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Tópico: Bola da vez: JBS

  1. #1
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    Bola da vez: JBS

    TCU investiga empréstimos para que a JBS fizesse a aquisição de empresas norte-americanas.

    João Villaverde - O Estado de S.Paulo
    25 Novembro 2015

    O Tribunal de Contas da União (TCU) viu indícios de irregularidades na relação entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a empresa JBS e determinou um aprofundamento das investigações de seus auditores no banco para apurar o caso. O relator, ministro Augusto Sherman, disse que os fatos levantados pelos técnicos do TCU que produziram a primeira auditoria sobre o BNDES e sua relação com a JBS, concluída agora, demonstraram "existirem indícios de tratamento privilegiado do BNDES para com a JBS".

    O relator solicitou três tomadas de contas especiais para apurar operações específicas que envolveram a transferência de recursos do BNDES e do BNDESPar para que a JBS fizesse a aquisição de empresas norte-americanas. As operações são a compra da Swift, em 2007, da Smithfield e a tentativa sobre a National Beef, em 2008, e sobre a Pilgrim's Pride, em 2009. Pela tomada de contas especial, o TCU pode buscar o ressarcimento à União de eventuais danos causados pelo uso incorreto de recursos públicos.

    O TCU identificou que em todas as três a análise das operações no BNDES foram feitas "em prazos extremamente curtos", inferiores a 30 dias. "O BNDES nos informou que houve análise prévia dessas operações, mas nada foi encontrado. Se efetivamente isso ocorreu foi feito sem qualquer documentação", disse Sherman. Também nas duas primeiras operações, da JBS com a Swift e da companhia brasileira com a Smithfield, o BNDES não realizou operação de "due-dilligence", para verificar as condições financeiras reais das companhias que foram adquiridas.

    Os técnicos do TCU também não conseguiram comprovar a utilização completa dos recursos empregados pelo BNDES na JBS, para que a empresa privada adquirisse empresas estrangeiras. "No caso da compra da Pilgrims, o BNDES aportou R$ 3,5 bilhões, mas somente foi comprovada pela auditoria a utilização de R$ 1,5 bilhão pela JBS na compra da companhia Pilgrims. Não se sabe o que aconteceu com a diferença. Onde os demais R$ 2 bilhões foram efetivamente aplicados? Essa é uma pendência que precisa de aprofundamento. Casos como esses também foram achados nas demais operações que foram alvo de nossa auditoria", disse Sherman, relator do caso.

    "O BNDES deve promover o desenvolvimento da economia com geração de emprego. O que ocorreu é que nessas operações não houve avaliação do impacto na economia brasileira desses aportes de capital do banco na empresa. Não houve avaliação prévia. Haveria crescimento econômico no setor de carnes no Brasil? Qual era o benefício? Essa análise não foi encontrada", disse o ministro Sherman.

    A Corte de Contas também determinou uma auditoria específica sobre a relação do BNDES com a Bertin, que recebeu aportes de capital do banco de fomento em 2008, e a consequente aquisição da Bertin pela JBS. O TCU também determinação análise para verificar melhor os indícios de irregularidades relacionadas à operação de participação acionária do BNDES na empresa Independência S.A. e as questões relacionadas à operação de troca de ações de titularidade do BNDESPar por créditos da Itaipu Binacional.

    Sobre a grande participação do BNDES no capital da JBS, o ministro do TCU, Bruno Dantas, comentou em plenário que "a JBS é quase uma estatal".

    Resposta. O BNDES informou, por meio de sua assessoria de imprensa, estar "tranquilo quanto à regularidade das operações" com o grupo JBS. O BNDES disse "considerar o fato de o trabalho do TCU não ser conclusivo, uma vez que a auditoria levantou indícios". "O BNDES vai esperar o aprofundamento dos trabalhos de auditoria do TCU. O banco sabe da importância do apoio que ele deu ao setor mencionado, com o fortalecimento e a formalização dos trabalhadores no ramo", disse o banco.
    http://www.estadao.com.br/noticias/g...bs,10000002966

  2. #2
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    Raquel Landim: A queda dos empresários do PT

    Nos anos Lula-Dilma, muitos empresários se aproximaram do governo em busca de benesses e bons negócios. Quatro deles se notabilizaram pelo crescimento do seu império no período: Marcelo Odebrecht, André Esteves, Eike Batista e Joesley Batista.

    Dono do banco BTG, Esteves foi preso nesta quarta-feira (25) pela Polícia Federal acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Além da suspeita de ter sido beneficiado em um negócio com a BR Distribuidora, Esteves também é um dos principais sócios da Sete Brasil e tem participação em blocos da Petrobras na África - até agora nenhuma irregularidade surgiu nos dois últimos negócios.

