Resultados 1 a 5 de 5
  1. #1
    WHT-BR Top Member
    Data de Ingresso
    Dec 2010
    Posts
    18,556

    Bradesco lança o banco digital Next

    Fernando Scheller
    05 Junho 2017

    Após dois anos em gestação na Cidade de Deus – conjunto de edifícios que abriga a sede do Bradesco, em Osasco –, o projeto Next, um novo banco 100% digital, chegará ao mercado hoje, ao lançar seu aplicativo na AppStore e Google Play. O projeto é o mais recente movimento do banco em um cenário agitado para o setor, marcado pela chegada de várias fintechs – startups da área financeira – e pela expansão das corretoras independentes, culminando na aquisição de 49,9% da XP pelo Itaú, em um negócio de R$ 5,7 bilhões, no mês passado.

    Em seu projeto, o Bradesco tentou garantir que a cultura do Next não fosse “contaminada” pelos vícios de um grande banco, ao criar uma estrutura independente para o novo negócio. O vice-presidente executivo da instituição, Maurício Minas, diz que os 100 funcionários do Next – que funciona num andar de um dos edifícios da sede do Bradesco – têm um perfil diferente do geralmente encontrado em instituições financeiras.

    Para colocar o projeto em pé, o Next muniu-se de uma equipe multidisciplinar que incluiu antropólogos, cientistas sociais e matemáticos. “Era importante que entendêssemos o comportamento das pessoas e pudéssemos gerar a inteligência para estabelecermos um diálogo com o público jovem e conectado”, explica Minas. “O banco foi criado do zero, em dois anos.”

    Como o time do Next é relativamente pequeno, o banco digital usará a estrutura de apoio do Bradesco – pequenos times foram formados na instituição para dar suporte ao Next. Embora tenha operação independente e uma linha de comunicação própria com seus clientes, o banco digital vai ofertar produtos financeiros do Bradesco.

    A instituição não revela o quanto investiu especificamente no Next, mas o Estado apurou que foram cerca de R$ 120 milhões. O vice-presidente da instituição lembra, porém, que o projeto foi viabilizado graças a investimentos feitos no Bradesco, entre eles um aporte de US$ 1 bilhão no setor de tecnologia.

    Estilo. Para fazer frente a startups financeiras que já viraram referência, como a NuBank, especializada em cartão de crédito, o Next aposta em um leque completo de serviços bancários oferecidos sem necessidade de o cliente comparecer a uma agência ou assinar qualquer documento.

    O Next também incentivará o cliente a definir metas financeiras que pretende cumprir, como a aquisição de um determinado bem. O acompanhamento desses objetivos se dará por meio de uma ferramenta que fará a gestão automática dos gastos do usuário, de forma semelhante ao app Guia Bolso.

    Apesar de ser um banco, o Next tentará se inserir na vida do cliente em outros momentos – assim, espera se tornar essencial ao cliente. A oferta de descontos é focada no público mais jovem, com parcerias já firmadas com Uber, iFood e Cinemark. Para ter acesso às vantagens, o usuário terá de acessar essas plataformas pelo Next.

    Desafios. O diretor de inovação da Accenture, Guilherme Horn, afirmou que foi acertada a decisão do Bradesco de criar uma estrutura independente para tocar o projeto Next – desta forma, evitou-se a criação de uma “filial” da instituição.

    Ao se apresentar como um banco completo, no entanto, o Next concorrerá tanto com serviços financeiros especializados – como corretoras e fintechs – quanto com líderes de mercado, incluindo o próprio Bradesco. “O Next cria um produto novo que pode canibalizar o Bradesco. E é assim que deve ser: se toda a empresa tiver medo de fazer isso, a inovação não vai acontecer nunca”, diz Pedro Waengertner, presidente da aceleradora de startups Ace.

    É no dia a dia da operação, no entanto, que o Next poderá ganhar ou perder o jogo. Uma fonte do setor financeiro, que pediu anonimato, afirma que estabelecer a relação próxima que startups como o NuBank têm com os consumidores é difícil.

    Na opinião de Waengertner, resta saber se a execução do dia a dia do Next vai refletir, no fim das contas, o estilo matricial dos grandes bancos ou o pensamento “fora da caixa” típico das startups de sucesso.

    http://economia.estadao.com.br/notic...xt,70001826186

  2. #2
    WHT-BR Top Member
    Data de Ingresso
    Dec 2010
    Posts
    18,556

    Modelo Amazon

    Fernando Scheller
    05 Junho 2017

    Segundo o vice-presidente executivo do Bradesco, Maurício Minas, uma das inspirações para o Next foi a megavarejista online Amazon, que se tornou onipresente no mercado americano ao vender todo o tipo de produto não só a partir de seu site, mas também por meio de seu sistema de gestão doméstica, o Echo.

    Pensando em ir além das transações bancárias, o Next vai agregar uma série de serviços que poderão ser acessados, com desconto, a partir de seu app – tudo para que o cliente passe mais tempo dentro da plataforma. “A medida do sucesso, no mundo da tecnologia móvel, é estarmos na primeira tela do celular das pessoas. É esse o objetivo”, explica Minas.

    A agência de publicidade americana R/GA, que criou o aplicativo de corridas da Nike ficou responsável pela parte visual do Next. Já a integração de diferentes plataformas à espinha dorsal do banco ficou a cargo da Capco, também dos Estados Unidos.

