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    JBS: do açougue aos bilhões

    Leopoldo Costa
    November 2011

    A história começou no início da década de 1950 quando o peão de boiadeiro José Batista Sobrinho Júnior, ou simplesmente o 'Zé Mineiro' e seu irmão Juvensor Batista, decidiram deixar Alfenas (MG) e mudar para Anápolis (GO) onde passaram a intermediar a venda de bois para os frigoríficos.

    Em 1953 abriram um açougue na Vila Fabril que chamaram de 'Casa de Carnes Mineira' e começaram a abater bois e vender a carne. Abatiam cinco bois por dia em situação bastante precária.

    Em 1957, quando começaram as obras de construção de Brasília, os Batista, aumentaram a quantidade de bois abatidos e passaram a fornecer carne para os refeitórios das empresas construtoras de Brasilia. No máximo abatiam 30 bois por dia e além dos dois que também trabalhavam no abate, tinham mais seis funcionários. A carne era transportada de Kombi.

    Como quase todos os goianos e os que chegavam a Goiás, Zé Mineiro deu nomes sonoros e interessantes aos filhos: Wesley e Joesley, que ainda crianças, começaram a trabalhar na empresa, fazendo as entregas das encomendas da clientela, ajudados por José, o mais novo, nascido no ano da inauguração de Brasília. Zé Mineiro teve seis filhos, três homens e três mulheres. Depois que Brasília foi inaugurada, resolveu aumentar o volume de carne para vender e arrendou em 1962 um matadouro em Luiziânia e passou a abater 50 cabeças por dia.

    Em 1968 foi adquirido um matadouro em Planaltina (DF) que chamava Frigorífico Planalto, passando a abater 200 cabeças por dia cuja carne era também vendida para os açougues na nova capital federal. A empresa passou a se chamar Friboi e a família melhorou um pouco de vida.

    Tornou-se na época quase que o exclusivo fornecedor de carne de Brasília. Brasília sempre foi uma cidade de grande poder aquisitivo, e este mercado quase cativo evitou que a crise que afetou o setor naquela década atingisse a empresa e por sua vez, aproveitando da situação econômica do segmento, no período de 1970 a 2000, adquiriu diversos abatedouros e fábricas de conservas de carne da Bordon (que era proprietário da Swift e Armour) e a capacidade de abate alcançou 5.800 cabeças por dia. As primeiras exportações de carne in natura aconteceram em 1997. Era um dos grandes fornecedores de carnes para os distribuidores e supermercados de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa cresceu.

    Em 2004, em sociedade com o Frigorifico Bertin, o Friboi formou a empresa BF Alimentos que adquiriu o antigo frigorífico Anglo de Barretos, que pertenceu ao Grupo Vestey e logo depois o Frigorífico Sola de Três Rios (RJ), podendo assim entrar no mercado de exportação de enlatados de carne. Mais tarde o Friboi comprou a participação do Bertin e tornou-se único proprietário, sendo a BF Alimentos extinta.

    Em 2005 o Friboi comprou a Swift da Argentina por 200 milhões de dólares, obtendo um inédito e suspeito financiamento do BNDES de 80 milhões de dólares. A Swift argentina era formada por 6 unidades industriais: Rosário, Venado Tuerto, São José, Pontevedra, Berazategui e Colonia Caroya, além de uma fábrica de latas, localizada em Zárate. Só em 2007 foi completado este processo de aquisição.

    No final de 2005 a empresa foi acusada numa suposta tentativa de cartelização dos preços do boi no Brasil Central para prejudicar os pecuaristas, em conjunto com os frigoríficos Bertin, Independência e Mataboi. Na ocasião, as denúncias levou a Câmara dos Deputados a propor uma CPI da Carne, que não foi adiante. O Ministério Público Federal de Cuiabá ficou de investigar a suposta manipulação de preços e o dono da empresa foi convocado a depor na Comissão de Agricultura da Câmara Federal a respeito. O caso foi arquivado.

    Em 2007, a empresa abriu seu capital social, mudou o nome para JBS, lançando em março uma oferta inicial de ações (IPO) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) onde levantou 1,6 bilhão de dólares e logo depois adquiriu a Swift nos Estados Unidos que tinha filial na Austrália. Pela Swift dos Estados Unidos pagou 1,4 bilhão de dólares, sendo 400 milhões de dólares à vista e 1 bilhão de dólares em dívidas que foram assumidas e renegociadas. Por trás desta compra esteve o governo federal e os fundos de pensão das empresas estatais (Petros, Funcef etc). O BNDESpar, o braço de participações em empresas do BNDES, apenas no segundo semestre de 2007 adquiriu 1,13 bilhão de reais em ações da empresa, dinheiro que ajudou nesta aquisição.

    Em 2008, a JBS adquiriu mais duas renomadas empresas dos Estados Unidos a Smithfield Foods e a National Beef Packing.

    Pela Smithfield Foods pagou 565 milhões de dólares, considerada a maior no abate de suínos e a quinta no abate de bovinos e que foi fundada em 1936 no estado de Virginia.

    Pela National Beef Packing, a quarta empresa no ranking nacional de abate de bovinos, pagou 560 milhões de dólares. Com estas aquisições consolidou a sua posição no mercado estadunidense, disputando 'pari passu' com a Tyson e a Cargill.

