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  1. #1
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    [EN] Junk: Moody's retira grau de investimento do Brasil

    Agência rebaixou o País em dois graus e aponta perspectiva negativa.

    Brasil agora não tem o grau de investimento nas três principais agências de classificação do mundo

    Gabriel Bueno da Costa - O Estado de S. Paulo
    24 Fevereiro 2016

    A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota do Brasil em dois graus, de Baa3 para Ba2, com perspectiva negativa - o que indica que o País pode sofrer novos rebaixamentos. Com isso, o País perdeu o grau de investimento e já não possui mais o selo de bom pagador por nenhuma das três principais agências do mundo (Fitch e Standard & Poor’s já haviam reduzido a nota brasileira em 2015 - leia mais abaixo).

    Segundo a Moody´s, o rebaixamento foi motivado pela perspectiva de mais deterioração nas métricas de crédito do Brasil, em um ambiente de baixo crescimento, com a dívida do governo podendo superar 80% do Produto Interno Bruto (PIB) dentro de três anos.

    A Moody's citou também, em seu comunicado, a "dinâmica política desafiadora", que continua a complicar os esforços de consolidação fiscal das autoridades e a atrasar as reformas estruturais.

    Além disso, a perspectiva negativa reflete a visão de riscos de que ocorra uma desaceleração ainda maior na consolidação e na recuperação, ou ainda de mais choques surgirem, o que cria incerteza sobre a magnitude da deterioração do perfil da dívida.

    A agência diz que as métricas de crédito do Brasil tiveram deterioração perceptível desde que a Moody's determinou o rating Baa3 com perspectiva estável para o País, em agosto de 2015. "Essa deterioração deve continuar pelos próximos três anos, diante da escala do choque para a economia brasileira, da falta de progresso do governo em atingir seus objetivos de reforma fiscal e econômica e da dinâmica política que deve persistir nesse período".

    Segundo o comunicado da agência, o rebaixamento busca capturar a maior deterioração, com a perspectiva negativa apontando para os riscos de piora no perfil de crédito, diante de choques macroeconômicos, uma maior disfunção política ou a necessidade de apoio a entidades relacionadas ao governo.
    http://economia.estadao.com.br/notic...rasil-,1836016

  2. #2
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    DE SÃO PAULO
    24/02/2016 09h06 - Atualizado às 09h46

    A agência de classificação de risco Moody's anunciou nesta quarta-feira (24) o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, o que significa que o país perdeu o último selo de bom pagador que detinha em agências de risco.

    A nota do país foi cortada em dois degraus, de Baa3 —último nível de grau de investimento — para Ba2. A perspectiva é negativa, o que indica que novo rebaixamento pode ocorrer nos próximos meses. Em dezembro, a Moody's já havia sinalizado que poderia cortar a nota do país, ao colocá-la em observação, revisando a perspectiva de "estável" para "negativa".

    Em comunicado, a Moody's afirma que o rebaixamento reflete a perspectiva de piora nas contas do Brasil em um cenário de baixo crescimento, com o endividamento do governo inclinado a superar 80% do PIB (Produto Interno Bruto) dentro de três anos.

    A agência citou ainda a dinâmica política desafiadora, que deve continuar a complicar os esforços de consolidação fiscal das autoridades e adiando reformas estruturais. "O fraco apoio político à presidente e à sua administração oferece pouca perspectiva de reformas de maior alcance durante o horizonte de rating", indica a Moody's no comunicado.

    A perspectiva negativa, prossegue a agência, reflete a visão de que "riscos de uma consolidação e recuperação ainda mais lenta, ou de que ocorra choques adicionais, estão crescendo, criando incertezas sobre a magnitude da deterioração do perfil de dívida do Brasil ao longo do horizonte de rating".

    Com novo rebaixamento, o Brasil agora tem a mesma nota de crédito de Angola na Moody's. Entre os Brics, grupo formado também por Rússia, Índia, China e África do Sul, é o país com a pior nota. A China tem o melhor rating —Aa3—, seguida por África do Sul —Baa2— e Índia e Rússia, com Ba1.

    Classificação de risco

    Na nota, a Moody's afirma que a piora dos indicadores analisados para conceder a nota de crédito devem continuar nos próximos três anos por causa da "intensidade do choque para a economia brasileira, a falta de progresso do governo em alcançar seus objetivos de reformas fiscais e econômicas e a expectativa de que atual dinâmica política seja mantida nesse período".

