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  1. #1
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    A volta da 'nova matriz econômica'

    As restrições à nomeação de Nelson Barbosa já estariam praticamente superadas. Os críticos do ministro do Planejamento diziam que, se ele viesse a ocupar o Ministério da Fazenda, o país perderia o grau de investimento, o dólar daria um salto e a inflação iria para dois dígitos.

    Um assessor da presidente diz que tudo isto já aconteceu e, agora, Nelson Barbosa poderia assumir com o discurso e um plano para consertar os estragos já feitos na economia neste ano.

    Raquel Landim
    18/12/2015 15h14

    Se Nelson Barbosa for mesmo confirmado como ministro da Fazenda, sua nomeação significa a volta da "nova" matriz econômica depois de um ano de promessas de mudança de rumo.

    Barbosa foi secretário executivo de Mantega e é muito próximo da presidente Dilma. Ele foi um dos mentores —se não o principal— da "nova" matriz: juro baixo, câmbio desvalorizado, e aumento do gasto público.

    A "nova" matriz era considerada uma opção desenvolvimentista ao tripé fiscal: câmbio flutuante, superavit primário e juros como ferramenta de combate à inflação. Essas ferramentas mantiveram o Brasil no rumo do desenvolvimento em boa parte dos governos FHC e Lula.

    A "nova" matriz econômica parte da ideia de que o Estado deve ser o indutor do crescimento, através de gastos sociais e de mais investimento público.

    Barbosa já sinalizou que continua pensando da mesma forma ao dizer que o Brasil precisa manter o mesmo nível de investimento em 2016 para combater a recessão.

    Elevar os investimentos é a saída para sair dessa crise, mas quem tem que investir é o setor privado, que tem os recursos e a capacidade gerencial. E, sem confiança no país, os empresários não investem.

    O Tesouro está quebrado e capacidade de gestão do governo é notoriamente ruim. O maior exemplo é a corrupção que assola a Petrobras e outras estatais.

    Barbosa tem a seu favor o fato de não ser tão favorável à farra fiscal quanto Guido Mantega, um de seus antecessores. Mas sua possível indicação é um péssimo sinal para o país.

    Como já disse neste espaço, mostra que Dilma continua no controle da política econômica e insiste no erro.

    A presidente não aprendeu com os resultados desastrosos de seu primeiro mandato, que nos levaram a recessão de 4% este ano. Também parece ignorar a experiência da Argentina e da Venezuela.

    Os chavistas e os Kirchner radicalizaram o modelo desenvolvimentista e colheram inflação descontrolada, recessão, e total falta de credibilidade.

    A Venezuela, por enquanto, é um caso perdido, a Argentina começa a sair dessa situação com a troca de poder. O Brasil ainda pode evitar a catástrofe, mas por pouco tempo.
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...conomica.shtml

  2. #2
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    Substituto de Levy deve ser divulgado ainda nesta sexta

    VALDO CRUZ
    DE BRASÍLIA
    18/12/2015 14h38

    A presidente Dilma Rousseff disse a assessores que pretende anunciar ainda nesta sexta-feira (18) o substituto do ministro Joaquim Levy (Fazenda), logo depois do fechamento do mercado. Segundo auxiliares, ela está acertando os últimos detalhes para que isto possa ser feito e acabar com especulações sobre quem vai comandar sua política econômica a partir de agora.

    Um outro assessor confirmou à Folha que a intenção da presidente é acabar "com esta novela" ainda hoje. O único impedimento, de acordo com este auxiliar, é o surgimento de algum entrave nas últimas conversas que ela está fazendo para montar sua nova equipe econômica, deixando o anúncio oficial para o final de semana ou segunda-feira.

    O mais cotado para o cargo é o atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que tem o perfil mais próximo do desejado pela presidente Dilma.

    De acordo com assessores palacianos, o substituto de Levy não pode ser alguém que abandone o aperto fiscal em curso, mas deve fazer ajustes na sua dose para evitar que o remédio acabe matando o paciente. Além disso, seria ideal que agradasse os grupos de esquerda que apoiam a presidente Dilma na sua luta contra o processo de impeachment.

    O nome do ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) também é citado como candidato a substituir Levy e preencheria outro tipo de requisito, agradar o setor empresarial e entrar também com um discurso de manter o ajuste fiscal, mas fazer acertos na sua dose.

    O nome de Jaques Wagner (Casa Civil), que chegou a circular como candidato à vaga de Levy, estaria sendo descartado por pessoas próximas a ele.

    No caso de Nelson Barbosa, as restrições à sua nomeação, hoje, já estariam praticamente superadas. Os críticos do ministro do Planejamento diziam que, se ele viesse a ocupar o Ministério da Fazenda, o país perderia o grau de investimento, o dólar daria um salto e a inflação iria para dois dígitos.

    Um assessor da presidente diz que tudo isto já aconteceu e, agora, Nelson Barbosa poderia assumir com o discurso e um plano para consertar os estragos já feitos na economia neste ano.

    As Derrotas de Levy

    Segundo assessores presidenciais, Dilma precisa aproveitar a saída de Joaquim Levy para montar uma equipe econômica mais afinada, que dê sinais claros de como o país vai sair da crise na economia. Isto porque, dizem estes auxiliares, uma sinalização de que o país vai se recuperar economicamente será fundamental para a presidente superar a batalha do impeachment.

    "Ganhamos tempo na batalha do impeachment com a decisão favorável do STF, agora temos de fazer a nossa parte, mostrar que o governo, a presidente Dilma, tem as condições para tirar o país da recessão. É isto que vai mantê-la no Palácio do Planalto", disse à Folha um ministro reservadamente nesta manhã de sexta-feira (18).

    PLANEJAMENTO

    A equipe da presidente Dilma sondou o economista Luiz Schymura, presidente do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV e ex-presidente da Anatel, para assumir um posto na nova equipe econômica, mas teria, numa primeira conversa, recusado o convite.

    Segundo a Folha apurou, Schymura foi convidado a assumir o Ministério do Planejamento, num indicativo de que a presidente pode realmente indicar Nelson Barbosa, atual titular da pasta, para o lugar de Joaquim Levy no comando do Ministério da Fazenda.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...ta-sexta.shtml

  3. #3
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  4. #4
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    Nelson Barbosa é o novo ministro da Fazenda

    Anúncio oficial será feito hoje.

    18/12/2015 17:13

    O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, substituirá Joaquim Levy no comando do Ministério da Fazenda, fontes do Palácio do Planalto confirmaram ao GLOBO. Barbosa, que estava no Rio na manhã de hoje, foi convocado pela presidente Dilma Rousseff para retornar a Brasília esta tarde. O anúncio oficial será feito hoje.

    Barbosa assumiu a pasta do Planejamento no dia 1º de janeiro deste ano, no início do segundo mandato da presidente. Embora não seja filiado ao PT, ele trabalhou no comitê de reeleição do presidente Lula e ajudou a formular o programa econômico da primeira campanha presidencial de Dilma.

    Defensor de ideias desenvolvimentistas, Barbosa trabalhou no Ministério da Fazenda de 2006 a 2013 onde comandou as secretarias de Acompanhamento Econômico, de Política Econômica e Executiva. O economista ajudou a elaborar as medidas que o governo adotou para combater a crise internacional, a partir de 2008, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa Minha Vida.
    http://oglobo.globo.com/economia/nel...zenda-18330634

  5. #5
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    A demorada saída




    por Míriam Leitão
    18/12/2015 08:32

    “Devo ir à Turquia?” A pergunta foi feita pelo ministro Joaquim Levy à presidente Dilma Rousseff no dia 13 de novembro, antes do embarque para a reunião de cúpula do G-20. Durante o dia, vários boatos circularam de que o ministro estava caindo, e por isso ele achou por bem perguntar. A presidente afirmou que sim, e ficaram de conversar em Ancara.

    Levy, no embarque naquela noite, decidiu que teria uma conversa clara e definitiva com a presidente, mas houve pouco tempo na Turquia, apenas o suficiente para que ela afirmasse que gostaria que ele permanecesse. De lá, em Antália, Dilma deu uma entrevista afirmando que ele permaneceria no cargo. Foi sempre assim com Levy, esse cai não cai. A de novembro foi apenas uma das várias crises em que o ministro Joaquim Levy quase deixou o governo. Agora ele está de fato saindo, mas este tem sido um longo gerúndio.

    Levy entrou como um estranho no ninho e assim permaneceu no governo de uma presidente com quem não compartilha muitas convicções. Ele esteve para sair do Ministério da Fazenda tantas vezes que a grande dúvida entre os seus amigos é por que ele continuava a despeito das várias demonstrações de desprestígio de que foi alvo publicamente. Nos últimos dias, houve mais uma conversa difícil com a presidente. Ao fim, ele comunicou a assessores que aguardaria no cargo, a pedido da presidente, mas sabia que não tinha mais espaço.

    Dilma, desde o começo, preferiu ouvir o ministro Nelson Barbosa em todos os momentos em que houve divergência entre os dois. Foi assim agora, de novo. O ministro Joaquim Levy defendendo o superávit de 0,7%, o ministro Nelson Barbosa preferindo zero ou uma meta flexível. No final, foi aprovado, ontem, a meta de 0,5% de superávit, em parte porque Levy atuou diretamente no Congresso.

    Levy disse, nas reuniões internas, que essa ideia de meta flexível era muito ruim, porque agentes econômicos querem do Brasil sinais mais claros e firmes sobre nossas escolhas, e não podia ser uma meta que oscilasse. Mesmo assim, Nelson Barbosa defendeu que fosse uma meta flexível e que se adotasse o mesmo expediente que deu problemas no passado, o do desconto de algumas despesas. A presidente concordou com Nelson, e isso foi anunciado através do Congresso. Como consequência, a Fitch rebaixou o Brasil, exatamente por esse vai e vem de metas que nada garantia sobre o futuro.

    Outra grande crise do ministro Levy no governo foi durante o envio ao Congresso do Orçamento deficitário. Aquela talvez tenha sido a pior humilhação que ele enfrentou. Ele foi a Campos do Jordão defender, numa reunião de empresários, a CPMF da qual havia discordado. Enquanto ele estava lá, a presidente fez uma reunião com o ministro Nelson Barbosa e Aloizio Mercadante. Era sábado, 29 de agosto. Levy foi chamado para voltar a Brasília e foi informado de que um jatinho o pegaria. Quando ele entrou na reunião, a decisão estava tomada.

    Levy discordou do envio do Orçamento com déficit. Seria a primeira vez que isso aconteceria, disse, e previu que a decisão levaria ao rebaixamento do Brasil. A presidente Dilma havia tomado a decisão, nada mais a fazer. O Orçamento foi com rombo de 0,5% no dia 31 de agosto. No dia 9 de setembro, dez dias depois, a Standard & Poor’s rebaixou o Brasil e o dólar disparou. Diante disso, o governo decidiu mandar para o Congresso as medidas para reverter o déficit transformando-o em superávit. As decisões continuaram mudando até que ontem foi aprovado 0,5% de superávit, mas com claros sinais de que pode voltar a mudar.

    Levy achava que poderia produzir o mesmo efeito da chegada da equipe de Palocci da qual participou. Ela produziu um choque de credibilidade que restaurou a confiança na economia. O problema é que este ano é bem diferente de 2003. Agora, o governo já havia produzido um rombo grande demais, e ele não tinha outros apoios no governo, além do presidente do Banco Central.

    O combinado entre a presidente e ele foi que Levy permaneceria até a aprovação de algumas medidas fiscais que estavam no Congresso enquanto a presidente buscaria seu sucessor. Levy preferia sair sem causar muita marola, mas ontem acabou deixando escapar a palavra de despedida.
    http://blogs.oglobo.globo.com/miriam...ada-saida.html

  6. #6
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    Governo edita MP para acordos de leniência

    Empresas declaradas inidôneas poderão voltar a fechar negócios como governo; segundo Dilma, o propósito maior é 'diminuir as incertezas e preservar empregos'

    Carla Araújo, Isadora Peron e Vera Rosa - O Estado de S.Paulo
    18 Dezembro 2015 | 16h 33

    Diante dos desdobramentos da Operação Lava Jato e da pressão do setor empresarial e de sindicatos, a presidente Dilma Rousseff editou nesta sexta-feira, 18, uma Medida Provisória para regulamentar acordos de leniências. O instrumento visa permitir que empresas investigadas e declaradas inidôneas possam voltar a fechar negócios com o governo. Segundo Dilma, o propósito maior da MP "é diminuir as incertezas e preservar empregos". O governo costurou a MP em conjunto com empresários e sindicalistas.

    Dilma afirmou que o texto da MP é análogo ao aprovado no Senado, que ainda precisa passar pela Câmara. "O Senado Federal elaborou um projeto de alta qualidade sobre o tema, havíamos decidido aguardar a tramitação na Câmara, mas fomos informados que análise desse projeto de lei não ocorrerá antes do recesso, por isso decidimos propor essa MP", disse a presidente. Segundo ela, a intenção de acelerar o trâmite dos acordos de leniência é porque o país precisa urgentemente de mecanismos mais céleres. "A preservação do emprego dos brasileiros e brasileiras não pode esperar", afirmou.

    Entre as contrapartidas previstas na MP está a obrigatoriedade de as empresas que firmarem acordo possuírem mecanismos de controle. "As empresas que firmarem acordo ficarão obrigadas a melhorar e aprimorar mecanismos internos para evitar novos atos ilícitos", destacou Dilma. Dilma reconheceu que as empresas não podem pagar por atos de corrupção de indivíduos e disse que elas precisam ser preservadas e disse que acelerar acordos de leniência para melhorar a economia "significa preservar as empresas que são elementos de difícil construção em qualquer país. "É interesse do governo punir agente públicos e privados envolvidos em corrupção."

    Até meados de novembro, o então líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) - preso pela Polícia Federal no último dia 25, acusado de atrapalhar investigações da Operação Lava Jato -, vinha negociando com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha para que ele apressasse a tramitação do projeto de lei sobre o assunto, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

    Participaram da cerimônia os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Jaques Wagner (Casa Civil), Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência), José Eduardo Cardozo (Justiça), Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União). O presidente da Anfavea, Luiz Moan, e o presidente da CUT, Vagner Freitas, também participaram na cerimônia.

    O presidente da CUT disse, na cerimônia, que os acordos são importantes porque o País precisa "virar a página". "A agenda do Brasil não pode ser impeachment e Lava Jato", afirmou.
    http://politica.estadao.com.br/notic...ia,10000005262

  7. #7
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    Espetáculo do crescimento

  8. #8
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