    Também, para consolidar a sua posição na Austrália adquiriu a Tasman por 150 milhões de dólares que tem seis unidades industriais: três em Victoria e três na Tasmânia.

    Em 2009, pelo montante de 800 milhões de dólares, adquiriu 64% do capital da empresa especializada na criação, abate e comercialização de carne de aves, a Pilgrim's Pride do Texas, que tinha também três unidades no México e uma em Porto Rico, inaugurando sua participação no mercado de carne de aves. Com essa compra, passou a ter 43 unidades industriais, 13 postos de confinamento e 31 centros de distribuição nos Estados Unidos.

    Neste mesmo ano foi efetuada a fusão com o Bertin, que só foi ratificada pelo governo federal em 2011, depois de acaloradas discussões.

    Na Austrália, através da subsidiária Swift Austrália, associou-se com a Vion Foods e adquiriu por 27 milhões de dólares a Tatiara Meat Co. localizada em Bordertown, Austrália do Sul, maior exportadora australiana de cordeiros resfriados. Com isso, na Austrália, ficou com 10 unidades industriais, cinco postos de confinamento e cinco centros de distribuição.

    A JBS ingressou no segmento de lácteos no final de 2009, por meio da fusão com o Bertin, detentor das marcas Leco, Vigor, Danúbio, Faixa Azul e outras. Em setembro de 2010 houve a incorporação de 100% da Vigor. A Vigor tem sete unidades industriais, três em São Paulo, duas em Minas Gerais, uma no Paraná e uma em Goiás. A Vigor é uma empresa tradicional. Foi fundada em 1918.

    Em 2011, na Itália, o JBS assumiu o controle total da Rigamonti Salumificio, uma das dez maiores produtoras de embutidos do pais, que tem três fábricas e fatura cerca de 130 milhões de euros por ano. Desde 2009 já detinha 70% da empresa por ter absorvido o Bertin. Vendeu 50% do que detinha da Inalca em sociedade com Cremonini por 304 milhões de dólares e este assumiu o controle total.

    A JBS hoje é a maior empresa do mundo na área de produtos de origem animal, dedicando-se a produzir e comercializar carne bovina in natura e processada, carne bovina industrializada, carne suína in natura e processada, carne de aves in natura e processada, carne ovina in natura e processada, produtos lácteos e derivados,couros, além de subprodutos bovinos, ovinos e suínos. Possui quase 200 mil funcionários que trabalham em 140 unidades industriais, 20 postos de confinamento, 52 centros de distribuição, centenas de escritórios comerciais e na administração.

    No Brasil tem mais de 30 marcas próprias bem conhecidas, como Swift, Bordon, Anglo, Friboi e Sola e outras tantas nos Estados Unidos, Argentina, Austrália e Itália.

    A receita anual do Grupo que é estimada em 40 bilhões de dólares é maior do que o PIB do Paraguai.

    Além dos produtos de origem animal o Grupo tem investimentos diversificados, como em vegetais processados, transportes, fabricação de latas, biodiesel, banco, celulose e materiais de limpeza e higiene como a Flora, adquirida em 1980, com instalação industrial em Luiziânia (GO), que produz detergentes e sabões da marca Minuano e sabonetes da marca Albany. Em 2011, a holding do Grupo adquiriu a divisão de higiene e limpeza do Bertin (que não fazia parte do frigorifico) por 350 milhões de reais e com isso ficou proprietária das marcas de sabonetes e produtos de beleza Ox, Francis, Neutrox e Phytoderm, que irão reforçar a presença do Grupo neste segmento.

    http://stravaganzastravaganza.blogsp...e-empresa.html

  2. #2
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    JBS: do açougue aos bilhões (versão 2017)




    A JBS nasceu em 1953 com a Casa de Carne Mineira, de José Batista Sobrinho, em Anápolis (GO). Em 1957, começa a fornecer carne para os canteiros de obra de Brasília. Nos anos 70, ocorre a compra do primeiro abatedouro, em Formosa (GO). Nesse ano surge a marca Friboi.

    José Batista Junior, Wesley M. Batista e Joesley M. Batista, filhos do fundador, assumem o comando da empresa nos anos 80. Com a compra de um abatedouro em Planaltina (DF), a capacidade de abate passa de 100 para 300 animais por dia. Em 1993, a Friboi adquire uma unidade em Anápolis (GO com capacidade de abate de 1.000 animais por dia e começa a exportar em pequena escala. Em 1996, passa a atender o Mercado Comum Europeu. Depois da compra da primeira unidade em São Paulo, em Andradina, entra no mercado americano.

    Em 2001, a JBS começa a exportar carne para a Rússia, aproveitando a queda na produção na Europa, por causa da doença da vaca louca. A compra de dois frigoríficos da Swift na Argentina, em 2005, marca o início da internacionalização da empresa. A União Democrática Ruralista questiona no MPF a concessão de R$ 80 milhões do BNDES para a JBS comprar o frigorífico argentino. Em 2007, a empresa abre capital, com venda de ações na Bolsa de Valores de São Paulo, e compra da Swift nos Estados Unidos e na Austrália, esta por US$ 1,4 bilhão. Com isso, a Friboi, que passa a se chamar JBS, se torna o maior frigorífico do mundo.

