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  1. #1
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    Crise econômica acabou com 100 mil lojas em 2015

    Daniela Amorim - O Estado de S.Paulo
    13 Fevereiro 2016

    O cenário de recessão fez quase 100 mil lojistas encerrarem as atividades no País em 2015, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O mau desempenho desses comerciantes foi consequência da queda no volume das vendas no varejo, que deve ter registrado no ano passado o pior nível dos últimos 15 anos.

    “Foi uma crise generalizada, que não poupou ninguém no ano passado, e que deixa uma herança negativa para 2016. Porque, começando o ano com 95 mil lojas menos, a chance de ter uma recuperação das vendas é muito remota”, observou o economista Fabio Bentes, da Divisão Econômica da CNC.

    O estudo mostra o fechamento de 95,4 mil lojas com vínculo empregatício no ano passado, uma retração de 13,4% nos estabelecimentos comerciais que empregam ao menos um funcionário. “O número de lojas diminuiu de 713 mil ao fim de 2014 para 617 mil ao fim de 2015. É uma queda muito forte, o primeiro recuo anual da série histórica iniciada em 2005.”

    Os números têm como base os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Todos os segmentos registraram queda, mas os mais prejudicados foram os mais dependentes das condições de crédito: materiais de construção (-18%), informática e comunicação (-17%), móveis e eletrodomésticos (-15%) e automóveis (-15%).
    http://economia.estadao.com.br/notic...do,10000016115

  2. #2
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    Este fechamento de Lojas e bem visível ao andar pelas ruas.
    Ao menos aqui em minha cidade, a quantidade de pontos para Alugar ou vender e gritante, até pouco tempo, tinha poucos pontos livres.

  3. #3
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    esse ano, será as lojas virtuais com a nova regra do icms...

    http://g1.globo.com/economia/noticia...utaristas.html
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  4. #4
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    Citação Postado originalmente por redenflu Ver Post
    Este fechamento de Lojas e bem visível ao andar pelas ruas.
    Ao menos aqui em minha cidade, a quantidade de pontos para Alugar ou vender e gritante, até pouco tempo, tinha poucos pontos livres.
    Aqui em São Paulo, somado aos inúmeros imóveis vazios pipocam placas de "passo o ponto" em lojas em funcionamento.

    Em ruas com comércio próximo à estações de trem, parece que lançaram uma bomba de neutrons.


    Citação Postado originalmente por chuvadenovembro Ver Post
    esse ano, será as lojas virtuais com a nova regra do icms...

    http://g1.globo.com/economia/noticia...utaristas.html
    É mais uma pedra no caminho, mas não sei se é o maior problema.

    Com a irrelevância crescente da Web, o que se observa é que as lojas fisicas estão cada vez mais utilizando sites de grandes empresas (como Extra, Walmart, etc) ou especializados (como Estante Virtual) para realizar as vendas, ou apelando para o Mercado Livre. Quem só tem presença virtual deve estar sofrendo o calor dessa turma. Por outro lado, eu tinha dados, que não sei são válidos ainda, que mostravam que o site das Lojas Americanas vendia menos do que *uma* loja da rede e custava mais. A operação na Internet dava prejuizo.

  5. #5
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    "O número de lojas diminuiu de 713 mil ao fim de 2014 para 617 mil ao fim de 2015"

    A matéria falha em não informar o número de lojas abertas no período. Não fica claro se das 713 mil lojas que existiam em 2014 permaneceram abertas 617 mil, ou se 617 mil é o número total de lojas ao fim de 2015, computando fechamentos e aberturas de novas lojas durante o ano.

    EDIT: Site da CNC:

    Diante da maior crise registrada pelo varejo nos últimos 15 anos, estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra o fechamento líquido de 95,4 mil lojas com vínculo empregatício em 2015. Os números representam um balanço final do ano, de acordo com os dados de dezembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social.
    http://www.cnc.org.br/noticias/econo...portas-em-2015

    Complicado compensar o fechamento de um hipermercado da Walmart com a abertura de uma lojinha de 1,99, ou vice-versa.
    Última edição por 5ms; 13-02-2016 às 15:48.

  6. #6
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    Como diria o Michael Dell, "click bait" (com uma porção generosa de politicagem).

    Lembra outras manjadas torturas com números, como "quem é o maior provedor do universo?", onde o "critério", por exemplo, é o número de servidores ou número de clientes.

  7. #7
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    Novo ICMS: Para OAB, inclusão de empresas do Simples é inconstitucional

    Lei que muda cobrança em vendas interestaduais traz burocracia às empresas

    Novo ICMS sobrecarrega e-commerce

    Anna Carolina Papp - SÃO PAULO
    14 Fevereiro 2016

    A mudança na cobrança do ICMS em vendas não presenciais entre dois Estados, em vigor desde 1.º de janeiro, tem gerado grande dor de cabeça às empresas do comércio eletrônico, sobretudo as de pequeno porte. Com o excesso de burocracia e o aumento de custos, muitos empreendedores pelo País estão parando de vender para outros Estados ou mesmo encerrando as atividades.

    Antes, o imposto recolhido em cada operação ficava apenas com o Estado de origem do produto. Com a Emenda Constitucional 87/2015, o ICMS passou a ser repartido com o Estado de destino da venda. Assim, o empresário agora precisa abrir inscrição fiscal em cada um dos Estados e fazer o recolhimento mensal em uma guia específica ou recolher uma Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) para cada venda realizada a cada consumidor fora de seu Estado.

    A operação é bem analógica: a empresa precisa calcular a diferença entre alíquotas, preencher a guia, pagá-la, imprimir o comprovante, anexar ao produto junto com a nota fiscal e só depois enviá-lo. “Em plena era digital, introduziram um sistema medieval, retrógrado, burocrático, ultrapassado”, diz Guilherme Afif Domingos, presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. “Ignoraram que existe uma ferramenta chamada nota fiscal eletrônica. O pagamento poderia ser único e o sistema faria a divisão.”

    Simples. Se a nova regra onera todas as empresas do ramo com burocracia e custos de operação, as que fazem parte do Simples Nacional, com faturamento anual bruto de até R$ 3,6 milhões, são ainda mais afetadas, uma vez que, na prática, perdem o tratamento diferenciado de pagar oito tributos em via única.

    “No caso do Simples, há um aumento da carga tributária, pois esse diferencial que o empresário terá de recolher não está contemplado naquela alíquota unificada”, explica Tathiane Piscitelli, professora de Direito Tributário da FGV-SP.

    Com mais tributos e excesso de burocracia para equipes pequenas, muitas empresas têm repassado custos ao consumidor, atrasado entregas, suspendido vendas para outro Estado ou até fechado as portas. As empresas do Simples representam 70% do volume do e-commerce, 20% do faturamento.

    Segundo Afif Domingos, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional emitiu um parecer alertando sobre a inconstitucionalidade da medida, mas ela foi mantida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “O Confaz ignorou totalmente a lei da micro e pequena empresa, que está protegida por lei complementar, cumprindo o tratamento diferenciado previsto na própria Constituição.”

    Com base nesse argumento, o Sebrae, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e outras entidades ligadas ao comércio eletrônico, junto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recorreram ao Supremo Tribunal Federal por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin). Elas pedem a suspensão do artigo que ignora a diferenciação das micro e pequenas empresas. Segundo o Confaz, as regras não permitem a excepcionalidade para as empresas do Simples.
    http://www.estadao.com.br/noticias/g...ce,10000016218

  8. #8
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    A reportagem tenta passar a impressão que o comércio entre estados é realizado apenas através da Internet, um canal de vendas como tantos outros, e é evidente o propósito de promover o notório Afif Domingos e mensagens de coitadismo.

    "Com o excesso de burocracia e o aumento de custos, muitos empreendedores pelo País estão parando de vender para outros Estados ou mesmo encerrando as atividades."

    "Com mais tributos e excesso de burocracia para equipes pequenas, muitas empresas têm repassado custos ao consumidor, atrasado entregas, suspendido vendas para outro Estado ou até fechado as portas"

    Muitos é? Quantos?