    A projeção da agência é que, no período 2016-2018, o crescimento do PIB seja equivalente a uma média negativa de 0,5%.

    A agência diz ainda que uma elevação da nota de crédito do país no curto prazo é "improvável" pela perspectiva negativa e pela expectativa de piora dos indicadores de dívida. Mas, segundo a Moody's, pressões positivas sobre o rating podem ocorrer se as autoridades conseguirem resolver os desequilíbrios estruturais que levaram à piora fiscal e ao aumento da dívida do governo.

    Isso seria possível com a aprovação de reformas estruturais que diminuíssem a "rigidez orçamentária, indexação de receitas e crescimento obrigatório em várias categorias de despesas apesar do fraco desempenho da receita".

    Por outro lado, se os indicadores continuarem piorando, novos rebaixamentos podem ocorrer, diante da percepção da agência de que "autoridades brasileiras não serão capazes de alcançar a consolidação fiscal e encaminhar os desequilíbrios fiscais que impedem a reversão do aumento da dívida pública".

    EFEITO DOMINÓ

    O anúncio ocorre exatamente uma semana após a agência Standard & Poor's cortar pela segunda vez a nota do país em cinco meses, avaliando que o processo de ajuste da economia será mais prolongado do que o esperado. A perspectiva da S&P é negativa.

    A S&P foi a primeira agência a retirar o selo de bom pagador do país, em setembro do ano passado. Três meses depois, foi a vez de a agência Fitch também retirar o grau de investimento do Brasil.

    A Moody's era a última agência entre as três grandes que mantinha o país como grau de investimento, mas o rebaixamento já era esperado pelo próprio governo.

    A S&P foi a primeira agência de classificação de risco a elevar o Brasil ao chamado grau de investimento, em abril de 2008, no segundo mandato do presidente Lula. Depois, Fitch (maio de 2008) e Moody´s (setembro de 2009) também deram a mesma chancela ao Brasil.

    O selo de bom pagador, que é um reconhecimento de que o país é um lugar seguro para os investidores, costuma ser exigido por fundos de investimento e de pensão bilionários para aplicar em títulos de dívida de governos. Normalmente, pedem que a aplicação seja considerada grau de investimento por, pelo menos, duas das grandes agências.

    Além disso, quanto melhor a classificação, menor o custo da dívida para o país.

    GRAU DE INVESTIMENTO

    O grau de investimento é uma condição atribuída por agências internacionais de classificação de risco a papéis, empresas ou países para definir que se trata de um investimento seguro -ou seja, com baixo risco de calote.

    As três agências risco de maior visibilidade no mundo são a Standard & Poor's, a Moody's e a Fitch Ratings.
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...o-brasil.shtml

  3. #3
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    (atualizada às 9h32) A agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota soberana do Brasil e completou o trio das grandes agências de classificação de risco a retirar o grau de investimento - uma espécie de selo de bom pagador - do país. Fitch e Standars & Poor's já tinham cortado o rating.

    Pela escala da agência, a nota caiu dois degraus. Passou de 'Baa3', último nível dentro da escala de grau de investimento, para 'Ba2'. A perspectiva é negativa - ou seja, com probabilidade de novo rebaixamento no futuro.

    Segundo a agência, a decisão foi motivada por duas razões principais. Uma é a previsão de mais deterioração nas métricas da dívida pública em um cenário de baixo crescimento. Para a Moody's, o endividamento do governo deve passar de 80% do Produto Interno Bruto dentro de três anos.

    A segunda razão é a "dinâmica política desafiadora", que, para os analistas, vai continuar a complicar os esforços do governo quanto ao ajuste fiscal, além de atrasar reformas estruturais.

    A perspectiva negativa, explica o comunicado da agência, reflete a visão de que os riscos sinalizam um ajuste e uma recuperação ainda mais lentos, "ou o surgimento de outros choques", o que gera incerteza sobre a "magnitude da deterioração do perfil da dívida do Brasil ao longo do horizonte" analisado.

