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    PGR avalia investigar Dilma

    Senador disse que presidente tentou usar Judiciário para interferir em apurações.

    Investigadores enxergam indicação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o STJ como uma investida da Presidência para tentar liberar da prisão executivos presos na Operação Lava Jato.

    Beatriz Bulla - O Estado de S.Paulo
    15 Março 2016

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai avaliar a possibilidade de abertura de um novo inquérito da Lava Jato que pode ter, entre os investigados, a presidente Dilma Rousseff. Em delação premiada, divulgada na íntegra nesta terça-feira, 15, o senador e ex-líder do governo Delcídio Amaral (PT-MS) relatou que a presidente tentou interferir nas investigações por meio do Judiciário.

    Uma das investidas, segundo Delcídio, foi por meio da nomeação do desembargador Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com investigadores, a suposta indicação de Navarro com intuito de liberar da prisão executivos presos na Lava Jato tem potencial para se tornar um pedido de abertura de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    A Procuradoria precisa avaliar, contudo, quais serão os personagens investigados nesta nova frente. Para explicar a tentativa de interferência do Planalto na Lava Jato, Delcídio menciona, além do próprio Navarro e da presidente, os nomes do atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, e dos presidentes do STJ, Francisco Falcão, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

    O grupo de trabalho ligado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve se debruçar nos próximos dias sobre a delação de Delcídio para definir quais fatos narrados ensejam pedidos de inquérito ao Supremo. Eles devem aguardar a chegada de Janot, em viagem internacional na Suíça nesta semana, para definições cruciais sobre o rumo da investigação.

    Na delação, o senador petista afirmou que a presidente mostrou preocupação sobre o “compromisso” de Navarro antes de nomeá-lo ministro do STJ. Por conversas anteriores com Dilma e Cardozo, segundo Delcídio, “ficou bastante claro que o objetivo imeadiato era de liberação das pessoas mais importantes presas, mas também de uma preocupação mais ampla” com a Lava Jato.

    “Que a operação Lava Jato sempre trouxe muita desestabilização política dentro do Congresso Nacional e isto sempre preocupou o Planalto, inclusive a presidente Dilma; que esse caso de Marcelo Navarro, especificamente, era um assunto que conversava muito com a presidente Dilma e com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo”, diz Delcídio, no depoimento.

    Em setembro, ao tomar posse no STJ, Navarro assumiu a relatoria dos habeas corpus de executivos e empreiteiros presos pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobrás na primeira instância. Após ficar vencido na 5ª Turma do Tribunal, quando votou pela liberdade dos presidentes dos grupos Andrade Gutierrez e Odebrecht, Navarro anunciou que deixaria a relatoria dos casos da Lava Jato.

    Provas. Investigadores consideram que o caminho de produção de provas, neste caso, é complexo. Isso porque Delcídio narra, por exemplo, conversa com a presidente no jardim do Palácio da Alvorada ou encontros feitos em viagens. Além disso, o senador aponta que em uma escala em Portugal, em julho do ano passado, a presidente teve reunião com Lewandowski e Cardozo, na qual o intuito era falar sobre mudança de rumos da operação. Como o presidente da Corte não se mostrou flexível, segundo o delator, o governo partiu para a ofensiva junto ao STJ.

    Delcídio fez outras menções ao nome de Dilma nos depoimentos prestados ao Ministério Público. As declarações do senador mais substanciais com relação à presidente, no entanto, não as relativas à interferência na Lava Jato.

    O parlamentar afirmou que o atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ofereceu dinheiro e ajuda para evitar que o petista procurasse o Ministério Público Federal para fechar um acordo de colaboração. Ao narrar o caso, Delcídio disse acreditar que o ministro agia como emissário da presidente Dilma, pois é um dos poucos que possui a confiança da presidente.
    http://politica.estadao.com.br/notic...ma,10000021400

  2. #2
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    Procurador-geral vai avaliar se pede investigação de Dilma ao Supremo

    MÁRCIO FALCÃO
    DE BRASÍLIA
    15/03/2016

    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai avaliar se as referências feitas pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS) em sua delação premiada à presidente Dilma Rousseff justificam um pedido de investigação da petista por tentativa de obstruir as investigações do esquema de corrupção da Petrobras.

    O parlamentar afirmou aos investigadores que Dilma usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros envolvidos na Lava Jato junto ao STF (Superior Tribunal Federal) e ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

    Para investigadores, em tese, como o fato teria ocorrido no exercício do mandato, Dilma poderia ser investigada. Procuradores ouvidos pela Folha, no entanto, disseram que essas afirmações de Delcídio têm um caminho probatório mais difícil porque são relatos de conversas pessoais. Janot está em viagem oficial ao exterior e só deve retornar ao país no fim de semana.