    "As empresas do Simples representam 70% do volume do e-commerce, 20% do faturamento"

    O que seria esse volume? Transações? Como foram obtidos (fabricados) esses números?

    Quanto as empresas do Simples representam em termos de faturamento em vendas interestaduais destepaiz?

    Quanto representa vendas de comércio eletrônico no total do comércio interestadual?

    E por ai vai ...

  9. #9
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    É tipo aquele "no Brasil são praticados anualmente não sei quantos milhões de abortos clandestinos onde não sei quantas outras dezenas de milhões de mulheres morrem por causa disso": além da surrealidade dos números por si só, como poderiam obter estas estatísticas "confiáveis"de algo feito clandestinamente? :-P

  10. #10
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    Não dá para ter estatísticas confiáveis, mas as novas regras do ICMS vieram mesmo para ferrar o comércio eletrônico. Principalmente os pequenos que estão no simples. O formato implantado foi surreal, o que, diga-se, não é privilégio desse caso específico, mas vai complicar muito a vida dos pequenos, principalmente quem está no simples.

    A emenda constitucional foi aprovada em Abril de 2015, mas só foi regulamentada em Novembro. Em outros fóruns vi programadores que trabalham na área comentando que ainda no dia 29 de Dezembro houve alterações nas normas complementares. Isso para entrar em vigor no dia 1º de Janeiro.

    Quem não puder abrir uma inscrição estadual para cada estado destino que vende (inviável para 99% do pequeno ecommerce) terá que recolher a guia do ICMS em cada venda. O problema não é só recolher, é a forma como recolher. Não existe ainda uma solução de automação para isso e SE existir o custo de manutenção será considerável, pois terá de atualizar conforme as mudanças em cada um dos 27 estados da federação. Li por ai que que são em média 5 mudanças no ICMS por semana!

    Pois bem, fez uma venda, tem que entrar no site da SEFAZ do estado de destino (cada um tem o seu) e preencher manualmente todos os dados da empresa e do cliente e da venda.
    Entrar no site do seu banco, pagar a guia.
    Imprimir a guia e o comprovante do pagamento para anexar à nota fiscal.

    Se o estado destino fizer parte do Fundo de Combate à Pobreza tem mais um "bonus" de 2% para o lojista pagar e o procedimento é o mesmo. Preencher outra guia bla, bla bla.....

    Além de pagar o imposto antes mesmo de enviar a mercadoria (que muitas vezes é vendida parcelada em N vezes), não tem nenhum mecanismo de compensação em caso de devolução, cancelamento etc.

    Se antes o lojista gastava 5 minutos para separar e embalar um pedido pode multiplicar por pelo menos 5 o tempo para tratar a burocracia desta venda.

    ----------------------------
    Bi / Tri Tributação

    Só isso já é o suficiente para desestimular/fechar/quebrar muita gente mas não para por aí.

    Consultei meu contador e nosso querido governador Alckmin já disse que quem quiser pagar a diferença do ICMS no destino pode pagar, mas tem que continuar pagando o ICMS integral em SP e baixou (ou quer baixar) decreto nesse sentido.

    Quem está no SIMPLES já recolhe na alíquota uma valor que seria referente ao ICMS. Agora passa a pagar o SIMPLES E o ICMS, pelo menos a diferença do destino.

    Substituição Tributária - Muitas categorias de produtos já recolhem o ICMS por substituição tributária, mais uma das excelentes invenções brasileiras. O fabricante ou importador estima a margem do lojista e já recolhe o ICMS (do lojista) antecipadamente. Se a venda ao consumidor final for via comércio eletrônico o lojista é obrigado a pagar a alíquota interestadual novamente de um ICMS que já foi recolhido lá atrás.

    ---

    Quanto o e-commerce vai sofrer com isso é difícil saber, mas fica claro que aumenta custos, preço dos produtos (muitas lojas pequenas ou grandes reajustaram fortemente os preços no início do ano) e diminui a concorrência, além de empurrar muita gente para a informalidade numa época nada propícia para empreender no Brasil.

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