    Em 2007, a Friboi passou a fazer parte do Grupo JBS, foi a primeira empresa do setor frigorífico a abrir seu capital na Bolsa de Valores no Brasil e hoje é a maior multinacional brasileira na área de alimentos, dona de marcas conhecidas mundialmente, como Swift, Maturatta, Seara, Cabaña Las Lilas, Pilgrim’s, Gold Kist Farms, Pierce e 1855.

    Em 2008, a JBS compra a empresa americana Smithfield Beef, por US$ 565 milhões. No mesmo ano, adquire a australiana Tasman Group, por US$ 150 milhões. No ano seguinte, a empresa passa a ter o controle acionário da Pilgrim’s, segunda maior produtora de frango dos EUA. Com a fusão, com a Bertin S/A, acapacidade de abate alcança 90,4 mil cabeças de gado por dia. O grupo, que já era o maior produtor de carne bovina do mundo, passou a ser o maior em processamento de proteína animal

    A holding J&F Investimentos é criada em 2012, que, além da JBS, tem empreendimentos em áreas como papel e celulose, biodiesel e fabricação de sabão. No ano seguinte, compra a Seara, ampliando a participação no setor de aves e suínos. Em 2015, adquire Primo Samllgoods, na Austrália, Moy Park, na Europa - só neste negócio foi investido US$ 1,5 bilhão -, e a operação de suínos da Cargill nos Estados Unidos.

    A empresa é alvo da Operação Greenfield, em 2016, que apura irregularidades nos investimentos de fundos de pensão na Eldorado Celulose, pertencente à J&F. Os irmãos Wesley e Joesley Batista firmam acordo com o MPF que inclui o depósito de R$ 1,5 bilhão em juízo. Em 2017, a JBS foi envolvida na Operação Carne Fraca. A J&F, controladora da JBS, Eldorado, Alpargatas, Vigor, Banco Original, Oklahoma e Canal Rural, é alvo da Operação Bullish, que investiga irregularidades no repasse de R$ 8,1 bilhões do BNDES à JBS.

    A JBS é a líder mundial em processamento de carnes bovina, ovina e de aves, além de ter uma forte participação na produção de carne suína. Com mais de 200 mil empregados ao redor do mundo, a companhia possui 340 unidades de produção e atua nas áreas de alimentos, couro, biodiesel, colágeno, embalagens metálicas e produtos de limpeza.


    http://fotos.estadao.com.br/galerias...a-da-jbs,32031

  3. #3
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    R$ 18 bilhões em dívidas de curto prazo

    Alexa Salomão e Josette Goulart
    27 Maio 2017

    Desde que a delação dos irmãos Batista veio a público, os analistas de mercado financeiro se calaram. A justificativa é que os indicadores da JBS teriam “virado pó”. Não é apenas o futuro da empresa que é considerado incerto. Pelo que foi narrado pelos próprios controladores, o passado tornou-se nebuloso, dado que ainda não é possível definir se os esquemas de corrupção distorceram os resultados anteriores. Mas há um dado concreto para todos: a JBS tem um buraco de R$ 8 bilhões para cobrir neste ano.

    Vencem, agora em 2017, R$ 18 bilhões em dívidas de curto prazo – quase um terço da dívida de R$ 58,4 bilhões do grupo, um montante considerado bastante elevado. A empresa tem a opção de usar o caixa, abastecido por R$ 10 bilhões, mas precisa correr contra o tempo para conseguir o restante. Mergulhada em seus próprios relatos de ilegalidades, prestando contas a órgãos reguladores no Brasil e nos Estados Unidos, negociando multas bilionárias e sofrendo pressão dos políticos que denunciou, dificilmente terá socorro de bancos, públicos ou privados, ou credibilidade para captar no mercado. Terá de recorrer a medidas emergenciais, afirmam analistas.

    Estratégia. Ciente do tamanho da encrenca, antes mesmo de a delação vir a público, a JBS montou uma estratégia para se resguardar. Parou de comprar bois à vista. A mudança desagradou aos pecuaristas, mas o pagamento a prazo para a gigantesca estrutura de abate da JBS segura no caixa R$ 1 bilhão por mês, aliviando a necessidade de capital de giro. O próximo passo, projetam consultores do setor, é o grupo começar a encolher. “A expectativa é que a JBS venda ativos, abrindo mão, num primeiro momento, de negócios que não são ligados à carne”, diz José Carlos Hausknecht, sócio da MB Agro Consultoria.

    Na semana passada, a J&F, holding que controla a JBS e outras empresas da família, começou a buscar bancos para vender a Alpargatas, do setor de calçados e têxteis; a Eldorado, fabricante de celulose; e a Vigor, empresa de lácteos. A Eldorado é considerada o negócio mais atraente e viável. “Os chineses, que têm dinheiro, não temem adquirir ativos com risco de esqueletos e estão com demanda crescente em seu próprio território, teriam enorme interesse em pagar um preço justo pela Eldorado”, diz uma fonte do setor financeiro.

    Venda. Os analistas do JP Morgan, entre os poucos que se arriscaram a divulgar relatórios sobre a empresa, defendem outra ideia: a redução de compra de boi e da criação de aves e suínos. Acreditam que a empresa vá encolher e perder até 30% do mercado de carnes no Mercosul. No Brasil, toda estrutura tem 80 unidades de produção, 47 centros de distribuição, fora as 24 unidades de processamento de couro e três confinamentos.

    Em um e-mail enviado a clientes, os analistas do BTG Pactual também apontam preocupação com os R$ 8 bilhões a descoberto. Eles entendem, no entanto, que, como as linhas de curto prazo são formadas basicamente por crédito à exportação, lastreadas na produção, a dívida pode ser paga mais facilmente.

    No mercado financeiro, a projeção é que as ações da empresa na Bolsa paulista sigam com instabilidade. O papel, que chegou a R$ 12,46 em setembro de 2016, fez um mergulho na terça-feira pós-delação. Caiu assustadores 31%, para R$ 5,98. Depois, engatou movimentos de alta. No balanço da semana, a queda foi de 11,48% – o papel fechou a R$ 7,71 na sexta-feira.

    “Investidores com perspectiva de longo prazo já estão fora do papel, ele agora é especulativo”, diz Eduardo Roche, sócio da Canepa Gestora de Recursos. O movimento de alta da ação ao longo da semana, segundo relatos do mercado, teve duas razões. A primeira foi ficar claro que as multas e punições financeiras não vão recair exclusivamente sobre a JBS. A holding J&F assumiu a responsabilidade. O movimento também teria sido impulsionado pela ação de “gringos” com apetite ao risco. “Sinceramente, não sei o que eles estão vendo – ou não estão vendo”, diz Roche.

    Existe ainda o temor em relação a eventuais revisões dos balanços. A delação revela, por exemplo, que a empresa chegou a depositar de 1% a 3% do valor das exportações em offshores para pagar propinas. Surgem as dúvidas: Qual valor foi registrado? Foi inflado? Ajustaram ao desconto da propina? Também incomoda a revelação do pagamento de propina para liberação de recursos no BNDES. O dinheiro pode ser lícito, mas a forma como foi obtido envolveu corrupção. Ninguém consegue dimensionar as consequências.

    Novos cortes. Os analistas do banco JP Morgan acreditam que a JBS, dona da marca Friboi, vai perder 30% do mercado de carne no Mercosul e a receita da Seara, empresa do grupo que atua no mercado de aves, deve cair 15%. Nesse cenário, o frigorífico Minerva é o que está mais preparado em termos de caixa para abocanhar a parte do mercado que será deixada para trás pelo JBS, que agora precisa resolver sua situação financeira.

    A atividade dos frigoríficos é intensiva de capital e sua liquidez chega a ser mais importante do que até mesmo o tamanho da dívida da companhia. Segundo o JP Morgan, certamente a atividade de carne será a mais afetada. O JBS não tem uma atuação tão forte no ramo de aves. Isso significa que a BRF, que é a maior do País no setor, também vai se beneficiar, mas não tanto quanto a Minerva.

    http://economia.estadao.com.br/notic...as,70001816232


    Wesley vai a bancos, pede para dívidas serem roladas e anuncia venda de ativos

    Lauro Jardim
    28/05/2017

    Enquanto o irmão mais novo flanava pelos EUA, Wesley Batista (foto) rodava os bancos brasileiros na semana passada. Garantiu que o grupo não está insolúvel. Comunicou oficialmente que vai vender ativos.

    E pediu para rolar as dívidas de curto prazo de suas empresas.

    Nestas conversas, Wesley confirmou que está botando à venda a Alpargatas, a Eldorado Celulose e a Vigor — para esta, aliás, já mandatou Bradesco e Santander a fim de arranjar compradores.

    A J&F vai passar para frente também o Canal Rural.

    http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-...de-ativos.html

  4. #4
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    Jabuticabas institucionais

    Vera Magalhães
    28 Maio 2017

    ...

    Por fim, no Brasil das jabuticabas institucionais, tem-se evidências de sobra de que o Ministério Público Federal foi, no mínimo, condescendente ao oferecer um acordo de delação premiada nunca antes visto aos irmãos Batista e demais colaboradores da JBS. Nada, nem a tal ação controlada, justifica a benevolência.

    Ademais, o fato de um dos braços-direitos de Rodrigo Janot, que até outro dia estava à frente da condução das delações da Lava Jato, atuar no escritório de advocacia que negocia a leniência do grupo é outra dessas aberrações que só ocorrem no Brasil. Que não venham os representantes da banca e os antigos colegas de Marcelo Miller dizer que ele não atuou na delação. Só essa nítida incompatibilidade já seria razão para anular o acordo em um País sério.

    ...

    http://politica.estadao.com.br/notic...is,70001816363

  5. #5
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    Gestão Frog



    JBS: do açougue aos bilhões (versão revista e ampliada - FSP 2017)


    FABIO VICTOR
    28/05/2017

    Bem antes de incendiarem o país acusando políticos de cúmplices em seus esquemas de corrupção, os irmãos Joesley e Wesley Batista alardeavam que a JBS tinha como diferencial corporativo o sistema de gestão Frog –contração da expressão em inglês "from Goiás".

    Exibiam orgulho de suas origens, mas com um verniz gringo sob medida para a internacionalização da empresa. Também chamado de "jeitão JBS", o modelo, em suma, abolia símbolos clássicos do universo executivo, como gravatas, e valorizava o trabalho árduo e a experiência prática em detrimento da acadêmica.

