Resultados 1 a 3 de 3
  1. #1
    WHT-BR Top Member
    Data de Ingresso
    Dec 2010
    Posts
    14,992

    PIB cai 3,2% em 10 meses

    Recuo nos primeiros dez meses do ano é o maior registrado desde o inicio da série histórica, 1996, segundo o IBGE; no terceiro trimestre, economia encolheu 1,7%

    01/12/2015 às 11:13

    Entre janeiro e setembro, o produto interno bruto (PIB) brasileiro encolheu 3,2%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o pior desempenho da economia brasileira para esse período desde o início da série histórica, em 1996. O PIB é o indicador que soma todas as riquezas geradas pelo país.

    No terceiro trimestre, a queda foi de 4,5% em comparação com o mesmo período de 2014 e de 1,7% em relação ao trimestre anterior. Em quase todos os comparativos setoriais, a indústria foi o segmento com o pior desempenho. No acumulado de 2015, a queda da indústria é de 5,6%, e, em relação ao mesmo período de 2014, o recuo é de 6,7%. A indústria encolheu 1,3% no terceiro trimestre em comparação com o segundo, mas, nessa base de comparação, o segmento de pior desempenho foi o agropecuário, com baixa de 2,4%. Máquinas e equipamentos, automobilística e construção civil ficaram sempre os de desempenho mais fraco entre os ramos da indústria, seja na comparação com o trimestre imediatamente anterior, seja em relação ao mesmo período de 2014.

    Outros indicadores mostram não apenas uma baixa momentânea, também a piora do cenário para uma recuperação rápida da economia. A formação bruta de capital fixo é um desses retratos. Esse indicador registra o quanto as empresas aumentam ou diminuem seus bens de capital, a infraestrutura de máquinas e equipamentos usados na fabricação de outros produtos. No acumulado de 2015, a formação bruta de capital fixo recuou 12,7%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a queda foi de 4%, e, na comparação com o mesmo período de 2014, o declínio foi de eloquentes 15%.

    A taxa de investimento é outro indicador tido como uma espécie de motor para a economia crescer - e também ele encolheu entre julho e setembro. No terceiro trimestre, a taxa de investimento foi de 18,1% do PIB - no mesmo período de 2014, a taxa havia sido de 20,2%.
    http://veja.abril.com.br/noticia/eco...erie-historica
    Última edição por 5ms; 01-12-2015 às 11:53.

  2. #2
    WHT-BR Top Member
    Data de Ingresso
    Dec 2010
    Posts
    14,992

    Analistas já preveem queda de até 4% em 2015

    E pensar que os "pessimistas" falavam em -3,5% menos de 30 dias atrás.

    Agora, com muita sorte e porque deus é brasileiro, -3,5% em 2016.

    Início da recuperação? "Talvez nem em 2017"

    Mário Braga e Maria Regina Silva - O Estado de S.Paulo
    01 Dezembro 2015 | 11h 44

    A queda de 1,7% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre ante o anterior leva o mercado a uma série de revisões nas projeções para a atividade econômica neste e no próximo ano. Entre os mais pessimistas, a projeção de baixa deve chegar a 4%.

    "O mercado deve cortar a estimativas para 2015 para quedas entre 3,7% e 4%. Ainda farei os cálculos, mais com certeza vou revisar expectativa de recuo de 3,3% para este ano e de 2,5% no ano que vem", afirmou a economista-chefe da ARX Investimentos, Solange Srour, ao Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado.

    O Banco Fibra já revisou para baixo sua projeção deste ano e também para 2016. De acordo com análise do economista-chefe do banco, Cristiano Oliveira, a economia deve sofrer contração de 3,8% em 2015, e não mais de 3,1%. Para 2016, a estimativa passou de recuo de 2,6% para declínio de 3,1%. Ao avaliar os dados do PIB do terceiro trimestre, Oliveira disse que não há nada que permita visualizar cenário positivo. "Nossa avaliação é que o atual quadro recessivo deve prolongar-se ao longo do restante do ano e do próximo", avaliou.

    Questionada sobre as perspectivas de retomada da economia, Solange lembra que com a atual visibilidade zero sobre o cenário econômico é difícil estimar um momento para o início da recuperação. "Talvez nem em 2017. Pelo ritmo das quedas e o carrego estatístico que isso implica, devemos ter um ano de estagnação ou até mesmo de mais uma retração", estimou.

    Na visão do economista do Banco Fibra, este cenário é resultado de fatores estruturais relacionados a limitações no campo da oferta e também herança do deficiente gerenciamento macroeconômico adotado entre 2011 e 2014, "a fracassada nova matriz macroeconômica". "Com o forte recuo dos investimentos, a taxa de crescimento do PIB potencial apresenta significativa e preocupante desaceleração nos últimos trimestres.

    Surpresas. A especialista da ARX destacou que houve surpresas negativas em diversos componentes do PIB no terceiro trimestre. Diversos indicadores apresentaram os piores desempenhos da série histórica, iniciada em 1996, entre eles a queda do PIB nas comparações mensal (-1,7%), interanual (-4,5%), no acumulado do ano (-3,2%) e nos últimos quatro trimestres (-2,5%). Mas os dados mais preocupantes, avalia Solange, são as quedas recordes dos investimentos (-15%) e do consumo das famílias (-4,5%), na comparação com o terceiro trimestre de 2014. "A absorção interna está caindo muito fortemente e não vejo expectativa de esses dois componentes voltarem a crescer tão cedo", ponderou.

    Solange ressalta que para haver retomada de investimentos, é necessário uma solução definitiva para a questão fiscal brasileira. "Se não for resolvido o lado fiscal, a dinâmica dívida/PIB fica explosiva e se fica sem perspectiva de crescimento. Neste cenário, não há investimento" resumiu. A economista-chefe da ARX destaca ainda que a deterioração cada vez mais forte do mercado de trabalho sinaliza que dificilmente haverá recuperação no consumo das famílias nos próximos trimestres. "Isso é muito grave, porque vamos ter uma queda acumulada de quase 7,0% em dois anos consecutivos e, pode até demorar um pouco, mas os impactos sobre emprego e renda vão ser fortes e a sociedade vai sentir muito essa queda no PIB", afirmou.

    Apesar do desempenho ruim da atividade econômica, Solange avalia ser necessário esperar o detalhamento da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária para se estimar com mais clareza quais os próximos passos da política monetária. No entanto, ela afirma que o Banco Central deve elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto na reunião de janeiro, para 14,75%. "Acho que o PIB fraco tende até a sensibilizar o BC, mas os dados de inflação também são muito ruins", afirmou.
    http://economia.estadao.com.br/notic...15,10000003496
    Última edição por 5ms; 01-12-2015 às 13:30.

  3. #3
    Aspirante a Evangelist
    Data de Ingresso
    Jul 2012
    Posts
    352
    Eu já estou achando esses -4% otimistas.... vamos ver quanto a conta no ano fecha.

    Enquanto este governo afundado na lama até o pescoço permanecer, não há qualquer perspectiva de recuperação. A ladeira vai continuar para baixo.

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •