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    Mais um rebaixamento

    Celso Ming

    17 Fevereiro 2016 | 21h 00

    O novo rebaixamento da qualidade da dívida do Brasil pela agência de avaliação de risco Standard & Poor’s (S&P) agrava ainda mais a crise, porque aumenta as dificuldades e os custos de financiamento externo do Brasil.

    O mais grave não é nem esse segundo rebaixamento pela S&P (o anterior aconteceu em setembro de 2015), mas a colocação em “perspectiva negativa” deste novo rating. Isso indica que, dentro de mais alguns meses, é altamente provável que aconteça mais um rebaixamento, o que tornará o retorno ao nível de investimento bem mais difícil. Isso é como cair à segunda divisão e, em seguida, à terceira. Voltar aos vinte mais é tarefa de Hércules.

    As razões dessa nova paulada são já sabidas. É a forte deterioração das contas públicas e, principalmente, nenhum movimento eficaz do governo para resolver o problema. A nova proposta de submeter as metas fiscais a um sistema de bandas é mais uma manobra enganatória. O que há é que o governo Dilma não quer reduzir o Orçamento ao tamanho da arrecadação e das novas condições do Brasil. Continua determinado a gastar como se os tempos ainda fossem de boom das commodities e que o pré-sal pudesse se tornar manancial de royalties.

    A perda do grau de investimento dos títulos do Brasil já reduziu substancialmente o mercado de dívida, pela simples razão de que grande número de fundos de investimento, de fundos de pensão e de carteiras patrimoniais só podem, por lei ou disposição estatutária aplicar em títulos de baixo ou de nenhum risco. Na medida em que a dívida do Brasil vai deslizando ladeira abaixo, já no nível especulativo, a leitura feita por quem avalia a qualidade da dívida brasileira é a de que aumenta a probabilidade de calote. Quanto menor for a demanda por títulos do Brasil, pelo efeito da lei da oferta e da procura, maior será o juro a ser pago por aqueles que ainda aceitarem mantê-los no patrimônio.

    Claro está que esses rebaixamentos seguidos refletem perdas de confiança, também seguidas, do investidor. Não há como evitar que essa perda de confiança derrube ainda mais os investimentos e a criação de empregos.

    Quando em 2008 os títulos do Brasil foram pela primeira vez elevados a nível de investimento, o presidente Lula festejou como grande feito de sua administração. Mas hoje, é provável que o governo Dilma nem ligue para as notas passadas pelas agências de risco.

    Para o PT, por exemplo, que parece ter esquecido as comemorações do presidente Lula, essas coisas agora não passam de manobras dos banqueiros e do capital internacional, que não refletem, segundo eles, as necessidades do povão – como se a perda de mercado para a dívida do País e o aumento dos juros a serem pagos pelos títulos não atingissem o bolso do brasileiro e a criação de empregos.

    Infelizmente, nenhum movimento se vê dentro do governo Dilma capaz de sair desse brejo. A única proposta é o aumento da carga tributária, é corroer ainda mais o poder aquisitivo do brasileiro e depois sair dizendo que ele precisa votar nos candidatos do governo.

    http://economia.estadao.com.br/notic...to,10000016904

  2. #2
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    Dólar fecha em alta após novo corte da nota do Brasil pela S&P





    18/02/2016 17h12

    O dólar passou a operar em alta nesta quinta-feira (18), acima de R$ 4, após a Standard & Poor's rebaixar a nota de crédito do Brasil para "BB", ante "BB+" na véspera, mantendo a perspectiva negativa. Além disso, os investidores seguem apreensivos com a situação fiscal do Brasil e as incertezas políticas, de acordo com a Reuters.

    A moeda norte-americana subiu 1,38%, vendida a R$ 4,049, após atingir R$ 3,9743 na mínima da sessão e R$ 4,0520 na máxima.

    "Consideráveis" desafios políticos e econômicos levaram a Standard & Poor's a rebaixar, no final da tarde passada, a nota de crédito do Brasil para "BB", de "BB+", e manter a perspectiva negativa.

    A reação nos mercados na véspera foi limitada porque o país já era classificado como grau especulativo pela agência, mas alguns investidores usavam nesta sessão a notícia como gatilho para voltar a comprar dólares após a intensa queda vista na quarta-feira, informou a Reuters.

    "O 'downgrade' veio muito perto do fim do pregão, o movimento de ontem foi muito instintivo. Agora, o mercado teve tempo de pensar e pode se ajustar enquanto avalia se o corte estava no preço", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold à agência.

    A moeda brasileira vem sendo pressionada sobretudo por preocupações com as perspectivas fiscais do Brasil. Investidores temem que turbulências políticas levem o governo a afrouxar a austeridade que vem prometendo.

    A apreensão doméstica levava o real a se descolar de outros mercados emergentes, onde o dólar perdia terreno. A alta dos preços do petróleo e expectativas de que o Federal Reserve (Fed) deve demorar para voltar a elevar os juros nos Estados Unidos alimentavam a demanda por ativos de maior risco.

    Ação do BC

    Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio e promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 6,387 bilhões, ou cerca de 63% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões, informou a Reuters.
    http://g1.globo.com/economia/mercado...l-pela-sp.html

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