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  1. #1
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    Recessão maquiada

    Roberto Macedo
    07 Setembro 2017

    Na sexta-feira o IBGE anunciou que no segundo trimestre deste ano o Produto Interno Bruto (PIB) da economia brasileira cresceu 0,2%, relativamente ao trimestre anterior ...

    ...

    ... narrativa do fim da recessão vem de uma convenção entre os economistas, a de que dois trimestres consecutivos de variação negativa do PIB marcam uma recessão. Se a variação trimestral passa a positiva em dois trimestres subsequentes, como ocorreu na primeira metade deste ano, convenciona-se que a recessão terminou.

    ...

    O noticiário sobre o PIB do segundo trimestre menosprezou o papel da agropecuária e da dinâmica do agronegócio em geral. A ênfase quanto ao resultado foi posta no aumento do consumo e em aspectos que contribuíram para esse aumento, como a menor inflação. Também foram mencionadas a liberação das contas inativas do FGTS e uma pequena expansão do crédito estimulada por uma redução também pequena das taxas de juros.

    A importância de cada um desses fatores ainda carece de maior análise. E há outra variável importante, cujo efeito creio ser até maior que o de cada uma das citadas. Recorde-se que na divulgação do crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre foi amplamente ressaltado que ele só veio porque na agropecuária o crescimento trimestral foi de 13,4%. A grande diferença entre essas duas taxas se explica porque a agropecuária, isoladamente, responde apenas por cerca de 5% do total do PIB. Considerado o agronegócio como um todo, a participação fica perto de 25%.

    Na mesma ocasião o noticiário revelou a preocupação de vários analistas com o fato de que o primeiro trimestre usualmente representa o auge da colheita agrícola, com o que o PIB trimestral da agropecuária cairia no segundo trimestre, impactando negativamente a variação do PIB anual (em 2015, o PIB da agropecuária cresceu 4,7% no primeiro trimestre e caiu 2,7% no segundo). ... Mas desta vez a variação foi nula, revelando que a produção agropecuária do segundo trimestre ficou no mesmo nível daquela do primeiro, o que de novo revela a pujança do setor.

    Não só faltou enfatizar essa continuidade do ótimo desempenho do setor agropecuário também no segundo trimestre, como novamente a de um fator que apontei em artigo aqui publicado em 17 de junho deste ano, quando abordei o resultado do PIB no primeiro trimestre. Qual seja, o da maior renda de empresários e trabalhadores da agropecuária gerada por esses fortes aumentos da sua produção, com seu efeito se estendendo assim ao período pós-colheita. Nessa linha, o aumento do consumo revelado pela variação do PIB no segundo trimestre também resultou desse crescimento da renda no setor agropecuário.

    Aliás, pelo noticiário e pelo que soube numa reunião mensal de que participo na Associação Comercial de São Paulo, as vendas do comércio eletrônico ... revelaram aumento maior em regiões com mais forte presença da agropecuária. Também soube que as vendas usuais de equipamentos agrícolas, e até de pequenas aeronaves, foram impulsionadas por essa expansão da agropecuária.

    Em síntese, é má notícia a de que o PIB ainda permanece bem fundo no buraco, mas conforta um pouco saber que há um movimento em direção à superfície. Cabe refletir muito e seriamente sobre a imperiosa necessidade de acelerar esse movimento, e de tomar medidas rápidas e efetivas com essa finalidade.

    E nunca menosprezar o agronegócio. Embora continue carente de uma infraestrutura capaz de melhorar ainda mais o seu desempenho, conforme evidenciado no momento pela sua dificuldade logística em lidar com o forte aumento da produção de milho, o agronegócio continua “salvando a lavoura” da economia como um todo.

    http://opiniao.estadao.com.br/notici...co,70001973839

  2. #2
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    Does the Weaker Dollar Push Up Commodities Prices?

    Sarah McFarlane and Pat Minczeski
    Sept. 12, 2017

    While the dollar’s fall makes commodities cheaper for many, an index that tracks the price of a broad mix of commodities, including oil, metals and agricultural products like sugar, hasn’t seen a corresponding boost.

    ...

    The price of oil and some agricultural products, including sugar and coffee, have fallen as the dollar did. For these commodities, concerns over a supply glut are overriding any boost they may get from a weaker dollar.



    https://www.wsj.com/articles/does-th...ces-1505211952

  3. #3
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    Após três meses de alta, vendas do varejo ficam estáveis em julho

    Daniela Amorim
    12 Setembro 2017

    Após três meses apresentando resultados positivos na comparação com o mês imediatamente anterior, em julho o volume de vendas manteve o patamar de junho e registrou variação nula. O resultado veio em linha com a mediana das estimativas do mercado financeiro (zero), calculada com base no intervalo de previsões dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 0,90% a alta de 0,60%.

    Na comparação com julho de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 3,1% em julho de 2017, também em linha com a mediana das estimativas. Nesse confronto, as projeções iam de uma expansão de 2,10% a 4,00%.

    As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 0,3% no ano e queda de 2,3% em 12 meses.

    A explicação para esse resultado é o fato de várias atividades terem repetido o volume de vendas do mês anterior, o que não ocorreu com hipermercados - setor que obteve variação positiva (0,7%), após um recuo de 0,3% em junho.

    Segundo Isabella Nunes, pesquisadora do IBGE, a liberação das contas inativas do FGTS, o maior controle da inflação e uma massa salarial positiva são fatores que impactaram positivamente nas vendas de hipermercado: “É uma atividade que tem muito peso no orçamento das famílias, em especial nas de renda mais baixa. Quem está em uma situação limite e tem um aumento de renda, vai comprar mais alimentos”.

    http://economia.estadao.com.br/notic...ho,70001988934

  4. #4
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    Atribuir a variação positiva de 0,7% no faturamento à ações do governo é do jogo mas os preços continuam disparando nos supermercados assim como a canalhice de reduzir quantidades de produtos industrializados.

  5. #5
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    Bradesco registra 7,4 mil adesões ao PDV

    Entre janeiro e julho deste ano, os bancos brasileiros fecharam um total de 10.680 postos de trabalho no País.


    Ana Carolina Neira e Fátima Laranjeira
    11 Setembro 2017

    O Bradesco registrou 7,4 mil adesões ao Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE) lançado em 13 de julho, ao qual puderam aderir os funcionários da Organização Bradesco. "O Bradesco reitera que a implementação do PDVE não afeta o elevado padrão de qualidade dos serviços prestados aos seus clientes e usuários, em todas as localidades e atividades em que atua", informa, em comunicado, o banco, que não divulgou expectativas para o plano.

    Entre janeiro e julho deste ano, os bancos brasileiros fecharam um total de 10.680 postos de trabalho no País, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

    Ainda de acordo com a pesquisa, apenas em julho o setor foi capaz de gerar um saldo ligeiramente positivo de 72 postos a mais, o primeiro após 17 meses de resultados negativos.

    Em novembro de 2016, o Banco do Brasil anunciou seu Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI) para funcionários com condições de aposentadoria até 31 de dezembro do mesmo ano. No total, houve 9.409 adesões em todo o Brasil.

    Já o mesmo plano implementado pela Caixa Econômica Federal conseguiu a adesão de 2.806 empregados.

    Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, não existe perspectiva de melhora para o setor, que deverá continuar demitindo trabalhadores nos próximos meses.

    “Isso que vemos é a afirmação da política dos bancos de redução das agências físicas e aumento das operações eletrônicas e digitais. O banco quer maximizar lucro, então vai investir cada vez mais em tecnologia e menos na mão de obra”, diz. Para o dirigente, 2018 será um ano de poucas contratações.

    http://economia.estadao.com.br/notic...no,70001987672

  6. #6
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    Black Friday 2017



    Leve 1 litro. Pague 800ml ... pelo preço de 1 litro.

    A Nestlé já reduziu o leite em pó de 454g para 400g (380g sem lactose) ...