    A Capco atende a pesos pesados como Morgan Stanley, HBSC e UBS. “O Bradesco entendeu que não era suficiente só adicionar elementos digitais para fazer o Next”, diz Guido Tamborini, sócio-diretor da Capco. “Os bancos sempre tiveram ecossistemas tecnológicos fechados. E o Next tem conceito aberto, do ponto de vista de tecnologia, o que permite a inclusão de mais serviços à plataforma.” Com o projeto do Bradesco como “cartão de visita”, a Capco vai anunciar nesta semana a abertura de uma operação própria no País.

    Tamborini diz que, nos últimos meses, o Next se tornou alvo de curiosidade de desenvolvedores de tecnologia bancária em todo o mundo. “Acredito que o Next poderá colocar o Brasil na posição de ditar tendências da digitalização do setor financeiro na América Latina.”

    Escala. Segundo Pedro Waengertner, presidente da aceleradora Ace, o Bradesco pode se tornar uma pedra no caminho das startups que oferecem serviços financeiros digitais. Isso porque o banco tem uma vantagem sobre elas: a capacidade financeira de dar escala a seus empreendimentos.

    Embora o Next vá começar a funcionar de forma paulatina nas próximas semanas, o Bradesco já programou uma campanha de marketing completa para o banco digital, que vai ao ar em julho.

    http://economia.estadao.com.br/notic...et,70001826210

  3. #3
    WHT-BR Top Member
    Data de Ingresso
    Dec 2010
    Posts
    18,556

    Amazon’s quiet domination merits greater scrutiny

    US ecommerce group is expanding into financial services

    Brooke Masters
    2017-06-09

    Not content with upending book stores, grocery delivery, corporate web services and movie streaming, Amazon is now taking aim at banks.

    The dominant US ecommerce company has been dabbling in lending for nearly six years, and has made $3bn in loans to some of the small businesses that sell through its online platform.

    Now Amazon is substantially expanding its offer of instant loans and considering whether to provide other bank-like services.

    The company is using its own cash to lend money but the risk is low, because many of the borrowers already use Amazon to store and ship their merchandise. The customers then pay Amazon back through the sales they make on its platform. If sales dip and repayments cease, Amazon can easily seize the merchandise.

    The Seattle-based juggernaut also this week stepped up its battle with the world’s largest retailer, Walmart. Targeting the lower income customers that have long been Walmart’s bread and butter, Amazon said it would offer substantial discounts on its Prime membership programme to US shoppers who are on public assistance. People who have a valid Electronic Benefits Transfer (EBT) card will pay $5.99 per month — rather than $10.99 — for Prime, which includes free two-day shipping, web storage and music and video streaming.

    Over the short term, both initiatives sound like great news for consumers and small businesses. Amazon’s move into banking has already created new borrowing opportunities for businesses that had struggled to get bank loans. And its offer to low-income customers will give them more equal access to the benefits of the digital economy.

    Amazon and its investors are already reaping the rewards. Most of its business customers are using their loans to buy more stock that they then sell through Amazon. Prime members have a strong record of buying more from the company than other customers. The company’s shares broke through the $1,000 barrier late last month, two decades after it floated at $18 a share.

    But think about the long-term implications of Amazon’s quest for world dominance by pushing down prices — and profit margins — at its competitors. The impact on jobs and consumer choice across the economy could be enormous.

    Amazon announced in January to great fanfare that it planned to add 100,000 US jobs over the next 18 months. But that pales in comparison to what it, and the broader shift to ecommerce, is doing to the traditional retail sector, where weaker chains are going bust.

    Overall US employment in retail has fallen by 156,000 on a seasonally adjusted basis just since October, according to the Bureau of Labor Statistics. The jobs carnage could spread to larger, more successful retailers — and now also to the banking sector.

    Amazon already accounts for 43 per cent of US online sales, and its market share in Germany and the UK is above one-quarter and growing. The company has captured 31 per cent of the cloud services market. Its Alexa voice platform is also spreading fast.

    The company’s wealth and willingness to tolerate losses make it a formidable competitor in any arena it chooses to enter. Antitrust regulators usually focus on immediate consumer detriment. But in this case they should also take heed of the company’s long term wider impact on competition and choice.

    https://www.ft.com/content/bc6a8b4c-...4-c742b9791d43

  4. #4
    WHT-BR Top Member
    Data de Ingresso
    Jul 2011
    Posts
    1,161
    http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2017...es-ilimitados/

    A exemplo de outros bancos digitais, como o Neon e o já citado Superdigital, o Next não possui agências físicas e a abertura da conta é feita diretamente pelo aplicativo do serviço para aparelhos iOS e Android, onde o cliente pode controlar seus gastos e realizar diferentes transações, como pagar contas, fazer transferências, planejar melhor a sua vida financeira e realizar “vaquinhas” para dividir custos com amigos e familiares.
    O grifo é meu... "Next, o banco para quem é descolado mas ainda precisa da grana dos pais."

  5. #5
    WHT-BR Top Member
    Data de Ingresso
    Dec 2010
    Posts
    18,556


    Tem uma guerra feroz travada entre startups disputando o negócio de "bill splitting" e dias atrás li a estorinha da Tilt, uma dessas vaquinhas(*) que foi para o brejo arrastando apostadores em unicórnios. Com o sucesso, o sujeito fez da empresa uma "fraternidade", com festas (orgias) permanentes e viagens milionárias

    Mas quer dizer então que o Next vai explorar todas as "oportunidades" disfarçada de banco ...

    (*) Vaquinhas não senhor, empresas de Pagamentos Sociais.
    Última edição por 5ms; 10-06-2017 às 21:26.

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •