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  1. #1
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    Fim do horário de verão: aumento de importação de energia elétrica

    Sonia Racy
    22 Setembro 2017

    A idéia do governo Temer de abandonar o horário de verão, por representar economia irrelevante, coincide com projeção, pouco animadora, do ONS: baixo nível dos reservatórios para os próximos meses – pelo menos até abril de 2018.

    Indagado, o comitê de monitoramento do MME, justifica. Diz que “o risco de qualquer déficit de energia em 2017 é igual a 0,1% para os subsistemas Sudeste/Centro Oeste e Nordeste”. E afirma que conta com a possibilidade “de aumento da importação internacional de energia a preços competitivos”.

    http://cultura.estadao.com.br/blogs/...ativa-privada/

  2. #2
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    Governo fará enquete sobre fim do horário de verão

    Anne Warth e Carla Araújo
    21 Setembro 2017

    A continuidade da aplicação do horário de verão será uma decisão da Presidência da República. Após a conclusão de estudos que mostram que o horário de verão não proporciona economia de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu encaminhar a questão para instâncias superiores.

    Prevendo polêmica, o governo estuda fazer uma enquete para deliberar sobre o assunto. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou dar um posicionamento prévio. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro.

    "Tendo em vista as mudanças no perfil e na composição da carga que vêm sendo observadas nos últimos anos, os resultados dos estudos convergiram para a constatação de que a adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema", informou o MME.

    "Desta forma, o MME encaminhará o assunto à Casa Civil para avaliação da pertinência da manutenção do horário brasileiro de verão como política pública nos próximos anos, considerando a influência nos demais setores da sociedade", acrescentou o ministério.

    A conclusão dos estudos sobre a aplicação do horário de verão já havia sido informada pelo Broadcast em junho. Na época, o MME já havia constatado que a mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram inócua a economia de energia que o horário de verão proporcionava no passado. Autoridades do setor elétrico atribuíram sua manutenção a "questões culturais".

    De acordo com esses estudos, não é mais a incidência de luz natural que influencia os hábitos do consumidor, mas, sim, a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança.

    Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesse período. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.

    No passado, o horário de maior consumo de energia era registrado entre 17h e 20h, quando os trabalhadores retornavam para casa e tomavam banho. Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permitia, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas. Isso deslocava parte da demanda e diminuía a concentração do uso de energia, reduzindo custos do sistema elétrico.

    Em 2016, de acordo com dados do MME, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 160 milhões ao sistema. O custo é considerado irrelevante para o setor. A primeira vez que o País o adotou foi em 1931. Desde 1985, ele foi aplicado todos os anos.

    Nos países desenvolvidos, o horário de verão é mais extenso do que no Brasil. Na Europa, vigora de março a outubro; nos Estados Unidos, México e Canadá, de março a novembro; na Austrália, de outubro a abril; na Nova Zelândia, de setembro a abril.

    http://economia.estadao.com.br/notic...ao,70002010546

  3. #3
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    Governo convoca setor elétrico para discutir falta de chuva

    Anne Warth
    19 Setembro 2017

    ...

    "O regime hidrológico é desfavorável, o custo da energia é crescente e o custo de acionamento das térmicas mais caras, dentro ou fora da ordem de mérito, vai elevar o custo da geração de energia", afirmou Rufino. "É possível que no mês que vem possamos acionar a bandeira vermelha no patamar 2? É possível."

    Na semana passada, o preço da energia no mercado à vista (PLD) atingiu o teto de R$ 533,82, o que, por si só, já indicaria o acionamento da bandeira vermelha. Dependendo da quantidade de termelétricas mais caras a serem acionadas, o custo do sistema pode levar ao acionamento do segundo patamar da bandeira vermelha.

    Rufino disse que não há nenhum risco de desabastecimento, mas ressaltou que o custo da energia deve ficar mais caro nos próximos meses em razão do regime de chuvas, que não tem sido favorável há meses.