    Adivinhe quanto custa 1 Kg ou 2 Kg de sabão em pó com 200g grátis inclusos



    BTW ...


    https://www.buzzfeed.com/alexandreor...ndo-no-mercado


    Reclame Aqui

    Consumo o chocolate Crunch desde que era criança por isso ele já faz parte da minha vida,minha história. Agora adulto ,sou eu quem pago pelas compras e claro, pelo chocolate. Tenho visto a alguns anos vossa redução de peso na embalagem que um dia teve 200g e veio caindo para 170g , 130g ,115g e pasmem, (hoje fui ao mercado e vi) ridículos 97g em sua atual embalagem, e o preço continua o mesmo. (Lembrando que a embalagem discrimina corretamente o peso atual) Todavia,não existe redução significativa em relação ao peso/preço do produto. Será que a opinião dos consumidores não lhes interessa? O vosso chocolate tá ficando caro pelo peso que tem na embalagem,gente! Nem chocolate importado pesa 97g. Pesam no mínimo 100g. Enfim,ou vcs passam a ouvir o consumidor ou estarão fadados ao abandono dos mesmos ,a médio e longo prazo. Estou quase me tornando um deles.

    https://www.reclameaqui.com.br/nestl...V7_-QAa8jWxY-/
    Última edição por 5ms; 13-09-2017 às 02:56.

  7. #7
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    Former Citigroup CEO says 30% of Bank Jobs May Disappear in Next Five Years

    Chanyaporn Chanjaroen
    September 13, 2017

    Vikram Pandit, who ran Citigroup Inc. during the financial crisis, said developments in technology could see some 30 percent of banking jobs disappearing in the next five years.

    Artificial intelligence and robotics reduce the need for staff in roles such as back-office functions, Pandit, 60, said Wednesday in an interview with Bloomberg Television’s Haslinda Amin in Singapore. He’s now chief executive officer of Orogen Group, an investment firm that he co-founded last year.

    “Everything that happens with artificial intelligence, robotics and natural language -- all of that is going to make processes easier,” said Pandit, who was Citigroup’s chief executive officer from 2007 to 2012. “It’s going to change the back office.”

    Wall Street’s biggest firms are using technologies including machine learning and cloud computing to automate their operations, forcing many employees to adapt or find new positions. Bank of America Corp.’s Chief Operating Officer Tom Montag said in June the firm will keep cutting costs by finding more ways technology can replace people.

    While Pandit’s forecast for job losses is in step with one made by Citigroup last year, his timeline is more aggressive. In a March 2016 report, the lender estimated a 30 percent reduction between 2015 and 2025, mainly due to automation in retail banking. That would see full-time jobs drop by 770,000 in the U.S. and by about 1 million in Europe, Citigroup said.

    JPMorgan Chase & Co. CEO Jamie Dimon cautioned in June against overreacting to the impact of technology on jobs. While the bank is using technology to reduce costs, that helps create other opportunities, Dimon said in an interview published on LinkedIn. He predicted that employee numbers at his firm will continue to rise -- as it hires more technology workers.

    The banking industry is becoming “enormously competitive,” Pandit said, adding that he foresees the emergence of “specialist providers” as well as consolidation in the industry.

    “I see a banking world going from large financial institutions to one that’s a little bit more decentralized,” he said.

    Since leaving the firm, Pandit has invested in non-bank financial startups such as student-loan venture CommonBond Inc. and home equity finance firm Point Digital Finance Inc. He formed New York-based Orogen last year with investment firm Atairos Group to acquire stakes in mature financial-services companies.

    — With assistance by Anand Menon

    Entrevista (video): https://www.bloomberg.com/news/artic...rom-technology






    Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, não existe perspectiva de melhora para o setor, que deverá continuar demitindo trabalhadores nos próximos meses.

    “Isso que vemos é a afirmação da política dos bancos de redução das agências físicas e aumento das operações eletrônicas e digitais. O banco quer maximizar lucro, então vai investir cada vez mais em tecnologia e menos na mão de obra”, diz. Para o dirigente, 2018 será um ano de poucas contratações.



