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  1. #1
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    Justiça de SP reconhece vínculo de emprego na Uber

    Livia Scocuglia
    13 de Abril de 2017

    Em decisão inédita, a Justiça Trabalhista de São Paulo reconheceu o vínculo de trabalho entre a Uber e um motorista. Ao todo, a empresa foi condenada a pagar R$ 80 mil ao motorista, incluindo aviso prévio, décimo terceiro salário, férias com acréscimo de um terço, FGTS e compensação por dano moral.

    O juiz substituto Eduardo Rockenbach Pires, da 13ª Vara do Trabalho de SP, citou as relações sociais capitalistas ao decidir que o trabalho do motorista era prestado de forma subordinada na geração de mercadoria – no caso, o serviço de transporte -, cuja circulação propicia o lucro à empresa.

    Além disso, o juiz considerou que o preço do serviço final é estabelecido unilateralmente pela Uber, cabendo ao motorista apenas a um percentual do valor total da corrida.

    “A ré [Uber] presta serviços de transporte aos consumidores (que são os passageiros), lançando mão do trabalho humano prestado pelos motoristas. Não é correto, portanto, dizer que os motoristas são clientes da ré; eles não são clientes, são trabalhadores que despendem energia em prol da atividade lucrativa da empresa”, diz trecho da sentença.

    Leia na íntegra

    Alegações

    No caso, o motorista acionou a Justiça contra a Uber do Brasil, a Uber Internacional e a Uber Internacional Holding pedindo a declaração da relação jurídica de emprego e o pagamento de verbas trabalhistas, no total de R$ 62.531,00. O faturamento médio mensal do motorista era de R$ 5.927,14.

    O autor da ação sustentou que o pagamento pelo serviço da Uber é feito pelo passageiro e que a empresa repassa ao motorista o valor, com retenção de uma taxa de 25 a 30%. Além disso, argumentou que é preciso formalizar um contrato de adesão para iniciar a prestação de serviços e que a Uber exige a contratação de seguro em benefício dos passageiros.

    Sustentou ainda que o contrato de adesão é redigido de forma a induzir a conclusão de que o objeto não é o de fornecimento de serviços de transportes, mas sim o fornecimento de tecnologia de internet. Porém, segundo ele, os elementos da relação de emprego são visíveis durante a execução do contrato, especialmente porque a empresa fixa os preços conforme sua autodeterminação.

    Para o motorista, as avaliações recíprocas de passageiros e motoristas, e também cobranças por parte da Uber, seriam “elementos que concretizariam o poder disciplinar de empregador”.

    Do outro lado, a Uber sustentou que a relação jurídica entre as partes não era de emprego. O argumento foi de que a empresa não explora serviços de transportes, e sim a plataforma tecnológica de mediação entre passageiros e motoristas.

    Além disso, a empresa afirmou que não possui frota de veículos, e não contrata motoristas, seja na condição de empregados ou na condição de autônomos. Sustentou ainda que os clientes da Uber não são os passageiros, mas sim os motoristas-parceiros, a quem ela emite notas fiscais da prestação de serviços.

    A Uber argumentou ainda que a prestação de serviços de transporte é mantida entre o motorista e o passageiro e que os motoristas não precisam atuar exclusivamente com uma plataforma, podem atender a todas segundo sua decisão pessoal. São os próprios motoristas, alegou a empresa, que decidem quando, onde e em que horário irão atender seus usuários.

    Relação de trabalho

    Em longa decisão, o juiz substituto Eduardo Rockenbach Pires rebateu os pontos sustentados pela Uber e ressaltou que o produto principal da empresa é o transporte de passageiros e não a ferramenta eletrônica.

    “Não é verdade que o produto explorado pela empresa é meramente a ferramenta eletrônica, o aplicativo oferecido aos motoristas. A ré oferece no mercado um produto principal: o transporte de passageiros. O aplicativo é um instrumento, um acessório ao bom funcionamento do serviço. E os consumidores do produto da ré não são os motoristas, mas sim os passageiros”, afirmou.

    “Não é por outra razão que é da ré (e não do motorista) o poder fundamental de quantificar o valor na circulação da mercadoria. É a ré que fixa o preço do serviço de transporte que o passageiro irá pagar”, concluiu.

    O juiz ainda citou regras do direito positivo brasileiro sobre relação de emprego que conceituam o empregador e o empregado para cravar que a relação existente entre a Uber e seus motoristas é uma relação de trabalho.

    “A ré presta serviços de transporte aos consumidores (que são os passageiros), lançando mão do trabalho humano prestado pelos motoristas. Não é correto, portanto, dizer que os motoristas são clientes da ré; eles não são clientes, são trabalhadores que despendem energia em prol da atividade lucrativa da empresa”.

    Decisões divergentes

    Em fevereiro, a 33ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte reconheceu, pela primeira vez, o vínculo empregatício entre um motorista e a Uber. O juiz considerou que a narrativa da Uber de que os motoristas têm flexibilidade e independência para utilizar o aplicativo e prestar seus serviços quanto e como quiserem “sobrevive apenas no campo do marketing”

    Dias antes, a decisão da 37a Vara do Trabalho de BH havia sido no sentido contrário ao não reconhecer o vínculo de emprego entre um motorista e a empresa.

    O entendimento do juiz substituto Filipe de Souza Sickert foi de que a“mera existência” de obrigações a serem seguidas pelo motorista, como adequar-se à seleção de carros da Uber e às exigências quanto a exames no Detran e ao seguro passageiro, não caracteriza a subordinação jurídica.

    https://jota.info/trabalho/justica-d...-uber-13042017

  2. #2
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    Sao Paulo judge rules Uber drivers are employees, deserve benefits

    Apr 14, 2017

    A judge in Brazil's biggest city ruled this week that a driver using the Uber [UBER.UL] ride-hailing app is an employee of the San-Francisco-based company, threatening its business model in one of its biggest markets.

    Uber said it would appeal the decision on Tuesday by Judge Eduardo Rockenbach Pires at the regional labor court in Sao Paulo, which was made public in recent days.

    "By connecting drivers and users, Uber creates thousands of flexible opportunities for generating income," the company said in a statement.

    Pires ordered Uber to pay the driver 80,000 reais ($25,000), including compensation for holidays, contribution to a severance fund and 50,000 reais in "moral damages" related to attacks from taxi drivers upset with Uber's competitive pricing model.

    The decision follows a similar ruling in a labor court in Minas Gerais state, along with parallel cases in the United States, Britain, Switzerland, and Europe's highest court threatening to subject Uber to higher costs and regulation.

    The lower house of Brazil's Congress has also threatened Uber's business model with a bill requiring it and other ride-hailing apps to register with city authorities as conventional taxi services. President Michel Temer has pledged to veto parts of the legislation if it passes the Senate.

    Adding to Uber's challenges, a Reuters investigation found a ten-fold increase in attacks on drivers in Sao Paulo last year, including several murders, after the start of cash payments on its platform at the end of July.

    (Reporting by Brad Haynes, editing by G Crosse)

    http://www.reuters.com/article/us-ub...idUSKBN17G1F6?

  3. #3
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    Hell of a ride: even a PR powerhouse couldn't get Uber on track

    Despite her formidable reputation, Rachel Whetstone – who departed Uber this week – wasn’t able to shift the company’s fundamental problems

    Olivia Solon and Julia Carrie Wong
    Friday 14 April 2017

    Whetstone departed the company this week amid a stunning array of scandals and controversies, including allegations of sexual harassment, a video of Kalanick berating an Uber driver, a legal battle with Google over the alleged theft of driverless car technology, the revelation that Uber used secret “Greyball” software to deceive city regulators, and allegations that the company had another program called “Hell” designed to spy on its arch-rival Lyft.

    And that’s only in the last four months.

    Earlier in her tenure at Uber, Whetstone, who has a formidable reputation in both Silicon Valley and Westminster, dealt with a major class action suit over Uber drivers’ employment status and a dustup over autonomous vehicle permits in San Francisco, where the company refused to take its self-driving vehicles off the roads, even after they were caught running red lights.

    Zitron, the founder of a PR firm specializing in tech, said that Whetstone’s successes and failures in managing Uber’s reputation were really beside the point, because she could not change the “brutal reality” of the company’s fundamental problems.

    “If she was a Time Lord, maybe. If she could actually fix the fabric of reality, maybe,” he said. “But when you have a video of your CEO in a car doing a live stage play of Atlas Shrugged, what are you meant to do there?”

    ...

    Whetstone’s departure this week was quickly eclipsed by yet another controversy: the revelations about its secret program known internally as “Hell”, which was allegedly used to spy on its main rival Lyft.

    According to tech website The Information, Uber created fake Lyft customer accounts to surveil its drivers, tracking their behavior, identifying them, and figuring out which were driving for both apps. Then, tweaks in the Uber’s algorithm would reportedly send more fares to drivers using both platforms.

    “Hell” is just one of the tricks Uber allegedly used to defeat its rivals: it was previously reported that the company had engaged in concerted efforts to request and cancel thousands of Lyft rides. Uber called the allegations “baseless and simply untrue” and instead accused Lyft of engaging in the behavior.

    ...

    Uber replaced Whetstone with an internal candidate, her deputy Jill Hazelbaker. Recruiting externally is likely to be more challenging for Uber at this time, said Silicon Valley recruiter Mark Dinan .

    “Candidates don’t want to be perceived as working for an unethical company ... especially at the executive level,” he said.

    ...

    https://www.theguardian.com/technolo...scandal-crisis

  4. #4
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    Uber to shut down Denmark operation

    Jon Henley
    28 March 2017

    Uber will shut down its operation in Denmark next month following the introduction of new taxi laws, the company has said, marking the latest European setback for the US ride-booking service.

    ...

    The company, which says it has 2,000 drivers and 300,000 people using its app in Denmark, said it would not be able to operate unless the regulations were changed, but added it would “continue to work with the government … to enable Danes to enjoy the benefits of modern technologies like Uber”.

    As has happened elsewhere in Europe, taxi driver unions, cab operators and politicians have argued that Uber does not comply with the legal standards for established taxi firms and its service represents unfair competition.

    Danish prosecutors last year in effect accused the company of operating an illegal taxi service, indicting it on charges of assisting its drivers – two of whom have also been fined – in breaking applicable national taxi laws.

    Since arriving in Europe in 2011, the San Francisco-based firm has faced numerous legal and other challenges. Its drivers have been physically attacked in Paris, where two of its most senior European executives were also put on trial on charges of running an illegal transport service.

    Courts in France, Germany, Italy, Spain, Belgium and the Netherlands have banned Uber’s low-cost UberPop service, which uses non-professional drivers, while an employment tribunal in London ruled its licensed drivers should be classed as workers with access to the minimum wage, sick pay and paid holidays.

    The company is appealing against the ruling, in which the tribunal dismissed as “faintly ridiculous” the idea that Uber was “a mosaic of 30,000 small businesses linked by a common ‘platform’. Drivers do not and cannot negotiate with passengers … They are offered and accept trips strictly on Uber’s terms.”

    ...

    https://www.theguardian.com/technolo...-new-taxi-laws

  5. #5
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    Uber revenues hit $3bn in Q4

    Leslie Hook
    14 April 2017

    Uber’s revenues reached $2.9bn in the fourth quarter of 2016, up 70 per cent compared to the third quarter of the year. The company’s full year revenues were $6.5bn, with gross bookings of around $20bn.

    The San Francisco-based transportation company also reported a loss of $991m in the fourth quarter, a sequential increase of 6.1 per cent* from the third quarter.

    Uber continues to be the most heavily loss-making company in the history of Silicon Valley, with an adjusted loss of $2.8bn in 2016 (excluding the heavy losses from Uber’s business in China, which it sold last August).

    Those losses are continuing to grow, albeit at a slower rate than Uber’s revenues, suggesting that the company is growing more efficient.

    With a valuation of $62.5bn, Uber is the most valuable private company in Silicon Valley, and has raised more than $15bn from investors in equity and debt. The company still has about $7bn in cash on hand, and an untapped credit line of $2.3bn.

    Uber’s fourth quarter financials were first reported by Bloomberg, and confirmed by the company.

    https://www.ft.com/content/a86c0d91-...c-3c4bafd100bd

  6. #6
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    Sentença

    RÉUS:
    1. UBER DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA, (Capital Social R$ 1.000,00)
    2. UBER INTERNATIONAL BV e
    3. UBER INTERNATIONAL HOLDING BV

    No caso dos autos, é inegável a existência do grupo, uma vez que o quadro societário da primeira ré (que tem o capital social de apenas R$ 1.000,00) é formado apenas pelas outras duas rés.

    ...

    A conduta da ré ao sonegar garantias sociais dos trabalhadores equivale a explorar de maneira selvagem a mão de obra de pessoas que não raro se viram desempregadas e afastadas do mercado formal de trabalho. São, como se vê, pessoas em uma situação de necessidade e clara fragilidade aos intentos da ré. Sucumbem, com pouca resistência, aos apelos modernos de trabalho autônomo e independente.

    A essa configuração da exploração de mão de obra estão ligadas, diretamente, a prática do dumping e as condições de risco ligadas a revoltas dos taxistas (cuja ocorrência na cidade de São Paulo é fato notório). A submissão a essas condições de trabalho não eram ocasionais ou decorrentes da má sorte do motorista; eram, isso sim, uma consequência da política de concorrência estabelecida de forma consciente pela ré.

    Nos autos do inquérito civil 001417-2016-01-000/6, em trâmite na Procuradoria Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, foi ouvido o depoimento de Augusto Cesar Duarte da Silva, o qual atuara como gerente de operações e logística da ré13. Ele confirmou a existência de verdadeiro ato de dumping pela empresa, inclusive e notadamente na concessão de descontos acima da margem de lucros - gerando operações com prejuízos (cf. ID d5e587f - p. 9).

    Ora, nesse panorama, a revolta dos taxistas de fato não seria algo de ocorrênciainusitada. A revolta (e seus efeitos) está ligada à conduta consciente da ré e à sua estratégia de dominação de mercado. Em tese, é possível ver indícios de infrações à ordem econômica e às normas legais de tutela da concorrência (cf. especialmente o art. 36, § 3º, inciso XV, da Lei 12.529/201114).

    A atuação agressiva da ré no tocante ao ganho de mercado e ao barateamento de mão de obra esbarra em preceitos constitucionais, notadamente os direitos fundamentais dos trabalhadores e a valorização do trabalho como fundamento da ordem econômica. Tais normas basilares vedam o uso do ser humano como mercadoria de comércio ou como insumo da produção, o que na prática vem sendo feito pela ré. Existe aí uma clara violação ao princípio da dignidade humana.

    ...
    Última edição por 5ms; 15-04-2017 às 00:24.

  7. #7
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    Isso deve abrir precedentes para que outros processam de causa a motoristas, com isso, transformando o uber em transporte publico, em breve esse serviço deve deixar de existir aqui no Brasil.
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  8. #8
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    Redação final - projeto de lei nº 5.587-a

    Altera a Lei nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012, para regulamentar o transporte remunerado privado individual de passageiros.

    O CONGRESSO NACIONAL decreta:

    “Art. 4º ...............................

    X - transporte remunerado privado individual de passageiros: serviço remunerado de transporte de passageiros, não aberto ao público, por meio de veículos de aluguel, para a realização de viagens individualizadas ou compartilhadas solicitadas exclusivamente por usuários previamente cadastrados em aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.

    ...

    “Art. 11-A. Compete exclusivamente aos Municípios e ao Distrito Federal regulamentar e fiscalizar o serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros previsto no inciso X do art. 4º desta Lei no âmbito dos seus territórios.

    Parágrafo único. Na regulamentação e fiscalização do serviço de transporte privado individual de passageiros, os Municípios e o Distrito Federal deverão observar as seguintes diretrizes, tendo em vista a eficiência, a eficácia, segurança e a efetividade na prestação do serviço:

    I - efetiva cobrança dos tributos municipais devidos pela prestação do serviço;
    II — exigência de contratação de seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros (APP) e do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT);
    III — exigência de inscrição do motorista como contribuinte individual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nos termos da alínea h do inciso V do art. 11 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991.”

    “Art. 11-B. O serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros previsto no inciso X do art. 4º desta Lei, nos Municípios que optarem pela sua regulamentação, somente será autorizado ao motorista que cumprir as seguintes condições:

    I - possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria B ou superior que contenha a informação de que exerce atividade remunerada;
    II — conduzir veículo que atenda aos requisitos de idade máxima e às características exigidas pela autoridade de trânsito e pelo poder público municipal e do Distrito Federal;
    III — possuir e portar autorização específica emitida pelo poder público municipal ou do Distrito Federal do local da prestação do serviço autorizado;
    IV — emitir e manter o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) no Município da prestação do serviço, obrigatoriamente em seu nome, como proprietário, fiduciante ou arrendatário, com registro e emplacamento do veículo na categoria aluguel.
    Parágrafo único. A exploração dos serviços remunerados de transporte privado individual de passageiros sem o cumprimento dos requisitos previstos nesta Lei e na regulamentação do poder público municipal e do Distrito Federal caracterizará transporte ilegal de passageiros.”

    Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

    Sala das Sessões, em 4 de abril de 2017.

    Deputado DANIEL COELHO
    Relator

    http://www.camara.gov.br/proposicoes...osicao=2088280


    Tramitação

    04/04/2017 - PLENÁRIO ( PLEN )

    Votação da Redação Final.
    Aprovada a Redação Final assinada pelo Relator, Dep. Daniel Coelho (PSDB-PE). Inteiro teor
    A Matéria vai ao Senado Federal. (PL 5587-A/2016).


    05/04/2017 - Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ( MESA )

    Remessa ao Senado Federal por meio do Of. nº 295/17/SGM-P.
    Última edição por 5ms; 15-04-2017 às 15:15.

  9. #9
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    Ronaldo Gogoni
    10 04 2017

    … na última terça-feira, em sessão extraordinária durante a noite a Câmara dos Deputados aprovou a PL 5587/2016 que regulamenta o funcionamento dos aplicativos de transporte em todo o território nacional, porém com duas enormes pegadinhas na forma de emendas adicionais: a primeira, aprovada por 226 votos a 182 define o serviço efetuado por Uber, Cabify, Lift, 99taxis e cia. limitada como público e não privado, passando dessa forma a depender de autorização prévia de cada prefeitura das cidades em que operam para que seus veículos circulem, exatamente como os táxis.

    Cabe também ao município determinar o máximo que as empresas podem cobrar nas viagens, bem como taxas adicionais, determinar um número máximo de veículos que podem operar na cidade e interferir diretamente em casos detectados de concorrência desleal, a maior queixa dos taxistas.

    A segunda emenda, que recebeu 215 votos a favor e 163 contra define que o motorista de serviços de aplicativos precisam de autorização específica emitida pela prefeitura para prestar seus serviços, como os taxistas já o fazem. Não obstante os carros devem ter uma idade mínima e ser registrados adequadamente, passando a utilizar placas vermelhas. Exatamente como os táxis.

    Em suma a Câmara transformou todos os apps de transporte em serviços de táxi, o que simplesmente inviabiliza seu modelo de negócios no país. A decisão, sem muita surpresa foi comemorada pela bancada defensora das medidas, que entoaram cantos de defesa aos taxistas (se bem que houve lobby dos dois lados). O projeto, apresentado pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP) e que contou com o apoio de diversos partidos ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção do presidente Michel Temer ...


    Matéria completa: Justiça italiana, bem menos gentil que nossa Câmara expulsa o Uber do país

  10. #10
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    Uber’s C.E.O. Plays With Fire


    Uber headquarters in San Francisco. The company has grown fast, spreading to more than 70 countries



    Travis Kalanick’s drive to win in life has led to a pattern of risk-taking
    that has at times put his ride-hailing company on the brink of implosion.

    MIKE ISAAC
    APRIL 23, 2017

    Travis Kalanick, the chief executive of Uber, visited Apple’s headquarters in early 2015 to meet with Timothy D. Cook, who runs the iPhone maker. It was a session that Mr. Kalanick was dreading.

    For months, Mr. Kalanick had pulled a fast one on Apple by directing his employees to help camouflage the ride-hailing app from Apple’s engineers. The reason? So Apple would not find out that Uber had secretly been tracking iPhones even after its app had been deleted from the devices, violating Apple’s privacy guidelines.

    But Apple was on to the deception, and when Mr. Kalanick arrived at the midafternoon meeting sporting his favorite pair of bright red sneakers and hot-pink socks, Mr. Cook was prepared. “So, I’ve heard you’ve been breaking some of our rules,” Mr. Cook said in his calm, Southern tone. Stop the trickery, Mr. Cook then demanded, or Uber’s app would be kicked out of Apple’s App Store.

    For Mr. Kalanick, the moment was fraught with tension. If Uber’s app was yanked from the App Store, it would lose access to millions of iPhone customers — essentially destroying the ride-hailing company’s business. So Mr. Kalanick acceded.

    In a quest to build Uber into the world’s dominant ride-hailing entity, Mr. Kalanick has openly disregarded many rules and norms, backing down only when caught or cornered. He has flouted transportation and safety regulations, bucked against entrenched competitors and capitalized on legal loopholes and gray areas to gain a business advantage. In the process, Mr. Kalanick has helped create a new transportation industry, with Uber spreading to more than 70 countries and gaining a valuation of nearly $70 billion, and its business continues to grow.

    But the previously unreported encounter with Mr. Cook showed how Mr. Kalanick was also responsible for risk-taking that pushed Uber beyond the pale, sometimes to the very brink of implosion.

    Crossing that line was not a one-off for Mr. Kalanick. According to interviews with more than 50 current and former Uber employees, investors and others with whom the executive had personal relationships, Mr. Kalanick, 40, is driven to the point that he must win at whatever he puts his mind to and at whatever cost — a trait that has now plunged Uber into its most sustained set of crises since its founding in 2009.

    “Travis’s biggest strength is that he will run through a wall to accomplish his goals,” said Mark Cuban, the Dallas Mavericks owner and billionaire investor who has mentored Mr. Kalanick. “Travis’s biggest weakness is that he will run through a wall to accomplish his goals. That’s the best way to describe him.”

    A blindness to boundaries is not uncommon for Silicon Valley entrepreneurs. But in Mr. Kalanick, that led to a pattern of repeatedly going too far at Uber, including the duplicity with Apple, sabotaging competitors and allowing the company to use a secret tool called Greyball to trick some law enforcement agencies.

    That quality also extended to his personal life, where Mr. Kalanick mixes with celebrities like Jay Z and businessmen including President Trump’s chief economic adviser, Gary D. Cohn. But it has alienated some Uber executives, employees and advisers. Mr. Kalanick, with salt-and-pepper hair, a fast-paced walk and an iPhone practically embedded in his hand, is described by friends as more at ease with data and numbers (some consider him a math savant) than with people.

    Uber is grappling with the fallout. For the last few months, the company has been reeling from allegations of a machismo-fueled workplace where managers routinely overstepped verbally, physically and sometimes sexually with employees. Mr. Kalanick compounded that image by engaging in a shouting match with an Uber driver in February, an incident recorded by the driver and then leaked online. (Mr. Kalanick now has a private driver.)

    The damage has been extensive. Uber’s detractors have started a grass-roots campaign with the hashtag #deleteUber. Executives have streamed out. Some Uber investors have openly criticized the company.

    Mr. Kalanick’s leadership is at a precarious point. While Uber is financed by a who’s who of investors including Goldman Sachs and Saudi Arabia’s Public Investment Fund, Mr. Kalanick controls the majority of the company’s voting shares with a small handful of other close friends, and has stacked Uber’s board of directors with many who are invested in his success. Yet board members have concluded that he must change his management style, and are pressuring him to do so.

    He has publicly apologized for some of his behavior, and for the first time has said he needs management help. He is interviewing candidates for a chief operating officer, even as some employees question whether a new addition will make any difference. He has also been working with senior managers to reset some of the company’s stated values. Results of an internal investigation into Uber’s workplace culture are expected next month.

    Through an Uber spokesman, Mr. Kalanick declined an interview request. Apple declined to comment on the meeting with Mr. Cook. Many of the people interviewed for this article, who revealed previously unreported details of Mr. Kalanick’s life, asked to remain anonymous because they had signed nondisclosure agreements with Uber or feared damaging their relationship with the chief executive.

    Mr. Kalanick’s pattern for pushing limits is deeply ingrained. It began during his childhood in suburban Los Angeles, where he went from being bullied to being the aggressor, continued through his years taking risks at two technology start-ups there, and crystallized in his role at Uber.

    (continua)

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