    "O cenário não é favorável. O solo está com umidade muito baixa e a previsão de chuvas não é muito significativa. Isso significa que a afluência de águas para os reservatórios não tem um bom sinal", afirmou.

    Para atender ao consumo sem que haja um forte aumento na conta de luz, o governo deve elevar a importação de energia oriunda da Argentina e do Uruguai. Se houver sobras nos países vizinhos, é possível que menos termelétricas sejam ligadas, reduzindo o custo global da energia no País. Rufino reconheceu, porém, que outras ações terão que ser adotadas.

    "A importação tem um limite e por si só não vai resolver a questão. É uma somatória de ações. Vamos colher, em cada uma dessas ações, a ajuda que é bem-vinda no sentido de racionalizar a vertente econômica", disse Rufino.

    O governo também estuda a possibilidade de realizar uma campanha publicitária de incentivo à economia de energia. "Então o sinal é: use a energia de maneira consciente e eficiente, de maneira a contribuir que tenhamos a necessidade de despachar o menor número de térmicas possível", afirmou.

    De acordo com relatórios meteorológicos que chegam ao governo, o solo da Amazônia está seco, o que impede a formação de nuvens que, depois, se convertem em chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, onde estão os principais reservatórios das hidrelétricas do País.

    Para piorar a situação, o mercado de curto prazo de energia não está funcionando dentro da normalidade em razão de centenas de liminares judiciais sobre risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês). Esse cenário não incentiva a entrada de agentes para atender a demanda de forma mais barata, como as usinas de biomassa, pois a guerra judicial impede o recebimento do pagamento integral pela energia gerada. Estimativas apontam que as usinas de biomassa poderiam contribuir com algo entre 600 e 900 megawatts (MW) adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

    http://economia.estadao.com.br/notic...va,70002007536
    Última edição por 5ms; 22-09-2017 às 19:22.

  4. #4
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  5. #5
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    O (des)governo foi pego de surpresa? Quando está prestes a entrar em vigor o horário de verão, resolveu repensar a questão...

    E nem completou nem 10 anos que conseguiram definir um critério fixo para as datas de começo e fim do horário de verão!

  6. #6
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    Tomara que chegue ao fim mesmo este horário de versão.

    Principalmente aqui na região norte, que não faz muito sentido ter. No Sudeste e Sul, até que tem alguma logica.

  7. #7
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    Today, approximately 70 countries utilize Daylight Saving Time in at least a portion of the country.

    Japan, India, and China are the only major industrialized countries that do not observe some form of daylight saving

    Daylight Saving Time (Summer Time) in Northern Hemisphere (2017/2018)
    DST START 2017 DST END 2017 DST START 2018
    EUROPE
    European Union and rest of Europe* 26-Mar, 01:00h 29-Oct, 01:00h 25-Mar, 01:00h
    Ukraine 26-Mar, 03:00h 29-Oct, 04:00h 25-Mar, 03:00h
    NORTH AMERICA
    U.S.A. (except Hawaii, Arizona) 12-Mar, 02:00h 05-Nov, 02:00h 11-Mar, 02:00h
    Canada (except Saskatchewan) 12-Mar, 02:00h 05-Nov, 02:00h 11-Mar, 02:00h
    Mexico (except Sonora) 02-Apr, 02:00h 29-Oct, 02:00h 01-Apr, 02:00h
    Mexico-USA border ** 12-Mar, 02:00h 05-Nov, 02:00h 11-Mar, 02:00h
    Saint Pierre and Miquelon (Fr.) 12-Mar, 02:00h 05-Nov, 02:00h 11-Mar, 02:00h
    Greenland (Nuuk) 25-Mar, 22:00h 28-Oct, 23:00h 24-Mar, 22:00h
    CENTRAL AMERICA / CARIBBEAN
    Cuba (Havana) 12-Mar, 00:00h 05-Nov, 01:00h 11-Mar, 00:00h
    Bahamas (Nassau) 12-Mar, 02:00h 05-Nov, 02:00h 11-Mar, 02:00h
    Bermuda (Hamilton) 12-Mar, 02:00h 05-Nov, 02:00h 11-Mar, 02:00h
    ASIA
    Gaza Strip (Gaza) 25-Mar, 00:00h 28-Oct, 01:00h -
    -
    West Bank (Bethlehem, West Bank) 25-Mar, 00:00h 28-Oct, 01:00h -
    -
    Iran (Tehran) 22-Mar, 00:00h 22-Sep, 00:00h -
    Israel (Tel Aviv, Jerusalem) 24-Mar, 02:00h 29-Oct, 02:00h 23-Mar, 02:00h
    Jordan (Amman) 31-Mar, 00:00h 27-Oct, 01:00h -
    Lebanon (Beirut) 26-Mar, 00:00h 29-Oct, 00:00h 25-Mar, 00:00h
    Mongolia (Ulaanbaatar) cancelled - -
    Syria (Damascus) 31-Mar, 00:00h 27-Oct, 00:00h 30-Mar, 00:00h
    AFRICA
    Morocco (Rabat) 26-Mar, 02:00h
    01-Jul, 02:00h
    27-May, 03:00h
    29-Oct, 03:00h
    -
    Western Sahara (El Aaiun) 26-Mar, 02:00h
    01-Jul, 02:00h
    27-May, 03:00h
    29-Oct, 03:00h
    -
    Daylight Saving Time (Summer Time) in Southern Hemisphere (2017/2018)
    DST END 2017 DST START 2017 DST END 2018
    AUSTRALIA / OCEANIA
    Australia *** 02-Apr, 03:00h 01-Oct, 02:00h 01-Apr, 03:00h
    Australia - Lord Howe Isl. (dst = 30 min) 02-Apr, 02:00h 01-Oct, 02:00h 01-Apr, 02:00h
    Fiji- Suva 15-Jan, 02:00h 05-Nov, 02:00h 21-Jan, 02:00h
    New Zealand (Wellington, Auckland) 02-Apr, 03:00h 24-Sep, 02:00h 01-Apr, 03:00h
    New Zealand- Chatham Island 02-Apr, 03:45h 24-Sep, 02:45h 01-Apr, 03:45h
    Samoa (Apia) 02-Apr, 04:00h 24-Sep, 03:00h 01-Apr, 04:00h
    Tonga (Nukualofa) 15-Jan, 02:00h 05-Nov, 02:00h 21-Jan, 02:00h
    SOUTH AMERICA
    [Brazil **** 19-Feb, 00:00h 15-Oct, 00:00h 18-Feb, 00:00h
    Chile (Santiago) 14-May, 00:00h 13-Aug, 00:00h -
    Chile- Easter Island 13-May, 22:00h 12-Aug, 22:00h -
    Paraguay (Asuncion) 26-Mar, 00:00h 01-Oct, 00:00h -
    AFRICA
    Namibia (Windhoek) 02-Apr, 02:00h 03-Sep, 02:00h 01-Apr, 02:00h
    ANTARCTICA
    Amundsen-Scott (South Pole) 02-Apr, 03:00h 24-Sep, 02:00h 01-Apr, 03:00h
    McMurdo Station (USA) 02-Apr, 03:00h 24-Sep, 02:00h 01-Apr, 03:00h
    Scott Station (N.Z.) 02-Apr, 03:00h 24-Sep, 02:00h 01-Apr, 03:00h
    Time Zone changes (2016/2017)
    TZ before TZ after
    Russia - Chita UTC+08 UTC+09 27-Mar, 02:00h
    Russia - Astrakhan UTC+03 UTC+04 27-Mar, 02:00h
    Russia - Barnaul UTC+06 UTC+07 27-Mar, 02:00h
    Russia - Gorno-Altaysk UTC+06 UTC+07 27-Mar, 02:00h
    Russia - Yuzhno-Sakhalinsk UTC+10 UTC+11 27-Mar, 02:00h
    Russia - Ulyanovsk UTC+03 UTC+04 27-Mar, 02:00h
    Russia - Magadan UTC+10 UTC+11 24-Apr, 02:00h
    Venezuela - Caracas UTC-04:30 UTC-04 01-May, 02:30h
    Russia - Tomsk UTC+06 UTC+07 29-May, 02:00h
    Russia - Novosibirsk UTC+06 UTC+07 24-Jul, 02:00h
    Russia - Saratov UTC+03 UTC+04 04-Dec, 02:00h




    * - except Iceland

    ** - 10 municipalities in Mexico (Mexico-USA border) observing USA DST rules: Tijuana, Ensenada, Mexicali, Tecate, Ciudad Juarez, Ojinaga, Ciudad Acuña, Piedras Negras, Anahuac, Nuevo Laredo, Reynosa, Matamoros

    *** - Australia States & Territories observing DST: Australian Capital Territory (Canberra); New South Wales (Sydney); Victoria (Melbourne); Tasmania (Hobart); Australia - South Australia (Adelaide)

    **** - Brazil States observing DST: Rio Grande do Sul , Santa Catarina, Parana, Sao Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Minas Gerais, Goias, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal

    http://www.worldtimezone.com/daylight.html

  8. #8
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    Citação Postado originalmente por Abadan Ver Post
    O (des)governo foi pego de surpresa? Quando está prestes a entrar em vigor o horário de verão, resolveu repensar a questão...

    E nem completou nem 10 anos que conseguiram definir um critério fixo para as datas de começo e fim do horário de verão!
    Governo que tem Moreira Franco não pode ser boa coisa. Devem existir excelentes motivos, ocultos.

    Citação Postado originalmente por redenflu Ver Post
    Tomara que chegue ao fim mesmo este horário de versão.

    Principalmente aqui na região norte, que não faz muito sentido ter. No Sudeste e Sul, até que tem alguma logica.
    Pessoalmente, não gosto quando começa o horário de verão, mas depois acho que o dia rende mais.

    Quanto à economia ao longo dos anos, a iluminação publica é acionada por sensores independente do horário e consumo de chuveiros elétricos é menor no verão (e em algumas cidades existe a opção do gás). Por sua vez, aparelhos de ar-refrigerado pipocaram e são ligados também quando o sujeito chega em casa. Uma hora a mais adiaria esse consumo pesado. A comparação fala em economia de despesa (do consumidor) ser "insignificante" com o horário, mas aposto uma mariola que os beneficiados em vender energia e receber impostos ficarão alegres.

  9. #9
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    Horário de verão poupa R$ 7 bilhões e evita apagões, dizem relatórios do governo

    Há dois anos, o Ministério de Minas e Energia chegou a divulgar que a adoção do horário de verão economizaria cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos.

    G1 DF
    22/09/2017

    A economia gerada ao governo federal com a aplicação do horário de verão caiu nos últimos quatro anos – entre 2013 e 2016 – de R$ 405 milhões para R$ 159,5 milhões. No último ano, o horário ocorreu entre 16 de outubro de 2016 e 18 de fevereiro de 2017. Mesmo assim, especialistas defendem que "pouco é melhor que nada" e que a manutenção da medida também ajuda a evitar apagões.

    A ideia de extinguir o horário de verão no Brasil – em estudo há pelo menos seis meses no Ministério de Minas e Energia – deve ser analisada nas próximas semanas pelo presidente Michel Temer, com base em notas técnicas que apontam "perda de efetividade" na mudança de horário.

    Se nada for anunciado, o horário de verão deve entrar em vigor no dia 15 de outubro, em dez estados e no Distrito Federal. Nessas regiões, o relógio deve ser adiantado em uma hora até o dia 18 de fevereiro de 2018.

    Economia acumulada

    De acordo com os dados divulgados pelo Ministério de Minas e Energia nos últimos anos, o Brasil economizou pelo menos R$ 1,4 bilhão desde 2010 por adotar o horário de verão. Segundo números já divulgados, entre 2010 e 2014, o aproveitamento da luz do sol resultou em economia de R$ 835 milhões para os consumidores – média de R$ 208 milhões por "temporada".