    Com a delação premiada feita pelos irmãos, o jeitão voltou à tona, escancarado em gravações e depoimentos que revelam modos e falares rústicos. Alvejados, os políticos passaram, não sem preconceito, a desqualificar os delatores por sua caipirice e falta de polidez -o presidente Michel Temer definiu Joesley e o ex-executivo da JBS Ricardo Saud como "figuras pífias" e "de pouca formação".

    Nas cidades onde nasceu a empresa e se formou o tal sistema Frog, parentes e amigos estão assombrados e desconfiados com as notícias. Fazem uma defesa enfática da honestidade e capacidade de trabalho da família.

    Há também entre os conterrâneos, especialmente entre aqueles que não conheceram os Batistas, quem engrosse o coro nacional de críticas à desfaçatez dos irmãos e às condições negociadas para a delação, sem prisão nem tornozeleira e com autorização para viagens.

    Começa em Anápolis a história do Império JBS. A sigla reúne as iniciais do seu fundador, José Batista Sobrinho, mineiro cuja família mudou-se nos anos 1940 para a cidade, a 55 km de Goiânia e hoje com 370 mil habitantes. Ali, seu Zé Mineiro, como ficaria conhecido, abriu em 1953 seu primeiro açougue, a Casa de Carnes Mineira.

    Em Anápolis nasceu o primogênito de seus seis filhos com Flora Mendonça, José Batista Júnior, que mais tarde viria a ser conhecido como Júnior Friboi. As filhas mulheres se chamam Valére, Vanessa e Vivianne.

    Atraído por isenções fiscais dadas por Juscelino Kubitschek aos pioneiros de Brasília, em 1957 Zé Mineiro passou a vender carne nos canteiros de obras da futura capital. "Não tinha condição de montar abatedouro, então eu abatia [o gado] no cerrado, no mato", contou o fundador numa entrevista em 2012. Hoje ele tem 84 anos e, como a maioria dos filhos, vive em São Paulo -ou vivia, até a delação da JBS levar os Batistas a fecharem-se em copas.

    Em 1969, a família mudou-se para outra cidade goiana, Formosa, onde nasceram Wesley (1971) e Joesley (1972) e onde em 1970 montou seu primeiro frigorífico, que viria a se chamar Friboi.

    Em Formosa, município de 115 mil habitantes a 75 km de Brasília que hoje acolhe a soja, ainda vivem vários Batistas –tias, primos e primas de Wesley e Joesley– e amigos da família. Lá, portanto, é possível encontrar chaves para se entender a ascensão do império JBS.

    Um dos raros parentes que se dispuseram a dar entrevista foi o dentista Wilson Marques, primo em primeiro grau de Wesley e Joesley (a mãe dele é irmã de Zé Mineiro).

    "O que temos para falar é que é um povo honesto e trabalhador, que mal dorme de tanto trabalhar, e que está nessa situação", afirmou Wilson, vestido de branco na recepção de seu consultório no centro de Formosa.

    "Só fizeram trabalhar, trabalhar e trabalhar, não são como essa cambada de vagabundos", disse, apontando para a TV, que transmitia as manifestações contra Temer na última quarta (24) em Brasília.

    "Se dependesse de mim, não tinha nenhuma bala de borracha, só bala de verdade", acrescentou o dentista, que também é pecuarista.

    Wilson contou ter convivido mais com o primogênito dos Batistas que com os outros irmãos. "Não tem quem goste mais do Júnior do que eu. O cara é 'pedra 90'. É bom, direito e justo." O tio Zé Mineiro, que volta à cidade para aniversários ou enterros de parentes, "deve ser o cara mais indignado com isso tudo".

    E Joesley e Wesley? "Com esses eu não convivi muito."

    O jeito seco de tratar os dois primos não impede Wilson de defender a atitude deles. "Para fazer o que fizeram, devem ter sofrido pressão muito forte, só não sei de quem. Tinham de deixá-los trabalhar, ganhar dinheiro e botar o país para a frente."

    É uma postura semelhante à do comerciante João Neto, 58, que conviveu com os Batistas e constrói um pequeno posto de gasolina num prédio vizinho ao primeiro escritório da Friboi em Formosa, por sua vez colado à primeira casa da família na cidade.

    "[Com a delação,] eles fizeram um bem para a sociedade. Quem sabia que Aécio e Temer eram propineiros? O gesto deles mostrou que estamos sendo enganados pela classe política. E fizeram aquilo porque já estavam cansados de dar propina", disse.

    "Pergunte na cidade se seu Zé Mineiro já deixou de pagar algum gado, se já deu tombo em alguém. Em ninguém."

    João descreve a infância dos irmãos Batista como dura. "Não tiveram regalia de criança, jogar bola, tomar banho de poço –só trabalhavam."

    Nenhum filho concluiu o 2º grau (hoje ensino médio).

    Funcionário da Friboi por 25 anos, de 1971 a 1996, Vigilato Francisco Neto, 63, começou na empresa como office boy e chegou a gerente. Tornou-se amigo da família.

    Hoje dono de um açougue de Formosa, ele enriquece a narrativa sobre a formação dos filhos de Zé Mineiro. "Com 13 anos, Júnior já comprava gado em Arinos (MG) e levava em comitiva até Posse [Goiás, onde os Batistas até hoje têm fazenda]. Com 14, já dirigia caminhão gaiola."

    E distingue os talentos dos três irmãos: "Júnior é o comerciante; Wesley, o do frigorífico, da parte industrial; Joesley, o da parte econômica -é um crânio nas finanças".

    Júnior presidiu a Friboi até 2005 e a tornou a maior empresa frigorífica do país. Saiu para tocar seus próprios negócios. Em 2014, com o apoio de Temer, tentou ser candidato ao governo de Goiás pelo PMDB, mas desistiu da disputa após ser atropelado pelo cacique local Iris Rezende. Júnior apoiaria Marconi Perillo (PSDB), que acabou reeleito.

    O Ministério Público goiano investiga a responsabilidade de Perillo no perdão de uma dívida da JBS com o governo do Estado, de pelo menos R$ 1,3 bilhão em ICMS. O governo de Goiás afirma que o programa de regularização de débitos tributários é benéfico para o Estado e teve a adesão de outras 968 empresa além da JBS.

    Em 2007, já tocada por Wesley e Joesley, a Friboi mudou o nome para JBS. Sob o comando dos dois irmãos, o grupo passou a receber os bilhões do BNDES –via empréstimos e participação acionária– que lhe permitiram comprar empresas aqui e alhures e se tornar o maior produtor de carne do mundo.

    O ex-funcionário Vigilato guiou a reportagem nas ruínas do primeiro frigorífico da Friboi, vendido pelos Batistas nos anos 80 e desativado pouco antes dos 90.

    "Seu Zé é fantástico como patrão, como pai, como amigo. E todos os filhos puxaram a ele", diz o ex-funcionário. E a corrupção de que participaram? "Normal. Porque no Brasil só funciona assim. Existe outra forma de você crescer no Brasil?", questiona.

    Tal boa vontade com os Batistas não se vê em Anápolis, berço da JBS, cidade industrial cuja feiura urbana só parece ser quebrada por um agradável parque, o Ipiranga. Dos poucos parentes que restam, os que toparam falar pediram anonimato e reclamaram de como Joesley e Wesley mancharam o nome dos pais.

    Dono de uma fábrica de ração localizada num antigo abatedouro utilizado por Zé Mineiro, Marcelo Macedo Tavares conta que os Batistas sempre foram cumpridores de acordos, "mas sempre tinham um esquema para manter o monopólio". Tavares comprava osso para fazer ração. "Eles [os Batistas] vinham de Brasília me entregar osso aqui [em Anápolis], para não permitir que eu fosse lá, onde os concorrentes queriam dar de graça [para atrair novos clientes]. Os concorrentes queriam ver o capeta, mas não queriam vê-los."

    Numa reunião no sindicato rural da cidade –formada às pressas a pedido da reportagem–, criadores de gado da velha guarda desfiaram memórias da família.

    Para Zé Mineiro (e para o irmão dele Juverson, peça-chave no êxito do negócio da carne), todos tinham palavras e lembranças boas.

    "Zé Mineiro e Juverson andavam grudados feito cano de garrucha. Eram gente bruta de boa. Cabeceira", recorda o pecuarista Íris Rosa Silva, 71.

    Com os irmãos-delatores o tom foi outro. "Esse meninos deram conta de acabar com a imagem que o pai deles levou anos para construir", comentou Pedro Olímpio Neto, presidente da entidade.

    A má reputação da JBS na cidade se deve em parte ao fechamento, em 2014, de um frigorífico de grande porte da empresa, com capacidade de abater mil bois por dia.

    Próximo ao prédio fechado, no bairro pobre de Vila Fabril, periferia de Anápolis, um terreno da empresa abriga um campo de futebol que, segundo os moradores, era a única diversão da região até a JBS impedir o acesso. Está fechado e coberto pelo mato.

    "Pegaram bilhões aqui para fazer o que fizeram, para montar empresas lá [no exterior] e fechar aqui. E ainda fecharam o campinho, único brinquedo do bairro", queixou-se José Ramos, 78, que por 43 anos foi magarefe (profissional que mata e esfola o boi) no frigorífico -começou bem antes de os Batistas o comprarem. "Foram os piores patrões que tive."

    Na portaria do frigorífico fechado, os seguranças deram o telefone do gerente da JBS responsável pelo local, identificado como Leonardo. Procurado, ele disse que só cuidava da estrutura física do edifício e desligou o telefone na cara do repórter.

    (continua)

  6. #6
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    No berço da JBS e de Cachoeira, Meirelles é 'orgulho'

    Enquanto os irmãos Joesley e Wesley são personas non gratas na terra onde o pai deles criou o que viria a ser o império JBS, outro filho ilustre de Anápolis –o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles– é tido por locais como a personalidade que pode melhorar a reputação da cidade.

    "Já temos [o contraventor Carlinhos] Cachoeira [nascido na cidade] e os Batistas. O Meirelles é o único orgulho que nos restou", disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, Anastacios Apolos Dagios.

    "Nossa esperança toda é que venha uma eleição e o escolhido seja o Meirelles", afirmou o presidente do Sindicato Rural de Anápolis, Pedro Olímpio Neto. "Meirelles é nosso orgulho e nossa esperança", acrescentou o pecuarista Emival Duarte.

    O nome do ministro chegou a ser citado como um dos cotados para suceder Temer em caso da queda do presidente e escolha do substituto em eleição indireta –mas a hipótese é pouco provável.

    Um dos motivos é o fato de Meirelles ter ocupado posições de destaque no Grupo J&F, holding que controla a JBS, durante quatro anos, de 2012 a 2016. O ministro diz que suas funções eram consultivas e que não participou da gestão nem tinha acesso aos dados internos da empresa. E afirma que os laços regionais nada tiveram a ver com a aproximação, pois só conheceu os Batistas em 2012, num almoço a convite deles na sede da empresa em São Paulo.

    Nascido em Anápolis em 1945, Meirelles foi ainda bebê para Goiânia, onde morou até os 18 anos, quando mudou-se para São Paulo. Um dos vínculos que mantinha com a cidade natal era uma chácara no bairro de Vila Santa Rita comprada em 2002 a uma tia, viúva de Jonas Duarte (1908-1993) –que foi prefeito de Anápolis e governador interino de Goiás. Meirelles vendeu a área, de 5.600 m² (5,6 campos de futebol), em 2015, por R$ 6 milhões. No local deverá ser erguido um condomínio.

    Numa casa simples ao lado da chácara vive a professora aposentada Margarida Maria Duarte, a Maggy, filha dos primeiros donos da chácara e prima em primeiro grau de Meirelles. "Quando derrubarem tudo vai ser muito triste, tem uma mata de mogno, tem pé de jaca, manga, banana. Quando acontecer, quero ir embora, não quero ouvir a motosserra."

    Questionada sobre a chance de o primo vir a ser presidente, disse: "Sei não, aí depende dele. Porque me disseram que ele está enrolado com essa JBS, né?".

    Empresários de Anápolis comentam à boca miúda que Meirelles teria participação na empresa local Masut, uma transportadora de combustíveis de propriedade de uma prima dele e do marido, que teve faturamento de cerca de R$ 1,2 bilhão em 2016. O ministro nega ter participação ou qualquer vínculo com a empresa, mesma informação dada pelos donos.

    (continua)

  7. #7
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    As marcas e marcos da J&F Investimentos







    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2...-batista.shtml

  8. #8
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    Investimos no negócio, não no Joesley, diz ex-executivo do BNDES

    MARIANA CARNEIRO
    RENATA AGOSTINI
    28/05/2017

    O ano era 2005, e a família do empresário Joesley Batista pretendia elevar a empresa, então apenas Friboi, à categoria de multinacional. Bateu às portas do BNDES atrás de sociedade. Nada feito.

    "Antes de comprar a Swift na Argentina, eles foram falar comigo. Eu disse: 'Amigo, esquece. Não tem a menor condição. Volta'."

    José Cláudio Rego Aranha, 69, foi superintendente do departamento de mercado de capitais do BNDES, onde trabalhou por 27 anos. Ele conta que os balanços do frigorífico não eram bons, "sem falar no financeiro".

    A opção apresentada à empresa, parte do setor alçado ao status de estratégico no governo Luiz Inácio Lula da Silva, foi o financiamento.

    Dois anos depois, após uma segunda tentativa frustrada de sociedade, a já JBS conseguiu o primeiro investimento direto do banco, de R$ 1,1 bilhão. O dinheiro foi usado para comprar a americana Swift. O caso está sob investigação no Tribunal de Contas da União, que apura se houve dano ao setor público.

    Aranha conta que a demanda da família Batista gerou receio nos técnicos do banco, que optaram por fazer uma avaliação interna rigorosa antes de liberar a verba.

    Dez anos após a operação, a primeira grande com a JBS e que catapultou a empresa à liderança do mercado global de carnes, ele afirma que foi um bom negócio. A Swift passou do negativo a um fluxo de caixa recorde antes de um ano após a compra.

    "As pessoas acham que somos idiotas, fechamos os olhos e botamos dinheiro no Joesley. Não botamos dinheiro no Joesley, botamos no negócio. O que importa é que a empresa sobreviva e tenha bons resultados. Se a família A,B,C vai ficar ou não, não é meu problema. O negócio é que tem que ser bom."

    Aranha descreve longas etapas de checagem até a liberação de recursos no banco e diz acreditar que não é passível de corrupção.

    Logo após a operação, ele foi indicado pelo BNDES representante do banco no conselho de administração da JBS. O BNDES se tornara sócio da empresa, com 13% dela. A Polícia Federal investiga se, em troca, Aranha não atuou em favor do frigorífico.

    A acusação esbarra no argumento do ex-executivo: "Os conselheiros do BNDES são empregados do banco e na primeira reunião de administração abrem mão da remuneração do conselho".

    A burocracia, diz ele, blinda o corpo técnico e, consequentemente, o BNDES. As regras do banco estatal determinam que um pedido de empréstimo ou de investimento passe por ao menos 50 pessoas até ser aprovado.

    "Se alguém disser que garante que o dinheiro vai sair, pode mandar prender. Não há autonomia. Por causa dos comitês, em que as decisões são dos colegiados, em que tudo que você falou pode ser trocado [não é possível garantir]", diz. "Você não consegue com um cara. Nem se o presidente do banco fizesse."

    Joesley disse, em sua delação, que pagou propina ao ex-ministro Guido Mantega para acelerar liberações do banco. Não apontou, porém, como funcionaria a engrenagem. Mantega nega a acusação, o BNDES, também.

