliada em US$ 3 bilhões. Em 2015, a fortuna de Esteves mostrou uma perda de US$ 700 milhões.

    O valor de suas empresas caiu diante de empréstimos e investimentos em companhias afetadas pelo escândalo da Petrobras. Foi a maior queda entre banqueiros no Bloomberg Billionaires Index.
    http://g1.globo.com/pr/parana/notici...a-federal.html

  7. #7
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    Ministros do STF mantêm prisão de senador petista por unanimidade

    Nada menos do que o líder do governo no Senado.


    MÁRCIO FALCÃO
    AGUIRRE TALENTO
    DE BRASÍLIA
    25/11/2015 11h27

    Ao confirmarem a prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) fizeram duros discursos contra práticas criminosas por agentes públicos, sustentaram que a imunidade parlamentar não representa impunidade e, em tom de aviso, apontaram que os criminosos não passarão sobre a Justiça e as instituições.

    A prisão de Delcídio, do banqueiro André Esteves, e de mais duas pessoas foi determinada pelo ministro Teori Zvascki, relator da Lava Jato no Supremo. Ele é o primeiro senador preso desde 1988. Diante do peso de decisão, Teori levou o caso para a Segunda Turma do Supremo avaliar a liminar (decisão provisória), que foi mantida por unanimidade.

    Vice-presidente do Supremo, a ministra Cármen Lúcia puxou os discursos mais críticos a atos criminosos praticados por políticos. Numa referência ao mote da campanha que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto em 2006, ela afirmou que com o mensalão o cinismo venceu a esperança, mas apontou que o crime não vai vencer a Justiça.

    "A maioria de nós acreditou no mote de que a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a ação penal 470 [mensalão, e descobrimos que o cinismo venceu aquela esperança. Agora, parece que o escárnio venceu o cinismo", afirmou.

    "Mas o crime não vencerá a justiça, aviso aos navegantes dessas águas turvas. Criminosos não passarão sobre juízes e sobre as novas esperanças do povo brasileiro. Não passarão sobre o Supremo, não passarão sobre a Constituição do Brasil",completou a ministra.

    Ministro mais antigo do Supremo, Celso de Mello reforçou o discurso. "A imunidade parlamentar não é manto protetor de supostamente comportamento criminosos".

    Celso de Mello voltou a falar sobre a captura das instituições e do Estado por organizações criminosas, sendo que "marginais" se apossaram supostamente dos aparelhos do Estado, algo que classificou de "realidade perigosa". "É preciso esmagar, é preciso destruir com todo o peso da lei, respeitada a devida garantia constitucional, esses agentes criminosos".

    O ministro Celso de Mello, decano da corte, declarou que "a ordem jurídica não pode permanecer indiferente a condutas acintosas de membros do Congresso Nacional". "Quem transgride tais mandamentos, não importando sua posição estamental, quer sejam patrícios ou plebeus, governantes ou governados, expõe-se à severidade das leis penais e por tais atos devem ser punidos exemplarmente na forma da lei", disse Celso de Mello.

    Dias Toffoli chamou de falácia a tese de que a Justiça não agia sobre políticos no passado, sendo que só a paritr de 2002 o Supremo foi autorizado a processar congressista sem autorização do Congresso. "Criou-se uma lenda urbana de que o Poder Judiciário e esta Suprema Corte seria leniente com a impunidade, que não atuava contra os agentes políticos e poderosos. Isso é uma lenda urbana e uma falácia", disse. "O que havia era um bloqueio constitucional".

    Gilmar Mendes negou que tivesse tratado de Lava Jato com Delcídio, e classificou o caso de situação "grave e rara".

    Os ministros demonstraram irritação com a fato de que Delcídio teria prometido ter influência sobre integrantes do STF, como indicam as investigações.

    Teori Zavascki afirmou em seu voto que há elementos de que o senador cometeu um crime permanente, que é o de associação criminosa, e que justificaria a sua prisão em flagrante, destacando ainda que há crime inafiançável.

    Zavascki disse ainda que ficou configurada "grave ameaça à ordem pública mediante esforços desmedidos para garantir a própria impunidade" na atuação de Delcídio.

    O senador, segundo a Procuradoria Geral da República, ofereceu uma mesada ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não firmasse delação premiada e sugeriu ter influência sobre ministros do STF.

