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    Adeus 2015: Itaú revisa projeções

    Persistência da contração econômica e da inflação se juntam a cenário político desafiador para mostrar que recuperação está longe

    Por Ricardo Bomfim
    08-12-2015 | Atualizada às 12h04

    Os últimos resultados da economia brasileira mostraram que o que já era ruim ficou pior e isso se refletiu nas projeções dos economistas. O Itaú Unibanco, por exemplo, decidiu nesta terça-feira (8), revisar a sua previsão de crescimento da economia brasileira de uma retração de 3,2% para uma de 3,7%. Já a inflação, segundo o banco, fechará 2015 avançando 10,5% e não conseguirá voltar para a banda da meta do Banco Central (entre 2,5% e 6,5%) nem em 2016, quando deve terminar em 6,8%.

    "O ano de 2015 provavelmente será lembrado como particularmente difícil para a economia brasileira", diz o relatório assinado pelo economista-chefe do banco, Ilan Goldfajn. Para ele, a incerteza política e econômica deve prosseguir em 2016, sendo que a recuperação da economia depende, em grande parte, da aprovação de medidas de ajuste, o que requer consenso político.

    Entre os pontos que ele destaca para explicar as revisões está a fraqueza da atividade econômica, que continua em processo de contração, e o cenário fiscal desafiador. "A queda do PIB (Produto Interno Bruto) e a retração da massa salarial devem reduzir ainda mais a arrecadação de impostos. Devido à pressão de aumento de gastos obrigatórios (por exemplo, com a Previdência), a economia deverá apresentar novo déficit primário em 2016 (projetamos -1,3% do PIB), apesar das medidas de ajuste fiscal em curso", explica.

    Apesar disso, ele concorda que houve avanços sim, pelo menos na política cambial neste primeiro ano de segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. O economista acredita que a desvalorização do real como está é suficiente para dar prosseguimento ao ajuste das contas externas. "Acreditamos que o dólar em torno de R$ 4,00 seja compatível com uma trajetória declinante de déficit em conta corrente para os próximos anos", avalia.

    Ele também concorda que, apesar do efeito que teve no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o realinhamento dos preços administrados foi importante. Para o primeiro trimestre de 2016, o Itaú projeta o começo de uma trajetória de queda da inflação, que deve fechar o ano em 6,8%, ainda acima da meta do BC, mas melhor do que a projeção anterior do banco, que era do índice fechando o ano que vem em 7%. O ajuste, de acordo com o relatório, foi devido à queda dos preços do petróleo.

    Já com relação à política monetária, o banco espera que o Banco Central optará por manter a taxa Selic estável até o fim de 2016 em 14,25%. O motivo é que com a economia já em forte retração e a dinâmica do câmbio mais relacionada à percepção de risco do que aos juros domésticos, uma elevação da taxa básica teria impacto menor do que o desejado na inflação. "Em suma, acreditamos que o BC não mudará a postura da política monetária, tendo em vista as forças opostas existentes hoje sobre a inflação", diz o research.
    http://www.infomoney.com.br/mercados...sileira-caindo

  2. #2
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    'Não haverá solução mágica para resolver o que não fizemos até agora', diz Goldfajn

    Terça-feira, 08/12/2015, às 10:39, por Thais Herédia

    O ano de 2015 está quase no fim e a pauta econômica ficou vergonhosamente abandonada. O agravamento da crise política foi afastando as prioridades capazes de estancar a piora da economia, principalmente a deterioração do mercado de trabalho e a resistência da inflação. O desejo de sair da crise é o único consenso que emerge hoje no país – mas nem isso significa unidade nas soluções. O que já está claro para todos, mesmo entre pensamentos políticos contrários, é que não será por mágica ou por milagre.

    “Não podemos mais ficar no autoengano. Não haverá solução mágica para resolver o que não fizemos até agora. Se as soluções fossem fáceis mesmo, já teriam sido adotadas. Não adianta pensar numa guinada populista porque estamos sem dinheiro. As incertezas politicas e econômicas estão entrelaçadas e devem continuar com uma nova queda do PIB desemprego subindo em 2016”, avalia o economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco, em entrevista exclusiva ao blog.

