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  1. #1
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    Retomada de investimentos industriais só deverá ocorrer em 2018 ou mais adiante

    Márcia De Chiara
    19 Novembro 2016

    ...

    “A grande ociosidade na indústria mostra a profundidade da crise econômica”, diz a coordenadora da Sondagem Industrial do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Tabi Thuler Santos. Segundo ela, dos 19 segmentos pesquisados, 80% estão com a ocupação baixa ou extremamente baixa. O segmento que está em pior situação é o de automóveis.

    A japonesa Honda, que investiu R$ 1 bilhão numa nova fábrica em Itirapina (SP), por exemplo, continua com a planta fechada e sem perspectivas de utilizá-la no curto prazo. O presidente da Honda do Brasil, Issao Mizoguchi, afirma que nem o início da produção de um novo veículo da marca no País, o utilitário-esportivo compacto WR-V, será suficiente para ativar a fábrica. A unidade está pronta desde o fim de 2015, deveria ter sido inaugurada no início deste ano, mas segue fechada, com todos os equipamentos da linha de montagem aguardando a melhora do mercado. “Pode ser que a fábrica fique ainda um ano ou mais parada, não sabemos”, afirma o executivo.

    Retomada. Um dos efeitos dessa grande ociosidade na indústria é adiar pelo menos para 2018 uma retomada do investimento na produção, com abertura de novas fábricas e contratações. Segundo José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o próximo ano ainda será de “arrumação da casa”, antes de se pensar em novos investimentos.

    “Como pensar em investimentos se as empresas não estão gerando caixa para pagar as despesas financeiras?”, diz Coelho. Segundo ele, o primeiro passo é ocupar a capacidade ociosa, acertar as pendências financeiras e com o Fisco, para depois decidir investir, se houver um aumento da procura.

    Roriz acredita que, se as reformas propostas pelo governo, como a PEC do Teto de Gastos e a da Previdência, forem aprovadas, os empresários recolocarão os investimentos no orçamento das companhias para 2018. Esses orçamentos começam a ser elaborados no segundo semestre do ano que vem. “Mas isso, se tudo correr bem e as reformas forem realmente implementadas”, diz. Nesse contexto, afirma, 2017 será ainda um ano de ocupação da capacidade de produção. / COLABOROU CLEIDE SILVA

    http://economia.estadao.com.br/notic...os,10000089387

  2. #2
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    Empresários veem pouca chance de retomada do crescimento em 2017

    Luisa Martins, Idiana Tomazelli, Lorenna Rodrigues, André Borges, Carla Araújo e Igor Gadelha
    21 Novembro 2016

    A saída da recessão em 2017 não é uma certeza entre os representantes do setor privado que participam do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Nomes importantes do empresariado indicam que o grande desafio do governo no próximo ano é impedir a continuidade da recessão.

    Abílio Diniz, um dos grandes acionistas do grupo alimentício BRF e sócio do Carrefour não escondeu o pessimismo e descarta a retomada do crescimento no curto prazo. "A previsão é muito ruim. Não podemos imaginar que vamos chegar a 2017 com crescimento", disse o empresário durante a reunião no Palácio do Planalto.

    Apesar de ser investidor em duas grandes empresas ligadas ao varejo, Diniz disse ser preciso haver investimento em infraestrutura com o argumento de que não é mais possível "fazer crescimento" com base no consumo. O empresário defende a realização de reformas estruturantes e, em especial, algo que proporcione o detravamento dos investimentos em infraestrutura e a unificação das alíquotas do ICMS, para colocar um fim à guerra fiscal entre os Estados.

    Com muitas incertezas à frente, a presidente da Latam Brasil, Claudia Sender, afirma que o debate econômico não deveria estar focado na velocidade da retomada e sim na sustentabilidade desse movimento. Para a executiva, o principal desafio em 2017 é colocar a recessão para trás. "Precisamos acabar com este ciclo vicioso de pessimismo", afirmou, ao defender que medidas impopulares devem ser tomadas de forma mais rápida.

    O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, ressalta que indicadores recentes sinalizam que o pior está ficando para trás, já que o nível de confiança reagiu recentemente. Mas o principal executivo do segundo maior banco privado do País reconhece que o resultado da eleição nos Estados Unidos - com Donald Trump eleito - influencia o cenário e reduz, por exemplo, o espaço para o corte de juros no Brasil.

    Para Trabucco, 2017 ainda será um ano de desafio para obter crescimento. "Encontrar os motores do crescimento acho que é o grande desafio que sociedade e governo têm para encontrar a retomada. Porque sem a retomada através do investimento privado a gente não vai ter um ciclo de geração de emprego", afirmou.

    Reformas. Para acabar com as incertezas e recolocar a economia na trajetória de crescimento, o receituário é sempre o mesmo: reformas. O presidente do Itaú-Unibanco, Roberto Setubal, avaliou que o crescimento econômico acima de 2% ao ano no Brasil só será possível se três reformas forem realizadas: a trabalhista, a das regras de intermediação financeira e a política.

    A mesma estratégia foi defendida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. "Em outubro, houve um sinal de retomada. Em novembro, freou. Mas as reformas estruturais do País previstas para serem aprovadas em 2017 podem reverter este quadro", afirmou.



    http://economia.estadao.com.br/notic...17,10000089703

  3. #3
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    Brasil não deve recuperar selo de bom pagador antes de 2018, diz S&P

    21/11/2016

    A diretora de ratings soberanos da agência de classificação de risco S&P Global Rating, Lisa Schineller, afirmou nesta segunda-feira que não há um tempo determinado para o Brasil retomar o grau de investimento. A volta da classificação depende da execução de medidas fiscais e políticas e não deve ser antes das próximas eleições presidenciais de 2018.

    “Realisticamente falando, não é factível. Tem apenas um ano para colocar as políticas no lugar”, afirmou Lisa a jornalistas após sua fala no seminário “Reavaliando o Risco País”, organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com apoio do Valor.

    O caminho, segundo ela, depende do Brasil reduzir as fraquezas ligadas ao rating, como reverter a trajetória da relação dívida/PIB. “Naturalmente, é a primeira coisa que vamos ver”, completou. O Brasil tem um ano para emplacar reformas como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o crescimento dos gastos à inflação, e as mudanças na Previdência, o que Lisa chamou de “janela de oportunidade” antes das eleições.

    Em fevereiro, a agência rebaixou a nota de crédito de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil de “BB+” para “BB” e manteve a perspectiva da nota em “negativa”, no segundo corte de rating que a agência fez em seis meses. Em setembro de 2015, a S&P retirou o grau de investimento do país, uma espécie de selo de bom pagador.

    A executiva mencionou a trajetória de diferentes países, como Colômbia e Uruguai, que perderam o selo de bom pagador e demoraram dez anos para retomar o grau de investimento. No caso da Índia, isso levou 20 anos. Por outro lado, a Rússia passou de uma situação de “default” para grau de investimento em cinco anos. Há ainda casos de países que perderam a classificação e nunca a tiveram de volta, ponderou.

    Em relação à perspectiva negativa da classificação, Lisa disse que a S&P está procurando por sinais mais consistentes na execução das políticas fiscais e políticas. Questões como o impeachment, por exemplo, já foram resolvidas. A aprovação da PEC dos gastos, por outro lado, ainda não está contabilizada no “outlook” da agência.

    http://www.valor.com.br/financas/478...de-2018-diz-sp

  4. #4
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    Trump says he will withdraw US from Pacific trade deal

    Jaclyn Reiss
    November 21, 2016

    After several days of meeting with political, military, and business bigwigs, President-elect Donald Trump released a video statement Monday evening announcing a list of executive actions he will take “on day one.”

    Included in those actions is withdrawing the United States from the Trans-Pacific Partnership, a cause which President Barack Obama has championed.

    Trump called the TPP “a potential disaster for our country.”

    The president-elect also said he would help create new jobs in energy, develop a plan to fight cyberattacks, and issue an order that for every new regulation, two old regulations will be removed.

    The following is a transcript of Trump’s video, as provided by his transition team:

    “Today, I would like to provide the American people with an update on the White House transition and our policy plans for the first 100 days.

    Our transition team is working very smoothly, efficiently, and effectively. Truly great and talented men and women, patriots indeed are being brought in and many will soon be a part of our government, helping us to Make America Great Again.

    My agenda will be based on a simple core principle: putting America First.

    Whether it’s producing steel, building cars, or curing disease, I want the next generation of production and innovation to happen right here, in our great homeland: America – creating wealth and jobs for American workers.

    As part of this plan, I’ve asked my transition team to develop a list of executive actions we can take on day one to restore our laws and bring back our jobs. It’s about time.

    These include the following:

    On trade, I am going to issue our notification of intent to withdraw from the Trans-Pacific Partnership, a potential disaster for our country. Instead, we will negotiate fair, bilateral trade deals that bring jobs and industry back onto American shores.

    On energy, I will cancel job-killing restrictions on the production of American energy – including shale energy and clean coal – creating many millions of high-paying jobs. That’s what we want, that’s what we’ve been waiting for.

    On regulation, I will formulate a rule which says that for every one new regulation, two old regulations must be eliminated, it’s so important.

    On national security, I will ask the Department of Defense and the Chairman of the Joint Chiefs of Staff to develop a comprehensive plan to protect America’s vital infrastructure from cyber-attacks, and all other form of attacks.

    On immigration, I will direct the Department of Labor to investigate all abuses of visa programs that undercut the American worker.

    On ethics reform, as part of our plan to Drain the Swamp, we will impose a five-year ban on executive officials becoming lobbyists after they leave the Administration – and a lifetime ban on executive officials lobbying on behalf of a foreign government.

    These are just a few of the steps we will take to reform Washington and rebuild our middle class.

    I will provide more updates in the coming days, as we work together to Make America Great Again for everyone.”
    https://www.bostonglobe.com/news/pol...wing-from-tpp/

  5. #5
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    Trump vai cancelar a parceria transpacífico no primeiro dia de presidência

    O Presidente eleito dos EUA Donald Trump divulgou um vídeo esta segunda-feira onde explica algumas decisões que vai tomar no primeiro dia de presidência, a 20 de Janeiro. Uma delas é a desistência da parceria transpacífico de comércio livre (ou TPP) que considerou: ser “um potencial desastre para o nosso país”.

    Em alternativa o republicano diz que vai negociar “acordos bilaterais justos” que permitam recuperar o emprego e a indústria.

    Trump revelou também que vai cortar as regulações governamentais, instruir o Departamento do Trabalho para investigar os abusos nos programas de vistos e cancelar algumas restrições à produção de energia, tais como petróleo de xisto, gás e carvão.

    O TPP foi assinado em 2015 por 12 países, incluindo os EUA, Japão, México, Austrália e Canadá, sob impulso da Administração Obama. O passo seguinte, para Washington, era a aprovação no Congresso que o ainda Presidente iria tentar antes de deixar o cargo, em Janeiro.

    Ainda esta segunda-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou, numa conferência de imprensa na capital argentina Buenos Aires, e citado pela Reuters, que o acordo de comércio livre sem a participação dos EUA não tem significado.

    https://www.publico.pt/2016/11/21/mu...dencia-1752057

  6. #6
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    Acordo Transpacífico marginalizava o Brasil no comércio internacional

    EUA e mais 11 países fecham o maior acordo regional da história

    Segundo especialistas, pacto que inclui EUA e Japão tende a afetar as relações comerciais entre o Brasil e os países signatários do acordo

    Eduardo Gonçalves e Luís Lima
    5 out 2015

    Esta segunda-feira entra para a história como um dia memorável para o comércio exterior. Estados Unidos, Japão e outros dez países selaram um acordo de livre comércio, a Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês), que tende a dar o tom das próximas negociações a serem costuradas entre as maiores nações do globo. Países como Chile, Peru e México devem se beneficiar do acordo. O Brasil, por sua vez, tende a ser marginalizado no comércio internacional.

    Especialistas consultados pelo site de VEJA dizem que a consequência mais imediata para o país é o isolamento ainda maior nas transações internacionais. “O Brasil não se interessou por esse tipo de acordo. Tomou posições equivocadas ao dar ênfase à política Sul-Sul (intercâmbio político e econômico entre países em desenvolvimento)”, disse o ex-embaixador do Brasil nos EUA, Rubens Barbosa, hoje consultor de negócios e presidente do Conselho Superior do Comércio Exterior da Fiesp. “O Brasil fica ainda mais marginalizado dessas negociações que vão redesenhar o comércio exterior.”