    Em 2013, o alívio aos cofres da União foi da ordem de R$ 405 milhões. Entre 2014 e 2015, a previsão era de poupar mais R$ 278 milhões – o resultado final, em reais, não foi divulgado pela pasta.

    Entre 2015 e 2016, a economia foi de R$ 162 milhões, e no período seguinte, caiu para R$ 159,5 milhões. Por esses dados, de fato, é possível notar uma queda na economia. No entanto, especialistas ouvidos pelo G1 indicam que esses números também foram influenciados pela crise econômica.

    "Desde 2015, de fato, houve uma queda [de consumo e de economia] por causa da crise. Mas se o país voltar a crescer, o consumo também volta. A gente está muito longe ainda de convergir o consumo, de estabilizar essa curva. O país tem um consumo individual de eletricidade muito baixo", afirma o presidente da consultoria Thymos, João Carlos Mello.

    Um cálculo simples de regra de três, comparando o números de 2013 e de 2016, chega ao percentual de 60,6% de queda na economia de energia. No entanto, como o ministério não forneceu informações sobre como os dados são gerados anualmente, não é possível garantir a exatidão do resultado, já que as variáveis utilizadas podem ter sido diferentes em cada ano.

    O G1 aguardava os dados atualizados do ministério até a publicação desta reportagem. Até a noite de quinta (21), a pasta tinha enviado apenas a ata da última reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que aponta a necessidade de "aprofundar os estudos" sobre a manutenção do horário de verão.

    Também procurados pelo G1, o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirmaram que estudos ou informações sobre o horário de verão serão divulgados apenas pelo ministério. A Casa Civil confirmou que "está avaliando a conveniência ou não do tema horário de verão", mas também disse que ele está com o ministério.

    Há dois anos, o Ministério de Minas e Energia chegou a divulgar que a adoção do horário de verão economizaria cerca de R$ 7 bilhões aos cofres públicos. Isso porque, caso não entrasse em vigor no período 2015-2016, o governo teria de investir o montante na expansão da capacidade elétrica do país, como impulsionar o funcionamento das usinas térmicas – tipo mais caro de geração de energia.

    Entre 2010 e 2015, as estimativas de economia em termos percentuais se mantiveram praticamente estáveis. A cada temporada, o horário de verão representa economia média de 0,5% no consumo de energia, chegando a 5% nos horários de pico. Essa energia poupada é suficiente para abastecer uma cidade como Brasília, com 2,8 milhões de habitantes, por até um mês. No Brasil, o horário de verão tem sido aplicado desde 1931/1932, com alguns intervalos.

    Horários de pico?

    Segundo João Carlos Mello, mais que a economia "direta" (em energia poupada), o alívio nos horários de pico é importante para dar segurança ao sistema elétrico nacional. Durante o verão, o nível dos reservatórios cai e a demanda por energia aumenta, puxada pelo uso de chuveiro e ar-condicionado.

    "Se você sobrecarrega o sistema elétrico no horário de pico, você deixa esse sistema instável, cada vez mais perto do limite de segurança. Aí, surge o risco do 'apagão', do 'apaguinho', de como você quiser chamar."

    Nos relatórios entregues à Presidência da República, os técnicos do ministério advogam que o perfil de consumo de eletricidade dos brasileiros mudou nos últimos anos. O horário de pico, que antes ficava no intervalo de 18h a 19h, se espalhou ao longo do dia. O ar-condicionado ficou mais popular, e a jornada de trabalho tradicional (de 9h às 17h) deu espaço a arranjos alternativos.

    "Ao invés do pico às 18h, você até pode ter um pico às 17h, e isso afeta a economia, diminui os valores. Agora, mesmo assim, você tem uma alta demanda entre 18h e 19h, e o horário de verão continua a minimizar esse pico. Toda economia, por menor que seja, é importante", diz o professor de engenharia elétrica do UniCeub, Luciano Duque.