    Para Goldfajn, que foi diretor do Banco Central na administração de Arminio Fraga e de Henrique Meirelles, o país vive a “ressaca” do excesso de gastos públicos, acima dos limites do sustentável. “Não adianta pensar que mais um drinque no café da manhã vai rebater a ressaca da noite anterior. A ressaca virá, não adianta ficar postergando”, disse ao G1. Pela previsão do banco, este ano o rombo nas contas públicas será de 1,2% do PIB, ou seja, o país ficará com a conta negativa em dezenas de bilhões de reais. Para ajustar as contas e devolver o equilíbrio econômico ao país, Ilan fala numa economia nos gastos públicos da ordem de 3,5% do PIB, um esforço gigantesco e muito custoso.

    “A receita correta não é a mais divertida. O que é curioso é que está todo mundo cansado do ajuste fiscal sem ele ter começado. Melhorar a eficiência do Estado não é uma coisa de curto prazo e não se consegue economizar 3,5% do PIB pela eficiência. Esses 3,5% vão ter que sair do bolso de alguém. O que nós precisamos é de líderes que possam conduzir um processo que vai beneficiar a todos em algum momento. E para isso tem que ter confiança da sociedade”, avalia o economista.

    Perguntado sobre a falta de crédito, especialmente para as empresas, Goldfajn rebate que o que está escasso na praça é vontade de investir, dado o tamanho da insegurança com o futuro do país. Em conversas com empresários por todo país, o executivo explica que o que está faltando no mercado é demanda, ou seja, consumidor querendo comprar. Junta-se a isso, o aumento brutal nos custos acumulados: energia, transporte, mão de obra. De novo, a confiança, ou a falta dela, fecha o quadro na economia real.

    “Se a confiança estivesse alta e estivesse faltando óleo para fazer o motor andar, seria o caso de falar de crédito para o dia a dia das empresas. Mas a confiança está no pior nível da série das pesquisas. Recuperar a confiança leva a tempo – construir leva mais tempo que destruir. A reclamação que mais escutamos dos empresários é sobre vendas (em queda) e custos (em alta). Quando eles olham para frente só querem sobreviver – se você é empresário não vai vender com margem negativa, vai repassar os custos – o que é melhor do que vender com prejuízo”, disse Ilan Goldfajn.

    E quem está na outra ponta deste cenário? Os trabalhadores.

    “O trabalhador poderia aceitar um reajuste de 8% se ele acreditasse que a inflação fosse baixar, que as coisas fossem melhorar mais rápido. Mas a indicação de que o ano que vem vai ser tão ruim faz ele se defender e querer mais. Essa dinâmica alimenta a inflação.

    A inflação leva tempo para ceder, ela não cai de maduro, não cai na mesma velocidade com que ela sobe. Uma hora acaba caindo, mas demora. A piora das expectativas fortalece a inércia inflacionária, ou seja, se você não enxerga um futuro melhor, você se protege. A economia como um todo reage num movimento que aprofunda a recessão”, analisa o economista do Itaú Unibanco.

    Sobre as conquistas sociais da última década, Ilan refuta as teses de que elas teriam sido enganosas, ou artificiais. "A nova classe média surgiu do aumento do emprego e da renda, dos salários”, ele defende. Mas infelizmente, essa visão não imuniza o alto risco de perdas e reversões negativas nos próximos anos.

    “Essa é a parte mais difícil e mais triste. Uma boa parte das conquistas teve mais a ver com uma melhora do mercado de trabalho que com as transferências de renda, como o bolsa-família. A nova classe média veio do emprego, do salário subindo. O problema foi que os salários foram aumentando sem que a produtividade acompanhasse – não havia justificativa para ter uma renda tão alta. Ainda assim, temos que tomar muito cuidado para não haver uma reversão aguda dessas conquistas.

    Agora, com a crise, o salário real está caindo, o desemprego está subindo rapidamente. A pior coisa que pode acontecer é a nova classe média ter de voltar para a classe baixa. As pessoas não querem isso, claro, principalmente depois que já experimentaram uma vida melhor. Se as soluções fossem fáceis mesmo, já teriam sido adotadas. Elas não são fáceis e qualquer guinada populista terá perna curta”, alerta Ilan Goldfajn.
    http://g1.globo.com/economia/blog/th...-goldfajn.html

  3. #3
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    "está todo mundo cansado do ajuste fiscal sem ele ter começado"


  4. #4
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    Revisões do Itaú para os indicadores macroeconômicos do Brasil


  5. #5
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    Equipe de pesquisa macroeconômica do Itaú prevê taxa de desemprego de 12% em 2016

    Por Conrado Mazzoni
    08/12/2015

    O departamento de economia do Itaú Unibanco julga que as incertezas políticas e econômicas do Brasil “estão entrelaçadas” e devem continuar em 2016. Os economistas do banco revisaram para baixo as estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e projetam que o dólar chegará a R$ 4,50. Eles também preveem que a taxa de desemprego alcançará dois dígitos no ano que vem.

    De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (8), a projeção para a evolução do PIB de 2016 piorou de -2,5% para -2,8%, enquanto a do PIB deste ano passou de -3,2% para -3,7%. Já a expectativa para a taxa de câmbio é de R$ 4 ao fim de 2015, caminhando para R$ 4,50 ao fim de 2016.

    “Acreditamos que as incertezas econômicas e políticas no Brasil são compatíveis com esse patamar de câmbio”, diz o texto de revisão de cenário da equipe de pesquisa macroeconômica do Itaú, comandada por Ilan Goldfajn. “Ainda é cedo para se falar em volta do crescimento.”

    A falta de perspectivas de melhora decorre da ausência de consenso político, o que atrapalha o avanço das medidas de ajuste fiscal no Congresso em um ambiente desafiador. De um lado, a queda do PIB e a retração da massa salarial prejudicam a arrecadação de impostos. Do outro, a contínua alta das despesas obrigatórias dificulta o equilíbrio das contas públicas.

    “Devido à pressão de aumento de gastos obrigatórios a economia deverá apresentar novo déficit primário em 2016 (projetamos -1,3% do PIB), apesar das medidas de ajuste fiscal em curso”, acrescenta o relatório do Itaú. O número anterior era pior (-1,5% do PIB) e reflete a receita do leilão de hidrelétricas que ajudará a compor os R$ 40 bilhões esperados de receitas extraordinárias em 2016.

    Neste contexto, o Itaú prevê inflação de 10,5% neste ano e, para 2016, a estimativa caiu de 7% para 6,8% em razão da revisão no preço do petróleo.

    Falando de controle dos preços, a expectativa é de manutenção da taxa Selic em 14,25% ao longo de 2016. Os economistas não esperam mudanças na postura da política monetária, embora considerem o risco de o Banco Central retomar o ciclo de elevação dos juros a partir de janeiro, dado o recado recente do BC.

    “A economia já se encontra em forte retração, e a dinâmica da taxa de câmbio está, na margem, mais relacionada à percepção de risco do que aos juros domésticos. Por causa desses riscos, as expectativas de inflação tendem a reagir com menor intensidade às decisões de política monetária. A convergência da inflação às metas depende também da implementação dos ajustes necessários”, afirmam.

    A taxa de desemprego deve atingir 12% em 2016, nas contas da equipe do banco.
    http://www.financista.com.br/noticia...-2016-diz-itau

  6. #6
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    FGV: Indicador antecedente de emprego melhora, mas não muda tendência

    09/12/2015 às 08h34

    Dois indicadores de emprego apurados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com base em sondagens setoriais mensais mostraram sinais divergentes em novembro. Com isso, a instituição considera ser ainda cedo para esperar uma melhora no mercado de trabalho.

    O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) - que busca antecipar os rumos do mercado de trabalho do país - subiu 4,8% no penúltimo mês de 2015, para 68,2 pontos. Foi a segunda alta consecutiva desse índice que, com isso, passou a mostrar avanço também na médias móvel trimestral, um indicador de tendência. Apesar disso, a FGV considera tais resultados uma acomodação em relação às quedas observadas nos meses anteriores. No ano, o indicador recuou 10,3%. Em novembro do ano passado, marcava 74,5 pontos.

    Outro indicador, o Coincidente de Desemprego (ICD), aumentou pelo terceiro mês consecutivo, desta vez 1,4%, para 99 pontos. Esse indicador é construído a partir de dados da Sondagem do Consumidor que captam a percepção do entrevistado a respeito da situação presente do mercado de trabalho. Para os brasileiros, portanto, houve uma piora na oferta de emprego. No ano, o ICD acumula 34,5% de alta.

    Para Itaiguara Bezerra, economista da FGV/Ibre, o crescimento do ICD mostra que a taxa de desemprego deve continuar em trajetória crescente. Já a melhora do IAEmp deve ser analisada com cautela. “O movimento representa uma atenuação da tendência de queda do total de pessoal ocupado na economia brasileira no curtíssimo prazo, mas é ainda insuficiente para sinalizar uma nova tendência”.
    http://www.valor.com.br/brasil/43489...muda-tendencia

  7. #7
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    Editorial Estadão: São Paulo e a conta da crise

    De janeiro a outubro, a indústria paulista produziu 10% menos que nos 10 meses correspondentes do ano anterior. No ano, só Amazonas (menos 15%) e Rio Grande do Sul (menos 12%) tiveram números piores.

    A aproximação das festas de fim de ano geralmente anima os negócios, favorece contratações e reforça a arrecadação de tributos. Nada disso ocorreu neste ano. Os comerciantes pouco se animaram, o desemprego continuou aumentando e a atividade industrial permaneceu em marcha muito lenta.

    09 Dezembro 2015

    Com o maior e o mais diversificado parque fabril do País, o Estado de São Paulo paga um preço especialmente elevado, em termos de atividade empresarial, emprego e receita tributária, pela crise gerada pelos erros econômicos do governo federal. A produção industrial de janeiro a setembro, em todo o País, foi 5,6% menor que a de um ano antes, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 3,2% na mesma comparação. Em outubro a produção industrial brasileira continuou ladeira abaixo. Foi 0,7% inferior à de setembro e 11,2% menor que a do mês correspondente de 2014. No acumulado do ano, a queda chegou a 7,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mensal no Estado de São Paulo – redução de 0,4% – foi menos mau que a média nacional, mas o desempenho ao longo de 2015 e em 12 meses foi desastroso.

    De janeiro a outubro, a indústria paulista produziu 10,5% menos que nos 10 meses correspondentes do ano anterior. Em 12 meses a queda chegou a 10,4%. A média nacional ficou em 7,8% na primeira comparação e em 7,2% na segunda. No ano, só Amazonas (menos 15,1%) e Rio Grande do Sul (menos 11,8%) tiveram números piores.

    O desempenho especialmente ruim da indústria paulista é em parte explicável pela crise da indústria automobilística (recuo de 24,6% em 10 meses) e do setor de bens de capital, isto é, de máquinas e equipamentos (queda de 13,6% na mesma comparação).

    Os produtores de automóveis, ônibus, caminhões, tratores e peças foram prejudicados tanto pela redução de incentivos fiscais quanto pela diminuição do crédito. O setor de máquinas e equipamentos – e isto vale também para caminhões e máquinas agrícolas e de construção – refletiu a crise dos demais setores e, portanto, os temores dos empresários e a redução dos planos de investimento. O efeito da insegurança é visível tanto na demanda interna de bens de capital quanto na importação.

    Por seu peso na economia do Estado, a indústria é particularmente importante como fonte geradora de empregos e de receita tributária. De janeiro a outubro, o Tesouro paulista arrecadou R$ 121,36 bilhões em valores correntes, ou R$ 125,12 bilhões a preços do último mês. Descontada a inflação, o total arrecadado foi 4,4% menor que o de um ano antes. O tombo foi mais assustador em outubro, quando a arrecadação de R$ 11,64 bilhões foi 9,7% inferior, em termos reais, à de igual mês de 2014.