    Pela Constituição, um parlamentar só pode ser preso em caso de flagrante de crime inafiançável.

    "Não há outra medida cautelar suficiente para inibir a continuidade das práticas criminosas", declarou Zavascki.

    SENADO

    Com a decisão da Segunda Turma do STF, o pedido de prisão será encaminhada para avaliação do Senado avaliar. A Constituição estabelece que em casos de prisão em flagrante " os autos serão remetidos dentro de 24 horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão".
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...nimidade.shtml

  8. #8
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    Banqueiro preso ofereceu R$ 4 milhões para Cerveró, diz ministro do STF


    MARIO CESAR CARVALHO
    DE SÃO PAULO
    25/11/2015 10h31

    Preso nesta quarta-feira (25) por tentar atrapalhar as investigações Operação Lava Jato, o banqueiro André Esteves teria participado de um plano de fuga para tirar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró do país e, assim, evitar sua delação.

    Segundo relato do ministro do STF Teori Zavascki a colegas, Esteves teria se proposto a bancar os R$ 4 milhões da operação. O valor serviria também para excluir o banqueiro das denúncias de Cerveró, ainda de acordo com relatos de Teori. O senador Delcídio do Amaral (MS), líder do PT no Senado, também foi preso por participar do esquema.

    O pagamento seria feito por meio de contratos simulados entre um dos advogados de Cerveró, Edson Ribeiro, com o banco BTG, do qual Esteves é o principal sócio. Ribeiro, por sua vez, repassaria o dinheiro para a família de Cerveró, ainda de acordo com o relato de Teori a ministros do Supremo.

    Nos depoimentos que prestou na fase de negociação de sua delação premiada, Cerveró disse que Esteves foi beneficiado em negócios com uma rede de postas da BR Distribuidora.

    Teori disse a seus colegas que Esteves tinha cópias sigilosas dos depoimentos que Cerveró prestou aos procuradores para fazer o seu acordo de delação.

    O ministro imputou também ao senador o crime de integrar organização criminosa.

    Antes das gravações, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido o arquivamento da investigação em torno de Delcídio por considerar que não havia provas contra o senador.

    O plano de fuga chegou à Procuradoria Geral da República por meio do filho de Cerveró, que participou de reuniões com Delcídio e o advogado e gravou tudo. As gravações são a principal prova contra Delcídio e o banqueiro, segundo procuradores. Numa das conversas, de acordo com o relato de Teori, o senador disse que o Paraguai era uma opção mais adequada para se chegar à Espanha do que a Venezuela.

    Cerveró tem dupla nacionalidade: é espanhol e brasileiro. Ele negociava a sua delação há três meses, sem sucesso. Com a entrega das provas do plano de fuga, sua situação mudou completamente.
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...-delator.shtml

  9. #9
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    "fenômeno"


    DE SÃO PAULO
    25/11/2015 - Atualizado às 11h45

    Conhecido por ter bom trânsito no governo e com políticos de vários partidos, André Esteves é um dos banqueiros mais influentes do Brasil.

    Nascido em 1969 em uma família de classe média do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira aos 22 anos como programador de sistemas no Pactual, um dos primeiros bancos de investimento —instituições sem correntistas que se dedicam exclusivamente a grandes negócios— no país.

    Com perfil agressivo nos negócios, foi alçado ao topo da instituição cedo e se tornou bilionário antes dos 40 anos, com a ambição de se tornar uma lenda do mercado financeiro da estatura de Jorge Paulo Lemann, do fundo 3G.

    Em 1999, Esteves foi um dos capitães do movimento da ala jovem do Pactual que tirou Luiz César Fernandes do banco. Responsável pela contratação de Esteves, Fernandes foi o último dos quatro fundadores a sair da instituição ao abrir mão de sua participação de 14% três meses depois de ter deixado a presidência.

    O executivo tinha feito negócios malsucedidos e queria quitar dívidas com bônus a receber, mas sócios mais jovens exigiram suas ações em troca, o que o tirou do negócio.

    Esteves era um dos donos do Pactual em 2006, quando o banco foi vendido por US$ 3,1 bilhões ao UBS AG, a divisão latino-americana do banco suíço UBS.