    Além de prever a criação de um bloco econômico, que representa cerca de 40% de toda a economia global, a Parceria Transpacífica é o primeiro pacto assinado entre duas grandes potências mundiais, e vai muito além de eliminar tarifas alfandegárias. O acordo trata da criação de regras comuns entre os 12 países integrantes nas áreas comerciais, trabalhistas e ambientais.

    Para o ex-embaixador, este é o primeiro de “uma nova geração de acordos”. Ele cita as negociações que estão sendo feitas entre EUA e União Europeia para instituir o Transoceânico, nas quais o governo americano deve centrar forças agora.

    “Desvio de comércio” – O gerente executivo de comércio exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo, cita números do setor externo para tentar mensurar os impactos: “No ano passado, nós importamos 60 bilhões e exportamos 54 bilhões de dólares para os países do grupo. Isso representa 25% de todas as nossas importações e 24% de nossas exportações”, afirma. Segundo ele, os países participantes do acordo agora tendem a deixar de vender ou comprar produtos daqui, uma vez que melhora as condições comerciais entre eles. “Esse é um fenômeno de desvio de comércio. Vai ficar mais barato para eles negociarem entre si. Mesmo que o acordo não entre em vigor de imediato, as empresas vão incorporar isso no plano de negócios no futuro, de cinco a dez anos, na hora de escolher o fornecedor, por exemplo.”

    A base do acordo foi selada hoje entre os 12 países após oito anos de negociações. O texto final ainda deve ser publicado e precisa passar pelo Congresso dos países para ser colocado em prática. Parlamentares americanos e a oposição ao presidente Barack Obama já se manifestaram contrários ao plano. Prevendo concorrência com empresas asiáticas, companhias americanas também fazem lobby contra o pacto. No entanto, o TPP já é visto como uma vitória de Obama na iniciativa de enfraquecer a influência da China sobre o mercado global, principalmente sobre países asiáticos.

    “Países que exportam produtos equivalentes ou semelhantes aos nossos terão vantagem devido à redução tributária e à desburocratização de processos”, diz Alexandre Ratsuo Uehara, diretor acadêmico das Faculdades Integradas Rio Branco e especialista em comércio exterior. Segundo ele, o que falta ao país não é potencial econômico, mas uma política clara na área internacional. “O Brasil apostou em acordos multilaterais, via Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto o resto do mundo firmava acordos bilaterais”, diz, citando o futuro tratado transatlântico, entre Estados Unidos e Europa.

    O especialista também defende uma revisão da estratégia protecionista adotada pelo país, que, segundo ele, pode minar um crescimento no longo prazo de diversos setores. “O problema é saber por que estou sendo protecionista. Protejo para não perder a competitividade, mas depois de um tempo isso perde o sentido”, disse. Uma consequência da estratégia brasileira ficou evidente no ranking de competitividade dos países, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. Na versão mais recente do ranking, divulgada na última terça-feira, o Brasil apareceu na 75 posição – em 2014, ele estava na 57.

    Economias menos desenvolvidas também podem tirar proveito do tratado. Ratsuo diz que economias do sudeste asiático poderão exportar mão de obra, mais barata, enquanto importará, mais facilmente, produtos manufaturados de nações mais desenvolvidas. “Na Ásia, existe de fato integração das cadeias produtivas, há economias que acabam sendo fornecedores de outras”, explica.

    O novo bloco prevê a entrada de novos membros, o que não significa que uma eventual adesão brasileira poderá alterar seu rumo sem maiores consequências. “Se o Brasil quiser entrar agora, ele vai ter que se submeter às regras como elas já estão. É difícil aderir a um acordo que já existe”, diz Bonomo.

    O Brasil para ratificar sua musculatura na relação de forças do comércio internacional, em particular com os países desenvolvidos. “Precisamos atuar de forma pragmática, acelerar o passo e deixar qualquer ranço ideológico”, afirma Thomaz Zanotto, diretor de comércio exterior da Fiesp.
    http://veja.abril.com.br/economia/ac...internacional/

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