    O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) proporcionou 83,4% da receita acumulada no ano e seu valor também ficou 4,4% abaixo do contabilizado entre janeiro e outubro de 2014. No mês, foi 9,3% inferior ao de outubro do ano passado. A aproximação das festas de fim de ano geralmente anima os negócios, favorece contratações e reforça a arrecadação de tributos. Nada disso ocorreu neste ano. Os comerciantes pouco se animaram, o desemprego continuou aumentando e a atividade industrial permaneceu em marcha muito lenta.

    A arrecadação prevista para o próximo ano, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Estado de São Paulo, ficou em R$ 192,55 bilhões. A projeção foi baseada numa expectativa de inflação de 5,5%, calculada pelo Índice Geral de Preços (IGP) da Fundação Getúlio Vargas e num crescimento de 1% do PIB estadual. No mercado financeiro a projeção do IGP de 2016 chegou a 6,17% no começo de dezembro. Para o PIB, a última estimativa é de um recuo de 2,31%, com a produção industrial diminuindo 2,40%. As projeções do governo paulista, formuladas há meses, quando foi elaborada a proposta da LDO, estão quase certamente superadas. As expectativas pioraram muito nos últimos meses e a crise política poderá ainda complicar o quadro econômico. “Sempre há espaço para piorar”, comentou o diretor do Departamento Econômico da Fiesp, Paulo Francini, ao apresentar, no dia 1.º de dezembro, os números da atividade industrial paulista de outubro. O processo de impeachment ainda estava na gaveta do presidente da Câmara.
    http://opiniao.estadao.com.br/notici...se,10000004296
    Última edição por 5ms; 09-12-2015 às 10:14.

  8. #8
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    Inflação acelera e ultrapassa 10% pela 1ª vez em 12 anos

    BRUNO VILLAS BÔAS
    DO RIO
    09/12/2015 09h06

    Puxada pela alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis, a inflação oficial brasileira acelerou forte em novembro e passou a registrar um avanço de 10,48% no acumulado em 12 meses.

    Essa é a primeira vez que a inflação acumula uma taxa de dois dígitos desde novembro de 2003 (11,02%). Naquele ano, o câmbio disparou com as incertezas do mercado sobre como seria o primeiro governo do PT.

    Em novembro, isoladamente, o IPCA foi de 1,01%, acima do verificado em outubro deste ano (0,82%) e do mesmo mês do ano passado (0,51%), informou o IBGE nesta quarta-feira (9).

    O dado veio acima das estimativas de economistas consultados pela agência internacional Bloomberg, que viam IPCA de 0,95% em novembro e de 10,42% no acumulado em 12 meses.

    Trata-se do índice mais alto para o mês de novembro desde 2002, quando atingiu 3,02%.

    A inflação avança agora 9,62% no acumulado de janeiro a novembro, a maior alta para o período desde 2002 (10,22%). É um aumento bem maior que o teto da meta de inflação do governo neste ano, de 6,5% –o centro é de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou menos.

    Pela previsão dos economistas consultados pelo Banco Central (BC), no boletim Focus, divulgado na segunda-feira, a inflação deve fechar o ano em 10,44%. No próximo ano, a expectativa é de inflação de 6,70%.

    Com o IPCA acima do teto da meta, o presidente do Banco Central terá que publicar uma carta aberta ao ministro da Fazenda no início do próximo ano explicando por que falhou no cumprimento da meta.

    Desde que o sistema de metas de inflação foi criado em 1999, isso ocorreu apenas três vezes: em 2001 e 2002, segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, e em 2003, primeiro ano do governo Lula.

    TARIFAÇO

    Os preços administrados pelo governo são os principais responsáveis pela escalada da inflação a dois dígitos nos últimos 12 meses. É o caso de produtos e serviços como energia elétrica (51,27%), gasolina (19,33%) e gás de cozinha (23%).

    Estabelecidos direta ou indiretamente pelo governo, esses preços estavam represados nos últimos anos para evitar uma inflação ainda maior. Neste ano, foram liberados como parte do processo de ajuste da economia.

    Como a energia elétrica é um item básico na planilha de custos de produtos e serviços, a alta dos preços criou um espiral inflacionário, alimentando os preços desde o condomínio do prédio ao salão de cabeleireiro.

    Essa pressão dificultou ainda mais o trabalho do BC de conter o avanço dos preços, mesmo com a economia em recessão. O Banco Central hoje atua para evitar que a inflação supere o teto da meta em 2016.

    ALIMENTOS DISPARAM

    Se a inflação foi pressionada ao longo do ano pelos preços administrados, isoladamente em novembro os vilões foram os alimentos, segundo os dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira.

    O grupo alimentação e bebidas acelerou de 0,77% em outubro para 1,83% em novembro. Ele foi responsável assim, sozinho, por um impacto de 0,46 ponto percentual da inflação de 1,01% no mês passado.

    Por dentro do resultado, a alimentação em casa (2,46%) pesou mais, especialmente por causa de produtos in natura, como previam os economistas. Destaque para batata-inglesa (27,46%), tomate (24,65%) e açúcar cristal (15,11%).

    Poucos produtos alimentícios ficaram mais baratos no mês, como a carne industrializada (-0,79%) e o leite (-0,76%). Vale lembrar que os alimentos respondem por 25% do índice de inflação ao consumidor.

    Os alimentos são afetados por um regime de chuva desfavorável em algumas regiões do país. O câmbio também pressiona via custos, ao deixar insumos mais caros, e pelo repasse de cotações internacionais, em dólares.

    ETANOL PESA

    Os combustíveis também apareceram entre os principais impactos no mês, com um aumento de 4,16%. O preço do litro da gasolina subiu 3,21%, o que representou um impacto de 0,13 ponto percentual nos preços.

    Segundo economistas, o avanço não foi influenciado desta vez pelo reajuste de preços dos combustíveis da Petrobras nas refinarias, mas pelo aumento do etanol adicionado à mistura da gasolina.

    Os preços do etanol (álcool hidratado) subiram nas bombas 9,31%, respondendo por 0,08 ponto percentual da inflação no mês. No ano, o produto acumula agora um avanço de 26,10%, segundo o levantamento de preços do IBGE.

    O etanol sobe porque o reajuste da gasolina deu margem para aumento de preços entre produtores, já que os produtos disputam a preferência do consumidor nos postos. A alta de preços do açúcar contribuiu.

    Com o avanço dos combustíveis, a inflação do grupo de transportes foi de 1,08% no mês, o segundo maior impacto (de 0,20 ponto percentual). Além dos combustíveis, o reajuste dos ônibus urbanos em contribuiu, com alta de 1,11%.

    A energia elétrica voltou a se destacar no mês, com alta de 0,98%. O principal motivo foi o reajuste da energia elétrica da concessionária Light, do Rio de Janeiro. O aumento médio da tarifa da concessionária foi de 16,78%.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...-12-anos.shtml

  9. #9
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    Magazine Luiza já não descarta fechar seu capital

    Neste ano, as ações da rede varejista acumulam delínio de mais de 85%. No dia 2 de janeiro, os papéis foram negociados por 59,60 reais. Na quarta-feira, fecharam a 8,11 reais.

    10/12/2015 às 10:30

    A presidente do conselho de administração da varejista Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, disse nesta quinta-feira que a empresa pode considerar o fechamento de seu capital, diante da queda do valor das ações e da redução do volume de papéis em negociação no mercado. A executiva faz a ressalva de que, até o momento, não há discussões formais nesse sentido.

    Ao responder a questionamento durante apresentação a investidores e analistas, a Luiza Trajano afirmou que "ainda não chegamos a discutir isso, mas pode ser uma possibilidade", disse. "O que nos interessa na companhia é sua sustentabilidade", disse ela, sem dar mais detalhes.
    http://veja.abril.com.br/noticia/eco...ar-seu-capital
    Última edição por 5ms; 10-12-2015 às 11:44.

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