    O senador, em seu relato, cita outros senadores e deputados, tanto da base aliada quando da oposição. Segundo a publicação, o senador petista revelou que Dilma tentou três vezes interferir na Lava Jato com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. "É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de tentar promover a soltura de réus presos no curso da referida operação", afirmou.

    Anteriormente, a petista tentou influenciar o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e buscou um acordo com o presidente do TJ de Santa Catarina, Nelson Schaefer. O catarinense seria nomeado para o STJ se o juiz substituto na corte Newton Trisotto, também de Santa Catarina, votasse pela libertação dos empreiteiros.

    MERCADANTE

    Investigadores ouvidos pela Folha também disseram que o ministro Aloizio Mercadante deve ser investigado pela tentativa de atrapalhar as investigações da Lava Jato ao procurar assessor de Delcídio.

    Os procuradores, no entanto, disseram que não foi cogitado pedido de prisão do ministro porque não existiriam indícios que justificassem um pedido de prisão preventiva. Isso porque eles entendem que Mercadante não oferece atualmente risco às investigações. Eles destacam que só tomaram conhecimento da oferta de Mercadante quando a delação de Delcídio já estava sendo tomada.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...delcidio.shtml

  3. #3
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    PGR avalia incluir Lula e Temer em investigação

    MARCIO FALCÃO
    AGUIRRE TALENTO
    DE BRASÍLIA
    15/03/2016

    Investigadores da Procuradoria-Geral da República avaliam se vão pedir ao Supremo Tribunal Federal a inclusão do ex-presidente Lula e do vice-presidente da República, Michel Temer, no inquérito que apura se uma organização criminosa atuou no esquema de corrupção da Petrobras.

    Os procuradores vão analisar os termos da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) que, segundo os investigadores, traz uma boa narrativa da atuação do núcleo político que teria ligações com os desvios na estatal. O senador fez revelações sobre o envolvimento do PT e do PMDB nas irregularidades.

    Em relação ao ex-presidente Lula, procuradores lembram que, além de Delcídio, outros delatores indicaram que podem fazer menções a Lula. Há expectativa, por exemplo, que o ex-deputado Pedro Correa (PP-PE), que também fechou colaboração premiada, fale do ex-presidente.

    Atualmente, o chamado inquérito do quadrilhão investiga 39 pessoas, entre eles, políticos do PP, PT e PMDB, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Edison Lobão (PMDB-MA), e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

    Em sua delação, o ex-líder do governo Dilma no Senado afirmou que o ex-presidente selou a indicação de Nestor Cerveró para a diretoria internacional da Petrobras, como recompensa aos serviços prestados ao PT –após dar um empréstimo ao pecuarista José Carlos Bumlai que serviu para quitar uma dívida do partido, a Schahin obteve contratos na estatal.

    "Delcídio do Amaral participou da reunião com Lula e Zeca do PT [ex-governador do Mato Grosso do Sul], em que foi sacramentada a nomeação de Nestor Cerveró para Diretoria Internacional da Petrobras", afirma trecho das declarações prestadas por Delcídio.

    O parlamentar ainda afirmou que Lula, por meio da família do pecuarista José Carlos Bumlai, agiu para tentar evitar a delação de Cerveró.

    Delcídio contradiz o petista: "Ao contrário do que Lula sempre diz, Delcídio afirma que o ex-presidente teve participação em todas as decisões relativas as diretorias das grandes empresas estatais, especialmente a Petrobras", afirma o termo de delação do senador.

    Segundo Lula, as indicações para diretorias, incluindo a de Cerveró, eram feitas pelos partidos à Casa Civil. "Discute-se com o partido que vai indicar, discute-se com a liderança do partido, vai para a Casa Civil, faz a triagem através do GSI e esse nome vem para você. Aí você pega o nome manda para o Conselho Administrativo da Petrobras, ela indica ou não", afirmou o petista.

    No caso de Temer, Delcídio disse que personagens ligados a irregularidades na estatal tinham a "chancela" do vice-presidente. Um deles é o lobista João Augusto Henriques, outro é o ex-diretor Jorge Zelada, ambos atualmente presos pela Lava Jato.

    Segundo Delcídio, o PMDB da Câmara obteve poder sobre a Petrobras após atuar a favor da aprovação da CPMF, o famoso imposto do cheque, na Casa. Porém, depois a CPMF foi rejeitada pelo Senado.
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...etrobras.shtml

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