    A tragédia anunciada do Brasil é que os melhores empregos estão sendo exportados, ainda mais com a privataria das estatais mais rentáveis, e ao povo resta comemorar quando ressurgirem vagas de baixissima remuneração como contrapartida de bondades bilionárias dos governos.
    Última edição por 5ms; 13-09-2017 às 12:34.

  8. #8
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    Benedict Evans‏ @BenedictEvans

    Average US 'general cargo' ship in 1960: 14k DWT, 45 crew.

    Emma Maersk: 157k DWT, 13 crew

  9. #9
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    Exclamation Produção industrial cai 0,8% em agosto

    Pedro Renaux
    03/10/2017

    A produção industrial recuou 0,8% em agosto, frente a julho, após ter acumulado um resultado de 3,3% nos quatro meses imediatamente anteriores. O setor de produtos alimentícios caiu 5,5% e, depois de três meses consecutivos de crescimento, foi o que mais contribuiu para a queda do índice, seguido por máquinas e equipamentos (-3,8%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%) e indústrias extrativas (-1,1%).

    As informações são da Pesquisa Industrial Mensal - Brasil, divulgada hoje pelo IBGE, que registrou também crescimento de 4,0% na comparação com agosto de 2016 e de 1,5% no acumulado do ano, além de uma variação de -0,1% nos últimos 12 meses.

    O gerente da pesquisa, André Macedo, explica que a produção de açúcar teve forte contribuição tanto para as altas registradas anteriormente na indústria de alimentos quanto para a queda de agosto: “O açúcar é um produto com peso nesse setor. Sua produção foi favorecida pela antecipação da moagem da cana, em decorrência do clima seco que predominou nas regiões Centro-Oeste e Sudeste nos últimos meses”.

    André ressalta ainda que, mesmo com a queda na produção industrial em agosto, 16 dos 24 setores investigados cresceram, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (6,2%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (5,5%): “O ganho de ritmo observado na produção a partir de novembro de 2016 contribuiu para recuperar apenas uma parcela das perdas dos últimos anos. É bom lembrar que ainda estamos 17,8% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013”.






    https://agenciadenoticias.ibge.gov.b...s-de-alta.html



    Daniela Amorim
    03 Outubro 2017

    ...

    Os principais indicadores já divulgados sugeriam movimentos díspares da produção industrial de agosto, confirmando o processo volátil de retomada. De um lado, a produção de veículos leves e de papel ondulado aponta para o quinto crescimento consecutivo da PIM em agosto em relação a julho.

    Em contrapartida, o fluxo total de veículos nas estradas pedagiadas do Brasil. Em agosto em relação a julho, o Índice ABCR de atividade, calculado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada, caiu 1,5%.

    [consistente com a queda de "produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%)" ]

    http://economia.estadao.com.br/notic...to,70002025303
    Última edição por 5ms; 03-10-2017 às 12:07.

  10. #10
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    2 centavos

    "O gerente da pesquisa, André Macedo, explica que a produção de açúcar teve forte contribuição tanto para as altas registradas anteriormente na indústria de alimentos quanto para a queda de agosto"

    "produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%)"

    Considerando que açúcar é utilizado praticamente em todo alimento industrializado e na indústria de bebida, seu consumo é um forte indicador e suponho que o IBGE tenha acesso a dados precisos pois a produção é realizada por um número pequeno de usinas. Contudo, sempre existe a questão dos estoques, exportação, antecipações, etc. Não é o caso dos combustiveis, cujo volume a ser produzido/importado e despachado é calculado diariamente, existindo dados 100% exatos. Infelizmente, os principais jornais sequer abordaram esse detalhamento grosseiro do IBGE, quanto mais "minúcias" sobre o consumo de diesel, óleo combustivel, combustivel de aviação, nafta, gás natural, etc, etc, etc, dados possivelmente disponiveis no site da ANP, preferindo discorrer sobre medianas de palpites, e outras tolices, para promover seus próprios serviços e amigos dos amigos. Os jornais ao invés de adicionarem relevância, reduziram a já indigente divulgação do IBGE. O governinho agradece.

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