    Em entrevista concedida em dezembro, o analista-chefe para títulos soberanos da agência, Alastair Wilson, já sinalizava que a Moody's provavelmente seguiria a Standard & Poor's e a Fitch e colocaria a nota do Brasil em grau especulativo. "É brusca a velocidade com que as projeções de crescimento para o Brasil pioraram... e também os problemas políticos que não foram resolvidos. Há quase uma tempestade perfeita", afirmou Wilson. Na ocasião, porém, ele disse que estava em avaliação o rebaixamento de um degrau apenas. A decisão de hoje cortou a classificação soberana em dois degraus pela escala da agência.
    http://www.valor.com.br/financas/445...e-investimento

  4. #4
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    O Globo
    24/02/2016 9:55


    A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta quarta-feira a nota de crédito do Brasil e retirou o grau de investimento do país. A agência também alterou a perspectiva da nota brasileira para negativa, indicando que pode haver novos cortes. A nota do país foi cortada em dois degraus, de “Baa3” — último nível de grau de investimento — para “Ba2”. Com a decisão, o Brasil não conta mais com o selo de "bom pagador" de nenhuma das três principais agências de rating do mundo, já que Fitch e Standard & Poor's já haviam tomado tal decisão.

    A decisão foi baseada na deterioração adicional dos indicadores de dívida do Brasil em um ambiente de baixo crescimento, com a dívida provavelmente excedendo 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos três anos e na “desafiadora dinâmica política, que continua dificultando os esforços de consolidação fiscal das autoridades e adiando reformas estruturais”.

    A S&P e a Fitch já haviam retirado o grau de investimento do Brasil no ano passado, sendo que a S&P voltou a cortar o rating do país na quarta-feira passada, afastando-o ainda mais do selo de bom pagador.

    No dia 17, a S&P rebaixou a nota do país, passando a nota de crédito da dívida do país de “BB+” para “BB” com perspectiva negativa. Assim, o país continua em grau especulativo. O novo patamar, dois abaixo do grau de investimento, enquadrou o Brasil na mesma situação de países como Bolívia, Paraguai e Guatemala.

    "Os acontecimentos macroeconômico e fiscal nos próximos anos devem produzir um perfil de crédito significativamente mais fraco. A dinâmica do crescimento vai permanecer fraca nos próximos anos aumentando a pressão sobre a política fiscal", disse a Moody's em comunicado.

    Segundo a Moody’s, a perspectiva negativa reflete a visão de que riscos de uma consolidação e recuperação ainda mais lenta, ou de que ocorra choques adicionais, estão crescendo, criando incertezas sobre a magnitude da deterioração do perfil de dívida do Brasil ao longo do horizonte de rating.

    A agência considera que o progresso na consolidação fiscal será lento e o crescimento econômico será anêmico nos próximos dois a três anos. E o nível "Ba2" incorpora a premissa de que o perfil de crédito se deteriorará nesse período.

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    "Já a a perspectiva negativa reflete a incerteza relacionada à interação entre política, economia e dinâmica financeira no Brasil e, em consequência, o potencial para materialização de choques adicionais, o que exerceria mais pressão negativa sobre o perfil de crédito soberano", afirma a Moody's.

    A Moody's afirma que uma elevação da nota brasileira é bastante improvável no curto prazo devido à perspectiva negativa e à esperada deterioração nos indicadores de dívida. No entanto, reconhece que pressões positivas sobre o rating podem surgir se as autoridades forem capazes de ordenar os desequilíbrios estruturais que levaram a uma persistente deterioração fiscal e ao aumento da dívida soberana.

    "Tal resultado provavelmente seria associado à aprovação de reformas estruturais para reduzir a rigidez orçamentária, indexação de receitas e crescimento obrigatório em várias categorias de despesas apesar do fraco desempenho da receita. Uma maior clareza sobre a possibilidade e magnitude de passivos contingentes migrarem para o balanço patrimonial soberano, mais provavelmente vindos da Petrobras, também podem levar a Moody's a estabilizar a perspectiva", explica a agência de classificação de risco em seu comunicado.