    Em 2008, o banqueiro e um grupo de sócios deixaram o UBS Pactual e estabeleceram um novo banco, o BTG. No ano seguinte, o executivo capitaneou a compra do UBS Pactual pelo BTG. O negócio de US$ 2,5 bilhões, em valores da época, formou o BTG Pactual.

    Segundo o site da instituição, "com a compra, os sócios que haviam deixado o banco em 2008 se juntaram aos que haviam permanecido na instituição ao longo de todo o período que se seguiu à sua venda para o UBS".

    O movimento se aproveitou da fragilidade do sistema financeiro internacional durante o auge da crise global, iniciada em 2008, e foi considerado uma jogada de mestre pelo mercado, o que aumentou o prestígio de Esteves.

    O executivo também esteve à frente de negócios importantes entre o BTG Pactual e o governo, principalmente durante a gestão Lula e no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

    Ele surpreendeu o mercado no início de 2011 ao comprar do empresário Silvio Santos o banco PanAmericano, então sob intervenção do Banco Central, tornando-se sócio da Caixa Econômica Federal no negócio.

    O banqueiro se comprometeu a pagar R$ 450 milhões pelo banco, que tinha um rombo de R$ 4 bilhões e não quebrou graças a empréstimos do Fundo Garantidor de Créditos.

    A compra marcou a entrada do BTG Pactual no varejo bancário brasileiro. Até então, a atuação do banco era restrita às áreas de atacado (grandes empresas) e investimento.

    Em um outro negócio recente com o governo, o BTG comprou, em junho de 2013, 50% das operações da Petrobras Oil & Gas na África por US$ 1,5 bilhão. A empresa recebeu o nome fantasia de PetroÁfrica e atua na exploração de petróleo e gás em países africanos.

    O BTG Pactual, de Esteves, é o sócio mais ativo da empresa de sondas de petróleo Sete Brasil. Executivos do banco estão à frente da reestruturação da empresa, que deve cerca de R$ 14 bilhões, na negociação com estaleiros, bancos credores e Petrobras.


    O BTG Pactual tem 5,9% de ações do UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...o-brasil.shtml

    Por esquecimento, ou falta de espaço, a matéria não menciona as jogadas com Eike Batista, Oi, Bumlai, e muitos outros amigos.
    Última edição por 5ms; 25-11-2015 às 12:12.

  10. #10
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    Governo vai monitorar saúde financeira do BTG

    As ações do banco despencaram 20% com a noticia da prisão de André Esteves.


    VALDO CRUZ
    DE BRASÍLIA
    25/11/2015 11h58

    Diante da prisão do banqueiro André Esteves, o governo Dilma decidiu monitorar a saúde financeira do seu banco, o BTG Pactual, para evitar maiores turbulências no mercado financeiro e a geração de um risco sistêmico que poderia abalar outras instituições financeiras.

    Neste momento, a avaliação da área econômica é que não há este risco, mas ele não pode ser descartado, daí a decisão de acompanhar de perto o BTG. Nesta quarta-feira (25), dia da prisão de Esteves, as ações do seu banco estavam caindo quase 20%.

    Além da saúde financeira do BTG, a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS) e do banqueiro André Esteves, na nova fase da Operação Lava Jato, preocupa a equipe econômica porque pode dificultar ainda mais a aprovação de medidas do ajuste fiscal no Congresso.

    Nesta quarta, o Congresso planejava votar a mudança da meta fiscal de 2015, medida considerada fundamental pelo governo para evitar futuros questionamentos jurídicos contra a presidente Dilma. A alteração na meta vai autorizar o governo a fechar este ano com um deficit primário de até R$ 119,9 bilhões.

    Por enquanto, ainda não há uma decisão se a votação vai ser realizada ainda nesta quarta. O Senado terá de decidir, até amanhã, se mantém o senador petista preso ou não, tema que pode levar a um cancelamento de outras sessões do Legislativo que envolvam os senadores.

    O Palácio do Planalto teme ainda que as turbulências geradas pela prisão do banqueiro possam também interferir na decisão de hoje do Copom (Comitê de Política Monetária), reunido para decidir sobre a taxa de juros, que deve ser mantida em 14,25% ao ano. A dúvida deve-se aos próximos passos do BC, que pode indicar uma tendência de alta nos juros no ano que vem.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...a-do-btg.shtml

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