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  1. #1
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    Juro do cartão supera 480%; cheque especial 330%

    Gabriela Valente
    23/12/2016

    Sob os holofotes do governo que tenta cortar o custo para os clientes, as operadoras de cartão de crédito aumentaram os juros do rotativo no mês passado. De acordo com o Banco Central, a taxa média quebrou novo recorde: chegou a 482% ao ano. Apenas em novembro, a alta foi de 6,3 pontos percentuais.

    O cheque especial também ficou mais caro. Os bancos aumentaram, em média, 2,2 pontos percentuais em novembro. Os juros chegaram a 330% ao ano.

    Por outro lado, com parte do 13º salário na conta e ao renegociar dívidas com os bancos, o brasileiro conseguiu diminuir a inadimplência em novembro. O nível de calote das famílias caiu de 4,2% para 4,1%, de acordo com os dados publicados nesta sexta-feira pelo Banco Central.

    Somente em novembro, as pessoas físicas renegociaram R$ 2,3 bilhões de empréstimos atrasados. O saldo desse tipo de dívida chegou a R$ 29 bilhões. A alta nos últimos 12 meses foi de 9%.

    As empresas também diminuíram a taxa de inadimplência em 0,1 ponto percentual de 3,6% para 3,5%. Elas aproveitam para fazer novas operações com juros mais baixos.

    A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro atingiu 33% ao ano em novembro: queda de 0,3 ponto percentual no mês. Esse é o custo geral tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Para as famílias, a taxa média ficou estável em 43% ao ano.

    O saldo das operações de crédito do sistema financeiro aumento 0,3% no mês e chegou a R$ 3 bilhões em novembro.

    http://oglobo.globo.com/economia/jur...embro-20686093

  2. #2
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    Migração para modalidade mais barata

    Segundo o Banco Central, mudanças anunciadas por Temer ainda estão sendo estruturadas, mas já é possível converter dívida do rotativo para o parcelado negociando com a administradora do cartão

    Lu Aiko Otta e Fabrício de Castro
    23 Dezembro 2016 | 12h59

    O governo espera que o custo do cartão de crédito, cuja taxa de juros anual no rotativo atingiu o recorde de 482,1% em novembro, recue a partir das medidas que estão em estudo pelo governo. "As medidas estão sendo estruturadas e é preciso aguardar a definição", comentou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. "A expectativa é que tenha uma racionalização do uso do cartão e com isso o custo caia."

    Pelas medidas em estudo, segundo informações do setor, o usuário do cartão poderá acessar o crédito rotativo apenas por 30 dias. Depois disso, se houver um saldo devedor, ele migrará automaticamente para o crédito parcelado, que é menos caro. A taxa para essa linha estava, em novembro, em 155% ao ano.

    É por isso que integrantes do governo falaram em queda dos juros pela metade. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que foi fechado um acordo com os bancos para esse mecanismo entrar em operação no final do primeiro trimestre de 2017.

    Tulio Maciel não quis entrar em detalhes sobre as medidas em estudo. Mas ele comentou que, hoje, já é possível acessar o juro menor, do parcelado. Ele explicou que, se a pessoa não paga o saldo devedor na totalidade, o valor restante vai para o rotativo. Ela pode, porém, negociar com a administradora a conversão dessa dívida para o parcelado.

    Os dados divulgados pelo Banco Central mostram que, em novembro, o volume de crédito às famílias no crédito rotativo do cartão estava em R$ 39,152 bilhões. Já o saldo no parcelado era de R$ 11,203 bilhões, o que mostra uma concentração na modalidade mais cara de crédito. "Rotativo e cheque especial são para situações emergenciais", frisou Maciel. "É para o curto prazo."

    http://economia.estadao.com.br/notic...ta,10000096242

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