    Aranha diz que a operação com a Swift foi fechada em "40, 45 dias", o que, segundo ele, não destoa de um prazo para casos semelhantes.

    Quando a segunda grande operação da JBS no BNDES foi aprovada, em 2008, ele diz que já havia se aposentado.

    O ex-executivo, que evita falar de política, diz que nunca recebeu pressão. Ele responde judicialmente às acusações. Sobre a possível retirada do banco estatal da empresa hoje, ele sugere cautela.

    "Agora não, vai realizar prejuízo. Não acredito que [a JBS] quebre (...) Na pior das hipóteses, trocam-se os executivos e a empresa volta a funcionar."

    O CAMINHO DO DINHEIRO - Os trâmites dentro do BNDES do pedido à liberação dos recursos

    Empréstimos e investimentos concedidos pelo BNDES ao frigorífico JBS

    2005
    BNDES empresta US$ 80 milhões (R$ 187 milhões a preços da época) para a então Friboi comprar a Swift na Argentina. O valor representou 40% da operação, avaliada em US$ 200 milhões. Foi o primeiro empréstimo da linha destinada à internacionalização de empresas brasileiras

    2007
    Já com o nome de JBS, frigorífico obtém R$ 1,1 bilhão do banco, que vira sócio da empresa. Dinheiro é usado por frigorífico para comprar a americana Swift e representou 60% da operação (R$ 1,85 bilhão)

    2008
    BNDES injeta R$ 997 milhões no fundo Prot (formado também pelos fundos de pensão Petros e Funcef), que patrocina tentativa de compra das americanas National Beef e Smithfield. Operação de US$ 1,5 bilhão é invalidada por autoridade de defesa da concorrência dos EUA. Com os recursos, JBS compra australiana Tasman

    2009
    JBS toma empréstimo de US$ 2 bilhões (R$ 3,5 bilhões) e compra a americana Pilgrim's e o brasileiro Bertin. Em troca, firma compromisso de entre- gar ações da JBS EUA, com a abertura de capital no mercado americano. A operação financeira não se concretiza

    Segundo a assessoria do BNDES, os aportes somaram R$ 8,1 bilhões, e, desde então, R$ 2,2 bilhões foram desinvestidos. Outros R$ 3,793 bilhões foram injetados por meio de empréstimos, praticamente todos pagos, segundo o banco

    *Operações sob investigação no TCU. A operação da PF Bullish investiga os aportes em 2008 e 2009

    Fonte: BNDES

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado...do-bndes.shtml

  9. #9
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    Composição acionaria JBS






  10. #10
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    JBS ADQUIRE PLUMROSE USA

    Investimento amplia estrutura da companhia nos Estados Unidos com a aquisição de cinco plantas de processamento e dois centros de distribuição.

    São Paulo, 13 de março de 2017 – A JBS anunciou hoje (13) a aquisição da Plumrose USA, empresa de marcas de produtos processados, de alto valor agregado e reconhecida no mercado norte-americano pela produção de alimentos como bacon, presunto, carnes e frios fatiados, que atendem tanto ao varejo como o food service.

    A Plumrose é uma fabricante com mais de 80 anos de experiência na produção de alimentos à base de carne nos Estados Unidos, respeitada por sua qualidade, serviço e produtos superiores. A receita líquida anual da Plumrose é de aproximadamente US$ 500 milhões e o valor da aquisição foi de US$ 230 milhões.

    A aquisição está 100% alinhada à estratégia de fortalecimento da JBS como uma empresa global de alimentos, ampliando a diversificação do portfólio de produtos, a oferta de marcas, assim como a sua base de clientes e de distribuição geográfica nos Estados Unidos. O investimento inclui a aquisição de cinco plantas de processamento (Elkhart, Indiana; Booneville, Mississippi; Swanton, Vermont e duas em Council Bluffs, Iowa) e dois centros de distribuição (Tupelo, Mississippi e South Bend, Indiana).

    A operação foi aprovada pelos Conselhos de Administração da Danish Crown – controladora da Plumrose – e da JBS. A conclusão da aquisição está sujeita à revisão e aprovação das autoridades regulatórias, incluindo o Departamento de Justiça dos EUA.

    Sobre a JBS

    A JBS é uma das líderes globais da indústria de alimentos e conta com cerca de 235 mil colaboradores em mais de 20 países. A companhia possui um portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação como Doriana, Friboi, Moy Park, Pilgrim’sPride, Primo, Seara, Swift, entre outras, que atendem 300 mil clientes de mais de 150 nacionalidades em todo o mundo.

    http://jbs.com.br/imprensa/release/j...alor-agregado/
    Dá o que pensar, não?

    As contas não fecham. Não me parece que tenham alcançado tamanho sucesso global à base de mamatas do BNDES e vantagens petralhas. Você lê que em 10 anos o faturamento (de quem?) aumentou 3400% mas esquecem da divida que ainda resta de US$ 20 bilhões (de quem e onde?) dos investimentos realizados para obter esse crescimento. Conta a lenda que o governo do PT despejou R$ 500 bilhões no BNDES. Quanto o malvado da vez abocanhou? Segundo a imprensa, os empréstimos já foram pagos e o investimento da BNDESpar deu lucro. Desses R$ 500 bilhões, alguém conhece outra empresa tomadora de empréstimos subsidiados tão bem sucedida?


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