    Por outro lado, a Moody's alega que um novo corte pode ocorrer se a agência concluir que a deterioração nos indicadores fiscais e de dívida ultrapassarão nosso cenário-base e que as autoridades brasileiras não serão capazes de alcançar a consolidação fiscal e encaminhar os desequilíbrios fiscais que impedem a reversão do aumento da dívida pública.
    http://oglobo.globo.com/economia/moo...gador-18736844

  5. #5
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    EUR/USD 1.0983 -0.0035 -0.32%
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  6. #6
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    Dólar ultrapassa R$ 4 após rebaixamento da Moody's

    Silvana Rocha - O Estado de S. Paulo
    24 Fevereiro 2016 | 09h 57

    A perda do grau de investimento do Brasil pela agência Moody's, após o corte de dois graus na nota de crédito do País, eleva a aversão ao risco no mercado local. O dólar se fortaleceu e chegou ultrapassar os R$ 4,00, mas às 9h42 operava cotado a R$ 3,9920, com alta de 0,7%. No mercado futuro, o dólar para março avançava 1,06%, a R$ 4,0050. A fragilidade do petróleo e expectativas do depoimento do marqueteiro João Santana, preso em Curitiba no âmbito da Operação Lava Jato, também sustentam a busca por proteção.

    A agência Moody's rebaixou o rating do Brasil de Baa3 para Ba2, com perspectiva negativa. Atribuiu o rebaixamento à perspectiva de mais deterioração nas métricas de crédito do Brasil, em um ambiente de baixo crescimento, com a dívida do governo podendo superar 80% do Produto Interno Bruto (PIB) dentro de três anos.

    ...
    http://economia.estadao.com.br/notic...ys,10000017998

  7. #7
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    Os alquimistas estão chegando

    Com novas pedaladas e mais contabilidade criativa quem se surpreende com "perspectiva negativa"?


    Alexandre Schwartsman
    24/02/2016

    ...

    Qual a relevância dessa fábula? Muita, à luz do que veio dentro do pacote de "ajuste" federal anunciado na sexta-feira (19).

    Frequentemente o governo é condenado a pagar indenizações. Essas obrigações são conhecidas como "precatórios", e tipicamente o governo faz os pagamentos no ano seguinte ao da condenação. Quando ocorrem, são classificados (corretamente) como gastos e, portanto, aumentam o deficit fiscal. Ficam depositados em bancos federais à disposição dos beneficiários, que podem (ou não) sacá-los.

    Segundo, porém, o divulgado na semana passada, para "otimizar" (não riam!) os pagamentos de precatórios e evitar que "fiquem ociosos nos bancos", o governo propõe contabilizá-los como gasto apenas quando o beneficiário sacar esses recursos.

    Em 2016 esses desembolsos somam R$ 19 bilhões, dos quais o governo estima (sabe-se lá como) que R$ 6,3 bilhões não serão sacados. Há ainda um saldo de depósitos de R$ 18,6 bilhões, dos quais R$ 5,7 bilhões estão parados há mais de quatro anos. Isso dá um total de R$ 12 bilhões que não serão contabilizados como gastos, ou, de forma equivalente, serão tratados como receitas, cujo efeito será o de reduzir o deficit fiscal do ponto de vista contábil.

    Essa sistemática não difere do golpe do Sr. Leitão. Muito embora os recursos pertençam a seus beneficiários, o governo pretende usá-los para se financiar, mas sem reconhecer que se trata de um empréstimo, e sim como se fossem uma fonte de receitas.

    Trata-se, portanto, de mais uma "pedalada" fiscal: tratar empréstimos (sem, aliás, consentimento dos proprietários do dinheiro) como receita, reduzindo o deficit fiscal em R$ 12 bilhões (0,2% do PIB).

    Quem viveu o Plano Cruzado, há 30 anos, deve se lembrar de outros empréstimos compulsórios, jamais devolvidos, enquanto autores da traquinagem ainda se sentem no direito de dar palpites sobre economia em linguagem empolada para disfarçar sua completa falta de conteúdo.

    Isso prova que as juras quanto à transparência fiscal não passavam de hipocrisia. A menos, é claro, que se acredite que o governo resolveu usar um expediente tão tosco apenas para que analistas pudessem desnudá-lo mais facilmente.
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas...chegando.shtml

  8. #8
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  9. #9
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    14:14:25 GMT - Real-time Data.

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  10. #10
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    Resumo

    "A deterioração deve continuar pelos próximos três anos, diante da escala do choque para a economia brasileira, da falta de progresso do governo em atingir seus objetivos de reforma fiscal e econômica e da dinâmica política que deve persistir nesse período".

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