    Outras vantagens

    Outra vantagem apontada por Duque e por Mello, em entrevista ao G1, é que o horário de verão tem "custo zero" para o governo e para o setor privado. "Os únicos afetados diretamente são as emissoras de TV e as companhias aéreas, que precisam ajustar horário", diz o presidente da Thymos.

    Por isso, segundo eles, mesmo que a economia de gastos seja decrescente, o horário de verão ainda representaria uma escolha melhor que a alternativa – neste caso, o acionamento das termelétricas.

    "A medição da economia que o governo faz, a cada horário de verão, é muito em cima das térmicas. Elas têm capacidade de sobra para absorver a demanda e evitar sobrecarga no sistema geral. Mas custam muito mais, tanto em dinheiro quanto em poluição", diz Mello.

    No relatório de estimativas para o horário de verão 2016/2017, divulgado pelo ONS no fim do ano passado, o operador do sistema elétrico lista algumas vantagens possíveis para aquele período:

    • "Ganhos referentes ao custo evitado para contornar riscos em equipamentos em regime normal de operação", com benefício de até R$ 35,5 milhões;
    • "Redução da necessidade de geração térmica para atendimento à ponta e para a manutenção da segurança operativa durante os grandes eventos que ocorre durante o período, tal como o réveillon", com economia de até R$ 147,5 milhões;
    • Ganhos na "confiabilidade da operação elétrica" nos estados que entram no horário de verão (todos os das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste);
    • "Redução dos carregamentos nos troncos de transmissão, refletindo em melhorias no controle de tensão, maior flexibilidade operativa para realização de manutenções em equipamentos do sistema de transmissão e na redução dos cortes de carga em emergências", com aumento da segurança no atendimento ao consumidor final, e
    • "Pelo custo evitado de investimento na construção de térmicas a gás natural (US$ 750/kW) para atender à ponta, o equivalente da ordem de US$ 1,6 bilhão ou R$ 5,4 bilhões no SIN [Sistema Interligado Nacional]".


    Crise à vista

    Essa economia pode ser ainda mais fundamental, segundo os especialistas ouvidos pelo G1, frente às projeções pessimistas de chuvas nas hidrelétricas nos próximos meses. A variação do clima pode dificultar a geração de energia nos próximos meses, e o governo já anunciou que poderá, inclusive, adotar a "bandeira vermelha de nível 2" na conta de luz.

    A cada 100 kW/h, o consumidor pode pagar mais R$ 3,50. Por tudo isso, pela primeira vez desde o apagão energético de 2001, o governo brasileiro autorizou a importação de energia do Uruguai e da Argentina para não ter que comprar a energia mais cara das termelétricas.

    "O sistema elétrico já tem várias perdas, de natureza. Então, se você alivia a rede, alivia os reservatórios, e isso é água do reservatório que você está deixando de consumir."

    Em 2015, quando o Brasil também enfrentou problemas climáticos e baixos níveis nos reservatórios de hidrelétrica, o então ministro de Minas e Energia Eduardo Braga (PMDB-AM) chegou a cogitar a medida reversa – ampliar o horário de verão em um mês.

    https://g1.globo.com/distrito-federa...-governo.ghtml


    A idéia deve ser acionar as térmicas dos amigos dos amigos, mesmo porque o plano do desgoverno é passar de emergenciais para operação permanente.
    Última edição por 5ms; 24-09-2017 às 14:12.

  10. #10
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    Governo decide manter horário de verão

    Lauro Jardim
    25/09/2017

    O horário de verão está mantido este ano. A decisão já foi tomada pelo ministro Fernando Bezerra Coelho.

    Para Bezerra Coelho, não há tempo para qualquer mudança no que o Ministério das Minas e Energia já planejava. O anúncio oficial poderá ser feito ainda hoje.

    Assim, os moradores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão que adiantar seus relógios em uma hora a partir do dia 15 de outubro até 19 fevereiro.

    E para o ano que vem? Pelos planos de Bezerra Coelho, deverá ser feita uma grande pesquisa sobre o assunto para, então, tomar uma decisão definitiva.

    http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-...-de-verao.html

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