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  1. #1
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    PIB cai 4,6% no 1o. semestre

    A economia brasileira registrou queda de 0,6% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os três meses antecedentes. É o sexto resultado negativo consecutivo nesta base de comparação, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado veio pior que a média apurada pelo Valor Data junto a 25 consultorias e instituições financeiras, que apontava queda de 0,5% no período. De janeiro a março, o Produto Interno Bruto (PIB) retraiu-se 0,4% em relação aos três meses anteriores (dado revisado).

    Em relação aos mesmos três meses de 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) do país diminuiu 3,8%, o nono resultado negativo seguido neste tipo de confronto.

    No primeiro semestre deste ano, a economia encolheu 4,6% perante mesmo intervalo do calendário anterior.

    Comparação trimestral

    Considerando o lado da oferta, a indústria registrou crescimento de 0,3% entre abril e junho, na comparação com os três meses antecedentes.

    Pela ótica da despesa, a formação bruta de capital fixo - um indicativo de investimentos - subiu 0,4%, o primeiro resultado positivo após dez trimestres consecutivos em queda.

    A agropecuária sofreu contração de 2%, enquanto os serviços apresentaram recuo de 0,8%, também na comparação ante o trimestre imediatamente anterior.

    O consumo das famílias declinou 0,7%, apresentando o sexto trimestre seguido de baixa. As previsões coletadas pelo Valor Data davam conta de um recuo de 0,6%. No primeiro trimestre, houve queda de 1,3% (dado revisado).

    Por sua vez, o consumo do governo cedeu 0,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior, ante expectativa de avanço de 0,3%.

    No setor externo, as exportações tiveram expansão de 0,4%. As importações de bens e serviços cresceram 4,5%.
    http://www.valor.com.br/brasil/46939...no-2-trimestre

  2. #2
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    Essa "recuperação" de 0,3% da indústria é curiosa. De um lado, no primeiro trimestre os supermercados estavam vendendo produtos com datas de fabricação de meados de 2015, o que me faz pensar que parte dessa recuperação é atividade pontual de recompor estoques que se arrastaram por meses nas prateleiras; por outro lado, muitos desses produtos com datas recentes de fabricação reapareceram com aumentos de até 100%, alguns com a costumeira redução de volume/peso. Por sua vez, não apenas não existe noticia de recuperação de vendas de grandes industrias, como automobilistica, quimica, siderurgica, naval, petroleo, etc, etc, etc, como abundam dados sobre demissões, queda de produção, queda de vendas. Enfim, os 0,3% parecem mais ser resultado do espetáculo do crescimento da inflação.

  3. #3
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    Copom mantém juros básicos em 14,25% ao ano

    Alexandro Martello
    Do G1, em Brasília

    Pela nona vez seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter os juros básicos da economia em 14,25% ao ano - o maior patamar em dez anos. A decisão confirmou a expectativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro, foi tomada em reunião em Brasília.

    Esse foi o primeiro encontro do Copom do governo do presidente Michel Temer, e o segundo comandado pelo novo presidente da instituição, Ilan Goldfajn.



    "O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom mostra evidências de que a economia brasileira tenha se estabilizado recentemente e sinais de possível retomada gradual da atividade econômica. A economia segue operando com alto nível de ociosidade", destacou o Copom em nota.

    "No âmbito externo, o cenário ainda apresenta interregno benigno para economias emergentes. No entanto, as incertezas sobre o crescimento da economia global e, especialmente, sobre a normalização das condições monetárias nos EUA persistem; a inflação corrente segue pressionada, em parte em decorrência de preços de alimentos, e vem recuando em ritmo mais lento que o esperado", acrescentou o BC.

    Meta de inflação

    No fim de junho, Goldfajn informou que buscará atingir a meta central de inflação de 4,5% em 2017 – o que pressupõe um atraso maior no processo de queda dos juros. A previsão dos economistas dos bancos é de que a taxa comece a recuar somente no fim de novembro.

    O aumento dos juros, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação. Com esse procedimento, o BC encarece o crédito. O objetivo é reduzir o consumo no país para conter a inflação que tem mostrado resistência.

    Porém, os juros altos prejudicam a atividade economica e, consequentemente, inibem a geração de empregos. Quando o Banco Central julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, pode baixar os juros.

    Apesar da forte recessão que castiga a economia brasileira, gerando aumento do desemprego e da inadimplência, a inflação corrente do país ainda está elevada. Em 12 meses até julho, o índice somou 8,74%, distante do objetivo central de 4,5% para o próximo ano.

    "As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus para 2017 recuaram desde o último Copom, mas seguem acima da meta para a inflação, de 4,5%", destaca a nota do Copom desta quarta-feira.

    Entre os fatores de risco para o alcance das metas para a inflação, o Copom cita a "incerteza sobre a aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia, incluindo a composição das medidas de ajuste fiscal, e seus respectivos impactos sobre a inflação".




    Cenário econômico

    A reunião do Copom aconteceu em um ambiente de forte recessão na economia brasileira. Para este ano, a mais recente previsão do mercado financeiro é de um tombo acima de 3% no Produto Interno Bruto (PIB), após um recuo de 3,8% ano passado – o maior em 25 anos.

    Embora a queda recente do dólar contribua para impedir uma escalada maior dos preços, a forte deterioração das contas públicas atua em sentido contrário. Para este ano, a previsão é de um déficit de R$ 170 bilhões para as contas do governo e, para 2017, a previsão é de rombo de R$ 140 bilhões.

    Apesar do baixo nível de atividade, que aumenta o e da inadimplência, a inflação corrente do país ainda está elevada. Em 12 meses até julho, o índice somou 8,74%, distante do objetivo central de 4,5% para o próximo ano. Economistas das instituições financeiras estimam que o processo de redução dos juros básicos da economia começará somente no final de novembro, na última reunião do Copom de 2016.

    Poupança e recursos para a habitação

    A decisão do BC sobre a taxa de juros também influencia a rentabilidade da caderneta de poupança. Cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) apontam que, com os juros básicos atualmente em 14,25% ao ano, as aplicações em renda fixa, como os fundos de investimento, ganham mais atratividade e ganham da poupança na maioria das situações.

    A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano. Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).

    De janeiro a julho deste ano, por conta do baixo rendimento e do cenário de recessão na economia brasileira, as retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 43,7 bilhões. Foi a maior perda de recursos para este período desde o início da série histórica, em 1995, ou seja, em 22 anos.

    O menor interesse na poupança também afeta os financiamentos imobiliários, uma vez que a modalidade é fonte de recursos para a casa própria. Pelas regras, os bancos precisam destinar parte dos saldos da poupança (SBPE) para o crédito imobiliário.

    Em março deste ano, a Caixa Econômica Federal informou que aumentou os juros para financiar a casa própria com recursos da poupança. Foi a primeira vez no ano em que a Caixa subiu os juros para crédito imobiliário. O aumento, informou o banco, foi "decorrente de alinhamento ao atual cenário econômico".

    Segundo números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de crédito para a construção e aquisição de imóveis, com recursos da poupança, caiu 49,5% no primeiro semestre de 2016 na comparação com o mesmo período do ano passado – de R$ 44,8 bilhões para R$ 22,6 bilhões.

    Confira a íntegra da nota do Copom:

    "O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés.

    O cenário básico com que o Comitê trabalha pode ser resumido pelas seguintes observações:

    O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom mostra evidências de que a economia brasileira tenha se estabilizado recentemente e sinais de possível retomada gradual da atividade econômica. A economia segue operando com alto nível de ociosidade;

    No âmbito externo, o cenário ainda apresenta interregno benigno para economias emergentes. No entanto, as incertezas sobre o crescimento da economia global e, especialmente, sobre a normalização das condições monetárias nos EUA persistem;

    A inflação corrente segue pressionada, em parte em decorrência de preços de alimentos, e vem recuando em ritmo mais lento que o esperado;

    As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus para 2017 recuaram desde o último Copom, mas seguem acima da meta para a inflação, de 4,5%. As expectativas para horizontes mais distantes já se encontram em torno desse patamar; e

    As projeções do Copom para a inflação de 2016 nos cenários de referência e mercado subiram desde sua última reunião e encontram-se em torno de 7,3%. Nos horizontes relevantes para a condução da política monetária, as projeções mantiveram-se relativamente estáveis ou recuaram. Em particular, sob as hipóteses do cenário de referência, a projeção para a inflação de 2017 encontra-se em torno da meta de 4,5%. No cenário de mercado, a projeção para 2017 recuou para 5,1%.

    O Comitê identifica os seguintes riscos domésticos para o cenário básico para a inflação:

    Por um lado, (i) a inflação acima do esperado no curto prazo, em boa medida decorrente de preços de alimentos, pode se mostrar persistente; (ii) incertezas quanto à aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia permanecem; e (iii) um período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação;

    Por outro lado, (iv) índices de preços no atacado indicam possível arrefecimento do choque de preços de alimentos e um eventual efeito favorável sobre o IPCA; (v) os ajustes na economia podem ser implementados de forma mais célere, o que permitiria ganhos de confiança e reduziria as expectativas de inflação; e (vi) o nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom.

    Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu pela manutenção da taxa básica de juros em 14,25% a.a., sem viés. O Comitê avalia que uma flexibilização das condições monetárias dependerá de fatores que permitam maior confiança no alcance das metas para a inflação nos horizontes relevantes para a condução da política monetária, em particular da meta de 4,5% em 2017. O Comitê destaca os seguintes fatores domésticos: (i) que a persistência dos efeitos do choque de alimentos na inflação seja limitada; (ii) que os componentes do IPCA mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica indiquem desinflação em velocidade adequada; e (iii) que ocorra redução da incerteza sobre a aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia, incluindo a composição das medidas de ajuste fiscal, e seus respectivos impactos sobre a inflação. O Comitê avaliará a evolução da combinação desses fatores.

    Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel."


    http://g1.globo.com/economia/noticia...25-ao-ano.html

  4. #4
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  5. #5
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    A crise continua

    A tendência continua sendo de continuidade de queda do PIB, pelo menos nos dois trimestres seguintes.

    Celso Ming
    31 Agosto 2016 | 21h00

    ...

    Ainda não há indicação de que o fundo do poço esteja sendo atingido. Houve quem identificasse em dois números que compõem o PIB sinais de virada do jogo. O primeiro deles seria o aumento da renda da indústria, desta vez de 0,3% sobre o resultado do primeiro trimestre do ano, o que poderia sugerir recuperação. E o segundo, o avanço do investimento (Formação Bruta de Capital Fixo), de 0,4% em relação ao trimestre anterior, o que poderia indicar retomada iminente.

    Mas não há ainda como apostar em que esses avanços marginais apontem para o início de uma nova fase. Estatísticas mais recentes que só vão entrar nos cálculos do PIB no terceiro trimestre mostram que o comportamento da indústria de transformação continua fraquejando. E o crescimento do investimento continua insignificante em relação à queda já acumulada.

    Uma recuperação do setor produtivo parece mais plausível em razão da existência de grande capacidade ociosa a ocupar do que por esse avanço pífio do investimento. A tendência continua sendo de continuidade de queda do PIB, pelo menos nos dois trimestres seguintes.

    A parcela da renda poupada (apenas 15,8%) e a parcela da renda investida (só 16,8%) mantêm-se fortemente insatisfatórias para o cumprimento do objetivo mais importante, que é garantir crescimento futuro (uma vez ocupada a capacidade de produção, para um avanço do PIB de 3% ao ano, seria necessário investimento de pelo menos 22% do PIB).

    ...
    http://economia.estadao.com.br/notic...ua,10000073305

  6. #6
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    Atividade industrial segue em queda no início do 2º semestre, diz CNI

    Entidade divulgou indicadores industriais de julho nesta quinta-feira. Faturamento, emprego e uso do parque fabril tiveram queda mês passado.

    Alexandro Martello
    Do G1, em Brasília
    01/09/2016

    Os indicadores industrias de julho mostram que a atividade industrial segue em retração no
    início do segundo semestre. Os dados, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria nesta quinta-feira (1º), têm por base pesquisa realizada pelas federações de indústria estaduais.

    De acordo com a entidade, todos os indicadores (faturamento, emprego industrial, horas trabalhadas na produção, nível de uso do parque fabril, massa salarial e rendimento médio real) registraram queda, após ajuste sazonal, de junho para julho deste ano, mês que marca o início do segundo semestre.

    "O principal destaque é a queda de 4,3% do faturamento real do setor. O novo recuo ocorre após recuperação parcial em junho da expressiva retração de maio. A ausência de reação da atividade industrial é confirmada pelos demais indicadores dessazonalizados", informou a CNI.

    Segundo os números da entidade, as horas trabalhadas na produção, indicador de atividade do setor, registrou retração de 0,2% de junho para julho, assim como o uso do parque fabril teve queda de 0,3 ponto percentual, para 76,9% – o menor nível da série histórica, que tem início em 2011.

    "Como consequência, o mercado de trabalho também manteve-se em contração, com recuo do emprego e da massa salarial", acrescentou a Confederação Nacional da Indústria. Em julho, na comparação com o mês anterior, o emprego industrial registrou queda de 0,4%, ao mesmo tempo em que a massa salarial real caiu 0,9% e o rendimento médio dos trabalhadores do setor recuou 0,3%.

    "O emprego industrial manteve a trajetória de queda iniciada em fevereiro de 2015 [ao recuar 0,4%]. Nos primeiros sete meses de 2016, comparados aos de 2015, a queda é de 8,9%", acrescentou a entidade.
    http://g1.globo.com/economia/noticia...e-diz-cni.html

  7. #7
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    Mão Visivel

    AlexandreSchwartsman ‏@AlexSchwartsman 10 hours ago

    É a crise internacional, sabe...


    Variação do PIB 2o trim 2016 ante 2o trim 2015


    BTW ... Variação do PIB no primeiro trimestre de 2016 ante primeiro trimestre de 2015

    1º) Filipinas: +6,9%

    2º) China: +6,7%

    3º) Indonésia: +4,9%

    4º) Peru: +4,4%

    5º) Malásia: +4,2%

    6º) Espanha: +3,4

    7º) Eslováquia: +3,3%

    8º) Tailândia: +3,2%

    9º) Coreia do Sul: +2,7%

    10º) México: +2,6%

    31º) Brasil: -5,4%

    http://www.oparana.com.br/noticia/br...a-grecia/8855/
    Última edição por 5ms; 01-09-2016 às 21:10.

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