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Tópico: Corrida do ouro

  1. #1
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    Corrida do ouro

    O governo demonstra estar ciente que ainda faltam condições para uma retomada da economia.

    José Paulo Kupfer
    25/08/2017

    O que têm em comum as dificuldades de expansão do crédito na economia brasileira, reforçada nos números de julho divulgados ontem pelo Banco Central, a nova liberação de recursos retidos, agora os do PIS/Pasep para idosos, e a turbina privatizante acionada pelo governo nos últimos dias?

    Embora não pareça haver relação entre uma coisa e as outras, as três ocorrências convergem na reafirmação de que a atividade econômica continua engasgada, diferentemente do que tenta transmitir a propaganda oficial.

    Por trás da hiperatividade governamental do momento estão o garrote dos déficits públicos e as restrições impostas às contas públicas para impulsionar a economia. As limitações daí derivadas impedem a sucessão virtuosa que levaria a um aquecimento não intermitente dos negócios e deste ao aumento da arrecadação tributária, a partir da qual seria possível destravar gastos — e, principalmente, investimentos públicos —, aliviando os déficits, mesmo com aumento de despesas, pelo lado das receitas — um tipo de “mágica” que permitiu, nos governos Lula, expandir gastos e ainda assim colher superávits fiscais.

    Na falta de espaços políticos para aumentar impostos e de tração econômica capaz de expandir as receitas públicas no grau e na extensão necessárias, não é possível seguir o roteiro acima descrito. Resta tentar emulá-lo, ainda que com óbvia perda de eficiência, recorrendo a uma correria em busca de qualquer tipo de receita adicional capaz de mitigar o sufoco fiscal e aliviar a consequente trava no crescimento econômico. Os anúncios, nesta semana, da privatização da Eletrobras, da inclusão de quase 60 novos projetos de privatização e concessão no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e a liberalização de uma área do tamanho do Espírito Santo para exploração mineral na Amazônia não devem ser vistas como mera coincidência.

    Com o lançamento dessa verdadeira corrida do ouro, a exíguos 16 meses do fim de seu mandato, o governo quer mostrar que, apesar de todas as incertezas políticas — e policiais — que o cercam, não está paralisado e mantém o ímpeto reformista que lhe tem garantido apoio para se segurar na cadeira. Passa, contudo, a impressão de que opera de modo errático, aumentando, assim, as dúvidas sobre o êxito dos empreendimentos. A propósito, seria preciso ressuscitar a Velhinha de Taubaté para encontrar alguém que acreditasse no realismo da previsão oficial de realização dos leilões de privatização e concessão agora incluídos no PPI em plena fase aguda da campanha eleitoral de 2018.

    Atirando para todos os lados ao mesmo tempo, o governo também transmite, involuntariamente, a sensação de que desconfia do êxito da própria empreitada no impulsionamento da economia. Não se poderia encontrar indicação mais clara de que são baixas as expectativas de uma recuperação econômica mais rápida e mais forte do que a decisão de pegar carona na bem-sucedida liberação de recursos inativos do FGTS e replicá-la nos recursos do PIS/Pasep de idosos. Reduzindo em cinco anos a idade mínima para o saque, o governo espera colocar em circulação, depois dos R$ 45 bilhões do FGTS, outros R$ 15 bilhões.

    É, sem dúvida, mais uma ajuda para mover a economia, mas a tentativa de fazê-la pegar no tranco esbarra em diversos canais ainda entupidos. O canal do crédito, por exemplo, um dos mais cruciais deles, continua obstruído. Houve recuo nas concessões de financiamentos em relação a junho, a inadimplência ficou estável, em níveis ainda altos, e as taxas de juros efetivas, mesmo com os cortes mais intensos nas taxas básicas, voltaram a subir.

    O retrocesso registrado no mês passado não altera a tendência de lenta redução do endividamento de famílias e empresas — mais daquelas do que destas. Mas é revelador, tanto pela falta de disposição do público de tomar empréstimos quanto das instituições financeiras em emprestar, de que ainda não se apresentaram as condições para a instalação de um ambiente capaz de promover uma retomada econômica consistente. Com a hiperatividade mais recente na coisas da economia, o governo demonstra sem querer estar ciente do problema.

    https://oglobo.globo.com/opiniao/cor...-ouro-21744401

  2. #2
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    Structural shift in commodities demand reshapes EM fortunes

    Michael Power
    2017-08-25

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    The first mainly American moon controlled the tide of US dollar liquidity that flowed across from the US dollar-long eastern half to the US dollar-short western half of the matrix.

    In 2017, this tide is intact; a materially weaker US currency (the dollar Index is down more than 9 per cent year to date) has helped trigger a tsunami of investment capital from developed markets into emerging markets.