    Marcelo Odebrecht, dono da construtora Odebrecht e um dos homens mais ricos do Brasil, está preso na mesma Operação Lava Jato desde junho. Odebrecht é acusado de corrupção para conseguir vantagens em negócios na Petrobras —ele nega. Sua empresa tinha relações próximas com o presidente Lula.

    Eike Batista viu seu império desmoronar alguns anos atrás, porque não conseguiu entregar o petróleo que prometeu aos investidores. O governo não socorreu o empresário, que garante aos mais próximos não ter qualquer envolvimento na corrupção da Petrobras. Ele foi chamado a depor em outra CPI, que investiga os empréstimos do BNDES.

    Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, vai muito bem. A holding de sua família acaba de comprar a Alpargatas, dona das Havaianas por R$ 2,66 bilhões.

    O grupo, que surgiu como um pequeno frigorífico em Goiás, começou sua expansão com a ajuda de vultosos empréstimos do BNDES. Um dos maiores doadores de campanha do país, a família Batista usa sua influência para escapar da CPI que investiga o banco. Até agora funcionou.

    Com exceção da JBS e de algumas outras empresas, vai se desmontando a política dos "campeões nacionais", em que poucos eleitos recebiam todos os favores. Quando o cofre do governo secou, a hora da verdade chegou, seja por má administração empresarial ou por corrupção.
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...os-do-pt.shtml

  3. #3
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    JBS cai 4% com suspeita do TCU

    10h30: JBS (JBSS3, R$ 13,23, -3,71%)
    As ações da JBS registram queda na sessão de hoje e vão para o menor patamar desde 18 de março (quando fecharam a R$ 13,16), após a notícia de que uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), divulgada na quarta-feira, revelou indícios de “tratamento privilegiado” por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao grupo – dono de marcas como a Friboi –, em empréstimos e outras operações financeiras.

    De forma preliminar, o TCU estima que uma única operação tenha gerado um prejuízo de R$ 614 milhões ao banco, em valores de 2008. O pedido para que a auditoria fosse realizada partiu da Câmara dos Deputados.

    A JBS informou que todos os dados sobre as transações da companhia com o BNDES, assim como com outras instituições e empresas, são públicos e estão disponíveis no site de Relações com Investidores da empresa e na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), disse a empresa em resposta por e-mail à Bloomberg. "Toda a relação com o BNDES foi feita de forma clara e transparente", comentou.

    Já o BNDES disse, por meio de sua assessoria de imprensa, estar "tranquilo quanto à regularidade das operações" com o grupo JBS. O BNDES disse "considerar o fato de o trabalho do TCU não ser conclusivo, uma vez que a auditoria levantou indícios".
    http://www.infomoney.com.br/mercados...ai-para-minima

  4. #4
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    JBSS3 (JBS ON ) - Cotação e gráfico em tempo real | Bolsa Financeira


  5. #5
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    BNDES pode ter perdido R$ 848 milhões com frigorífico JBS, aponta TCU

    RAQUEL LANDIM
    JULIO WIZIACK
    DE SÃO PAULO
    30/11/2015 02h00

    O Tribunal de Contas da União encontrou indícios de que o apoio do BNDES ao frigorífico JBS pode ter lesado o banco estatal em pelo menos R$ 847,7 milhões. Entre 2006 e 2014, a JBS recebeu R$ 8,1 bilhões para comprar companhias no exterior e se tornar uma gigante no setor de carnes. Em troca, o banco se tornou sócio da empresa.

    A fatia da BNDESPar (empresa de participações) na JBS, que já foi de 33,4%, hoje é de 24,6%. Na mira do TCU estão três operações feitas entre 2007 e 2009 que totalizam R$ 5,6 bilhões.

    A investigação se refere a valores que o banco não precisaria ter desembolsado. Em julho de 2007, a JBS comprou a americana Swift Food com R$ 1,137 bilhão liberado pelo BNDES. Segundo o relatório, o banco adquiriu ações da JBS com ágio de R$ 0,50 por ação, muito acima da média de mercado, levando a uma perda de R$ 69,7 milhões.

    Em abril de 2008, o BNDES concedeu R$ 995,8 milhões para a JBS tentar comprar National Beef, Smithfield Beef e Five Rivers. O contrato estabelecia que o BNDES pagaria pelos papéis da JBS o valor médio dos últimos 90 pregões (R$ 5,90 por ação), já acima dos R$ 4,74 da Bolsa na época. A regra foi alterada para a média de 120 pregões, e o valor subiu para R$ 7,07.

    Essa troca teria levado a um dano de R$ 163,5 milhões para o BNDES. Segundo o relatório, a operação era "arriscada" e foi aprovada em apenas 22 dias, ante uma média usual de sete meses.

    A terceira operação foi a compra de debêntures (títulos de dívida) para a JBS adquirir a Pilgrim's Pride, nos EUA. Foi a grande tacada empresarial do grupo para se tornar uma gigante global.

    Nesse negócio, fechado em 2009, o BNDES pode ter perdido duplamente. Para o TCU, há indícios de dano de R$ 266,7 milhões no cálculo do valor da ação e outros R$ 347,8 milhões pelo banco abrir mão de um prêmio de 10% quando converteu as debêntures em ações.

    Em seu voto, o relator do processo, ministro Augusto Sherman Cavalcanti, disse que "recursos públicos foram aportados na JBS sem critérios de benefícios econômicos e sociais para o país".

    Segundo ele, não há evidências de aumento consistente das exportações ou de empregos gerados no Brasil e, por isso, houve um "desvio" da função do BNDES.

    Na quarta-feira (25), o TCU separou as investigações para aprofundá-las. A Folha apurou que o BNDES está em contato com o tribunal para explicar cada operação.

    CRITÉRIOS DE MERCADO

    O banco afirma que os valores definidos por ação seguiram critérios de mercado e definidos em contrato e as transações trouxeram ganhos de R$ 5,5 bilhões. O BNDES abriu mão dos 10% de prêmio porque estavam condicionados à abertura de capital da JBS nos EUA, onde o mercado estava em alta e o preço das ações poderia superar o valor contratado pelo BNDES. Se isso ocorresse, o banco teria de pagar a diferença à JBS.

    Para mitigar o risco, o banco converteu o investimento em ações da JBS no Brasil por um preço mais baixo. Mas, ainda segundo esses técnicos, compensou a perda depois com a valorização dos papéis da companhia.

    Se a empresa e o BNDES forem condenados, estarão sujeitos a multas e punições para os funcionários envolvidos. Além disso, o processo pode ser encaminhado para Ministério Público Federal e Polícia Federal investigarem.

    OUTRO LADO

    O BNDES e a JBS afirmam que as transações sob suspeita do TCU já renderam ao banco estatal mais de R$ 5 bilhões em lucro e fez os postos de trabalho na companhia saltarem de 20 mil para 120 mil entre 2006 e 2014, período dos aportes do banco no frigorífico.

    Por meio de sua assessoria, o BNDES diz que está convicto da regularidade dos investimentos: "Eles foram realizados com rigor técnico, impessoalidade e precisão. Todos os aportes foram amplamente divulgados e comunicados, conforme regras da CVM, e de acordo com as melhores práticas de mercado".

    Ainda segundo a instituição, os investimentos no JBS resultaram na criação de valor de R$ 5,5 bilhões, "desempenho relevante quando comparado à queda do Ibovespa [principal índice da Bolsa]".

    No entanto, o banco aguardará o prosseguimento dos trabalhos do tribunal e, por isso, não quis comentar os detalhes específicos de cada transação sob suspeita.

    Para o BNDES, o investimento na JBS coincide com uma política de apoio ao setor de carnes, que obteve avanços importantes.

    O banco aponta que as exportações de carne bovina in natura aumentaram 85% (em valor) entre 2006 e 2014, o abate informal foi reduzido, o controle sanitário e rastreabilidade da carne ampliados.

    Segundo o BNDES, houve aumento da renda dos produtores, o que permite formalização, aplicação de tecnologia na criação dos bovinos e melhor qualidade da carne.

    Por meio de sua assessoria, a JBS informou que não teve acesso aos autos do processo de investigação do TCU porque o tribunal não está investigando a empresa.

    Mesmo assim, a JBS reitera que todas as operações de investimento realizadas pela BNDESPar na companhia foram adequadamente publicadas, observando a legislação em vigor.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...onta-tcu.shtml

  6. #6
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    Com BNDES na mira, ações do JBS despencam quase 30%

    Efeito Orloff

    Por Natalia Viri
    01/12/2015

    Só ontem, as ações do JBS caíram 7%, após o TCU ter encontrado indícios de favorecimento da empresa em operação com o BNDES.

    Mas as investigações sobre o banco do fomento vem castigando as ações do frigorífico já há alguns meses. Desde setembro, quando atingiram a máxima do ano, os papéis do frigorífico já despencaram quase 30%.

    Vale lembrar que, nos negócios ordinários, não há nada de novo: o câmbio continuou ajudando e a empresa anunciou resultado recorde no terceiro trimestre, de R$ 3,44 bilhões.
    http://veja.abril.com.br/blog/radar-...ncam-quase-30/

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