    This has increasingly been made up of passive ETFs, which are estimated to have contributed 40 per cent of 2017’s record-breaking flows. The result? This liquidity-driven tide is now high and emerging market fixed income and equity markets have recorded strong performances in 2017, in US dollars up 8 per cent and 19 per cent respectively.

    In 2015, a second mainly Chinese moon controlled the tide of commodity prices that flowed from the commodity-short southern half to the commodity-long northern half of the matrix. But this commodity tide has recently bifurcated: the energy one is currently ebbing, the industrial mineral one is flowing.

    The energy-heavy CRB Index is down 11 per cent year to date reflecting price declines for oil, coal and gas. Invariably, this has weighed on the asset performances of the oil-rich north-east bloc of the 2x2 matrix: commodity exporting plus current account surplus running. But beneath the CRB average, a more interesting story is developing: copper, cobalt, lead, zinc and lithium are all up between 15 per cent and 35 per cent in 2017. This favours especially the current account deficit running, mineral exporters of the north-west bloc which has, as a result, outperformed the north-east.

    What is going on? The Chinese moon has been partially eclipsed by fundamental changes now playing out in the supply demand dynamics of the energy complex. The positive effect of China’s still fast growing demand for energy has been blunted by new supplies from both shale and renewables. The underperformance of the north-east bloc thus reflects the changing character of the oil market and indeed the broader energy market.

    ...


    The average US dollar equity performance by bloc for the year to mid-August 2017 has been as follows: NW: +15 per cent; NE: +1 per cent; SE: +21 per cent; and SW +20 per cent. The EM story for 2017 can therefore be summarised accordingly. Liquidity flows have pushed the equities of the manufactured goods exporting nations up on average 20 per cent. By contrast, for commodity exporters, equities of the mineral exporters have on average gained 15 per cent whereas the oil exporters are broadly flat: for the latter, the tide of liquidity has not been strong enough to offset weaker oil prices.

    Looking ahead, the question to ask must be whether any of the rising tidal flows could reverse, from flowing in to ebbing out. If they do, the period of outperformance of emerging markets will draw to a close.

    If the recent period of weakening for the US dollar were to come to an end and thus see a slowing or even reversal of the tide of capital flows to emerging markets — possibly precipitated by a sell-off on Wall Street and a flight of capital worldwide to the safety of US Treasuries and so by definition the US dollar — the resulting tantrum would in particular negatively impact on those countries running current account deficits in the western half of the matrix. the so-called Fragile Five — Turkey, Brazil, India, South Africa and Indonesia — are all in this zone. Weakness in the latter zone’s currencies would be likely and this would flow through into their stock and local currency bond markets.

    Alternatively, or even in combination with liquidity outflows, if industrial commodity demand emanating from China — domestically driven by its gently-being-squeezed housing market, internationally from underwriting its One Belt, One Road initiative — were to back off, countries exporting industrial commodities in the north-west bloc may be exposed to a downturn in their asset prices. As these countries are perceived as having “commodity currencies”, both their currencies and so their stock and local currency bond markets would suffer.

    That said, some of today’s strong mineral demand may be secular in nature, driven by the dawn of the age of renewables, and so not as China-sensitive as previously. But then, given that much of the renewable energy revolution is being driven by Chinese solar panel, wind turbine and lithium-ion battery manufacturers, it could be said that China is now intent on holding back the energy tide by harnessing new technologies at home rather than importing the feedstock required to run old ones from abroad.

    https://www.ft.com/content/90358834-...0-e1c239b45787
    Última edição por 5ms; 25-08-2017 às 15:13.

  3. #3
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    Yellen: Financial rules have made economy stronger, changes should be 'modest'

    Howard Schneider, Jonathan Spicer and Pete Schroeder
    August 25, 2017

    Reforms put in place after the 2007 to 2009 crisis have strengthened the financial system without impeding economic growth and any changes to these rules should remain modest, Federal Reserve Chair Janet Yellen said Friday in her fullest defense yet of the regulations enacted after the Great Recession.

    “The balance of research suggests that the core reforms we have put in place have substantially boosted resilience without unduly limiting credit availability or economic growth,” the Fed chair said at an annual central bank research conference.

    Yellen’s remarks amount to a broad defense of the existing regulatory framework, and an implicit rebuke of President Donald Trump’s desire to drastically lighten the oversight of the financial sector in a bid to boost the economy.

    They also may amount to her parting view on financial rules, as Trump considers whether to renominate Yellen to another four-year term as head of the central bank, with her current term expiring in February.

    “She is sort of putting a stake in the ground here in terms of this regulation issue, which is the one sort of sticking point between her and Trump right now,” said Phil Orlando, chief equity market strategist at Federated Investors in New York.

    http://www.reuters.com/article/us-us...-idUSKCN1B51PT

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