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  1. #1
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    Racionamento de energia elétrica


    País da piada pronta


    Ramona Ordoñez / Manoel Ventura
    24/10/2017

    Com o nível de água dos reservatórios das hidrelétricas em patamar inferior ao de 2001, ano do racionamento, o governo precisou lançar mão de um arsenal de medidas para garantir o fornecimento de energia durante a estiagem. Nesta semana, o país começará a importar energia da Argentina.

    As usinas termelétricas, que têm custo de geração maior, operam a plena carga, e a entrada, no sistema, de mais energia gerada pela usina de Belo Monte foi antecipada de março de 2018 para janeiro. Além do reforço na produção, as distribuidoras pretendem lançar, em novembro, uma campanha para estimular o consumo racional.

    Com esse esforço concentrado, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Fernando Barata, garantiu ao GLOBO que não há risco de desabastecimento de energia.

    Confirmadas as expectativas do órgão, 2017 terá o outubro com menor nível nas barragens desde o início da série histórica do órgão, em 2000. Segundo Barata, como o período de chuvas só deve começar em meados de novembro, a expectativa é que o país chegue ao próximo mês a um nível de 15% nos reservatórios do Sudeste.

    — Não está em risco o abastecimento, mas a gestão tem de ser feita dia a dia. Vamos chegar ao fim de novembro em níveis realmente baixos dos reservatórios no Sudeste, onde se concentra a nossa “caixa d’água”, o nosso grande estoque de energia. E, por causa disso, é que estão sendo adotadas uma série de providências — explicou.

    Campanha de consumo consciente

    O Ministério de Minas e Energia (MME) também reforça que não há risco de racionamento:

    — A previsão é de baixo nível de armazenamento para os subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para os principais reservatórios. Apesar desse cenário, não há risco de desabastecimento de energia no país — garantiu o secretário de Energia Elétrica do MME, Fábio Lopes.

    O governo precisou acionar o parque termelétrico, que inclui usinas a gás, óleo e carvão, para garantir o suprimento. O problema é que, além de mais poluentes, essas usinas são mais caras. Se o uso destas fontes e o aumento da produção de energia eólica, principalmente no Nordeste, evitaram o risco de faltar luz, a conta da estiagem já chegou ao consumidor. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) precisou acionar, pela primeira vez, em outubro, a bandeira vermelha no patamar 2 — a taxa extra máxima, que significa um adicional de R$ 3,50 a cada cem quilowatts-hora (kWh) de energia consumidos. A expectativa é que, em novembro, a bandeira continue no nível máximo.

    — Deixamos claro que há um aumento do custo da operação no sistema. Isso se reflete no custo da energia e das tarifas — resumiu Barata, do ONS.

    O diretor-geral do ONS explicou que o Brasil pretende iniciar nesta semana a importação de 1 gigawatts (GW) da Argentina. O país já vinha comprando energia do Uruguai, num volume entre 450 e 500 megawatts (MW), a preços compatíveis aos da geração de energia termelétrica, por um preço médio que varia entre R$ 585 a R$ 620 o megawatt-hora (MWh). Além disso, há planos para retomar a geração da usina termelétrica de Araucária, de 373 MW, no Paraná, e da usina de Cuiabá.

    Segundo a consultoria Thymos Energia, no último dia 17, o nível médio dos reservatórios era de 20% contra 34% no mesmo dia em 2015 e 26,5% em 2014, anos em que o país enfrentou forte estiagem. Mesmo em 2001, ano do racionamento, os reservatórios estavam em patamar superior: 23%.

    — A situação está crítica. Não vai se tomar qualquer decisão sobre um racionamento até o fim do período de chuvas, em abril, mas diria que estamos mais perto do que ontem. Por isso, estão adotando ações como campanha para redução do consumo. Teria que chover muito mesmo para recuperar o nível dos reservatórios — destacou João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia.

    A capacidade de geração de energia foi aumentada em 4 gigawatts este ano. Junto com as distribuidoras, a Aneel prepara uma campanha publicitária, que começará a ser veiculada em novembro, para incentivar o consumo consciente. A última medida do tipo foi tomada em 2015.

    — Além das medidas alternativas já anunciadas, o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) marcou reunião extraordinária nesta semana, quando as condições do atendimento serão avaliadas, de modo a acompanhar o andamento das medidas que contribuirão para o aumento da segurança do atendimento eletroenergético e avaliar a necessidade de medidas adicionais — disse o secretário de Energia Elétrica.

    Outro reforço importante é a antecipação para janeiro do recebimento de mais energia gerada pela usina de Belo Monte. A previsão anterior era março do próximo ano. Isso será possível com a entrada em operação da primeira linha de transmissão (bipolo) de corrente contínua de 4 GW. Há expectativa ainda de receber 5 GW das usinas de Santo Antonio e Jirau.

    De acordo com Barata, porém, apesar de todas as previsões de aumento da capacidade de geração por meio de hidrelétricas e importação de energia, ainda não dá para prever quando será possível desligar as usinas termelétricas, que hoje respondem por 23,5% da geração total de energia no país. Atualmente, a eólica representa quase 9%, e as hidrelétricas são responsáveis por 63% do abastecimento. No Nordeste, a eólica responde por 45% do total.

    — As condições climáticas foram muito adversas este ano, então é possível que a gente continue com a geração termelétrica mesmo no período chuvoso. O consumo está crescendo porque alguns segmentos da economia já estão respondendo de fato. Outro elemento que contribui para aumentar o consumo é a previsão de elevação das temperaturas — disse Barata.

    Os reservatórios têm baixas históricas em todo o país. Uma das maiores barragens em volume de água da América Latina, o lago da Serra da Mesa, vive a maior crise dos últimos 15 anos. Desde o início da obra, em 1998, é o pior momento da represa, que fica em Uruaçu, no norte de Goiás. De acordo com os registros do ONS, o nível da água chegou a 6,64% ontem.

    O ritmo de esvaziamento do lago da Represa de Furnas, no sul de Minas Gerais, preocupa. A barragem da hidrelétrica está com 13,33%, pior desempenho para este período do ano registrado em toda a série histórica da Agência Nacional de Águas (ANA), iniciada em 1997. Nos caso dos dois reservatórios (Serra da Mesa e Furnas), o baixo volume armazenado afeta atividades de comércio e turismo nas regiões onde estão localizadas, além de prejudicar a geração de energia.

    A situação é ainda mais crítica no Nordeste, onde a ANA diz que os reservatórios passam pela pior crise da história e devem fechar o mês com apenas 3,9% da capacidade. A previsão é que o lago de Sobradinho, na Bahia, chegará ao volume morto pela primeira vez desde a sua construção, na década de 1970, em dezembro.

    — As chuvas estão atrasadas, e a hidrelétrica vai parar assim que chegar ao volume morto, o que estamos prevendo para acontecer em dezembro — afirmou Joaquim Gondim, superintendente de Operações e Eventos Críticos da ANA.

    Maior lago artificial do Brasil, Sobradinho está com 3,49% da capacidade e é considerado fundamental para o abastecimento dos moradores da região. Apesar de chegar ao volume morto, o que obriga a parada total da hidrelétrica, as comportas continuam abertas para que os moradores sejam atendidos.

    Aneel deve reajustar bandeiras

    Diante do cenário crítico, a Aneel deve discutir novos valores para os patamares de preços das bandeiras. A conta desse sistema em 2017 está deficitária, informou o diretor da agência Tiago Correia. Ou seja, o valor arrecadado com o modelo, que aplica uma taxa extra nas contas de luz, não está sendo suficiente para cobrir a alta no custo da geração de energia provocada pelo uso mais intenso das termelétricas. A tendência é a Aneel revisar para cima os patamares das bandeiras. Hoje, o sistema conta com quatro patamares: verde, amarelo, vermelho 1 e vermelho 2, que aplicam nas contas de luz cobrança extra que varia de R$ 2 a R$ 3,50 a cada 100 kWh de energia consumidos.

    A agência discute fazer uma mudança técnica na forma como as bandeiras são acionadas, conforme antecipou O GLOBO em fevereiro. Atualmente, o acionamento do sistema é muito sensível aos preços da energia cobrados no mercado de curto prazo e à previsão das chuvas para as semanas seguintes. A intenção é deixá-lo mais suscetível ao nível dos reservatórios — que levam o governo a acionar mais termelétricas — e, assim, dar um sinal mais claro ao consumidor sobre o real custo da bandeira. Correia, da Aneel, quer implementar a mudança já em novembro.

    https://oglobo.globo.com/economia/co...ntina-21983259

  2. #2
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    ICYMI: Vazão nos reservatórios de hidrelétricas tem pior setembro em 86 anos

    Nível das barragens está abaixo ao registrado em 2001, quando o país passou por racionamento

    Manoel Ventura
    29/09/2017

    A falta de chuvas em todo o país fez o Brasil atingir um recorde negativo histórico de vazão nos reservatórios das hidrelétricas. Para os meses de setembro, este ano foi o que menos entrou água nas barragens das usinas desde 1931, início da série histórica do setor elétrico.

    A situação mais preocupante no Nordeste. Na região, os reservatórios operam com apenas 9,46% da capacidade, segundo dados desta sexta-feira do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O caso mais grave é o da barragem de Sobradinho, que está com 5,23% da capacidade. No Sudeste e no Centro Oeste juntos, o nível de armazenamento está em 24,75%. Na região Sul, 36,58%. E no Norte, 33,81%.

    Sem chuvas, o governo precisou acionar usinas térmicas para garantir o abastecimento. Além de mais poluente, essas usinas também são mais caras. Por isso, será acionada a bandeira tarifária vermelha no patamar dois em outubro. É a primeira vez desde que esse sistema foi criado que a bandeira vermelha no segundo patamar é acionada.

    O governo também decidiu aumentar a importação de energia da Argentina e do Uruguai e vai fazer uma campanha para tentar diminuir o consumo.

    — A Aneel vai disponibilizar um conjunto de ações para divulgar como o consumidor pode contribuir para o consumo consciente da energia elétrica. O usuário pode e deve contribuir para ter um consumo consciente. A energia mais barata é aquela que deve ser consumida. é preciso economizar — disse o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

    https://oglobo.globo.com/economia/va...-anos-21889338

  3. #3
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    "A capacidade de geração de energia foi aumentada em 4 GW este ano"

    "O diretor-geral do ONS explicou que o Brasil pretende iniciar nesta semana a importação de 1 GW da Argentina. O país já vinha comprando energia do Uruguai, num volume entre 450 e 500 megawatts (MW). Além disso, há planos para retomar a geração da usina termelétrica de Araucária, de 373 MW, no Paraná, e da usina de Cuiabá."

    "De acordo com Barata, porém, apesar de todas as previsões de aumento da capacidade de geração por meio de hidrelétricas e importação de energia, ainda não dá para prever quando será possível desligar as usinas termelétricas, que hoje respondem por 23,5% da geração total de energia no país. Atualmente, a eólica representa quase 9%, e as hidrelétricas são responsáveis por 63% do abastecimento. No Nordeste, a eólica responde por 45% do total."

    Última edição por 5ms; 24-10-2017 às 12:42.

  4. #4

  5. #5
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    ONS - Nível dos reservatórios


    Setembro/2017


    Outubro/2017


    Racionamento (2001); Apagão (2009)

    24/10/2017

    Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a última semana de outubro apresentou queda no nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e Norte.

    Desde a primeira semana do mês, o Sudeste/Centro-Oeste teve queda de 5 pontos percentuais (pps), passando de 24% para 19% de sua capacidade de armazenamento.

    O Nordeste sofreu diminuição de 2,1 pps, caindo de 9,2% para 7,1%.

    Já o Norte, com queda mais expressiva, passou de 32,3% para 23,6%, no total 8,7 pontos percentuais.

    O Sul foi o único submercado que apresentou aumento, de 8,4 pps.

    Durante todo o mês, os índices mantiveram-se abaixo da metade da capacidade de armazenamento em todos os submercados.

    http://www.panoramacomerc.com.br/?p=8973
    Última edição por 5ms; 24-10-2017 às 13:20.

  6. #6
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    Aneel revisa cálculos e preços

    Rodrigo Polito e Camila Maia
    23/10/2017

    ...

    O nível dos reservatórios também deve ser considerado na conta. Na sexta-feira, as hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste tinham 19,54% da capacidade dos reservatórios. Furnas, que representa 17,18% do subsistema, tinha 13,88% do volume útil. No Nordeste, as usinas tinham 7,22% da capacidade, sendo que Sobradinho, que concentra 58,26% do subsistema, tinha 3,62% do total.

    A discussão sobre a revisão das bandeiras tarifárias ocorre em meio a primeira crise energética enfrentada pelo governo Temer. Segundo cálculos do professor Roberto Brandão, da UFRJ, com base em números do ONS, o regime hidrológico dos últimos 12 meses concluídos em setembro, de 74,5% da média histórica, é o pior registrado no país desde o início da crise hídrica, no fim de 2012.

    De acordo com ele, porém, nos últimos anos a capacidade instalada do sistema cresceu bastante, com o início de operação das usinas de Santo Antônio, Jirau, Teles Pires e parte de Belo Monte, ao mesmo tempo em que o consumo caiu bruscamente, devido à crise econômica. "O risco de racionamento hoje é muito baixo", disse.

    Para outro especialista do setor, que pediu anonimato, a crise energética pode afetar o andamento da implementação da reforma do marco legal do setor elétrico por dois motivos. O primeiro é que a cúpula energética do governo deverá gastar mais tempo debruçado na avaliação do cenário de oferta e demanda e no estudo de alternativas para reduzir o impacto da crise no preço da energia e para minimizar o risco de racionamento. A segunda razão é que tende a ser mais difícil implementar mudanças significativas em um cenário de estresse de preços de energia.

    Nesta semana, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) realiza nova reunião para reavaliar as condições do sistema. Integrante do CMSE, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que, se a situação hídrica continuar como está, com chuvas abaixo da média histórica e níveis dos reservatórios muito baixos, o patamar 2 da bandeira vermelha deve ser acionado em novembro. "O regime hidrológico está muito desfavorável, houve atraso na entrada do período úmido", disse Rufino.

    O diretor-geral da Aneel destacou que o CMSE solicitou à Petrobras que tente viabilizar gás natural para a termelétrica de Cuiabá, controlada pela J&F. A estatal rompeu o contrato de fornecimento em junho. "Respeitamos o problema comercial entre a Petrobras e a detentora da térmica, mas o setor elétrico está abrindo mão de recursos importantes. É uma térmica mais eficiente que outras que estamos despachando por ordem de mérito", disse Rufino.

    http://www.valor.com.br/brasil/51650...gia-pode-subir

    Conta de energia mais cara no DF

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Companhia Energética de Brasília (CEB) a reajustar a tarifa cobrada do consumidor. A baixa tensão tem acréscimo de 6,84%, enquanto o valor da alta tensão aumentou 8,46%.

    https://www.metropoles.com/distrito-...ste-domingo-22
    Última edição por 5ms; 24-10-2017 às 17:37.

  7. #7
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    Bandeira 2 na conta de luz vai ficar 43% mais cara em novembro

    Aneel propôs elevar o segundo patamar da bandeira vermelha, cuja cobrança será de R$ 5,00 a cada 100 kWh, bem maior que a atual, de R$ 3,50 a cada 100 kWh

    Anne Warth
    24 Outubro 2017

    O segundo patamar da bandeira vermelha nas contas de luz ficará 43% mais cara a partir de novembro. A proposta da Aneel é elevar de R$ 3,50 para R$ 5,00 a cobrança por cada 100 quilowatt-hora consumidos (kWh) no segundo patamar da bandeira.

    A proposta entraria em vigor apenas em 2018, mas como o período de estiagem tem se estendido que o previsto inicialmente, a Aneel decidiu antecipar a mudança an bandeira para novembro e dezembro.

    Risco hidrológico. O novo sistema das bandeiras tarifárias vai passar a levar em conta o risco hidrológico, um dos problemas que causam um custo bilionário ao setor elétrico. Atualmente, a metodologia leva em conta apenas o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD), que é muito volátil.

    “A proposta é que passe a valer imediatamente, dando estabilidade à bandeira de novembro”, afirmou o relator do processo, o diretor Tiago de Barros Correia. A bandeira para o mês de novembro será definida pela Aneel em 27 de outubro.

    O modelo atual das bandeiras tarifárias é muito influenciado pelas chuvas que ocorrem na última semana do mês. Segundo ele, isso leva a equívocos, pois uma chuva mais intensa pode reduzir a taxa que é cobrada nas contas de luz, ainda que ela não seja suficiente para recuperar os reservatórios das hidrelétricas.

    Cálculo. Nesse novo modelo, bandeira verde será acionada quando não houver déficit hídrico, ou seja, quando as usinas hidrelétricas estiverem em condições de entregar sua garantia física, produzindo toda a energia que vendem em contrato.

    Quando houver risco hidrológico, a aplicação da bandeira vai depender de uma relação entre o nível de risco hidrológico e o custo da energia no mercado de curto prazo (PLD).

    Se o risco hidrológico estiver em 1%, a bandeira será verde. Porém, se o risco hidrológico atingir 10%, ou seja, se as hidrelétricas estiverem produzindo 10% menos do que sua garantia física, a bandeira será verde se o PLD estiver abaixo de R$ 50,00 por megawatt-hora (MWH); amarela quando o PLD estiver entre R$ 50,00 e R$ 100,00; vermelha 1 se o PLD estiver entre R$ 100,00 e R$ 300,00; e vermelha 2 se o PLD estiver acima de R$ 300,00.

    Avaliação. Essa nova sistemática considera 95% dos cenários hidrológicos conhecidos e despreza os 5% piores. Embora seja aplicado de forma antecipada, o modelo ficará aberto em audiência pública por 45 dias, entre 26 de outubro e 11 de dezembro. As contribuições à proposta também ficarão em audiência pública, por 15 dias, entre 12 de dezembro e 27 de dezembro. O modelo, portanto, poderá mudar e ser aperfeiçoado.

    O risco hidrológico tem causado déficits na conta das bandeiras tarifárias. Segundo o diretor da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Aneel), Marco Delgado, o descompasso financeiro das distribuidoras deve atingir R$ 3,5 bilhões até setembro. Até o fim deste ano, o déficit será de R$ 6 bilhões.

    O dinheiro das bandeiras serve para que as concessionárias possam pagar o custo da compra de energia. Esse descompasso ocorre porque o valor da energia está muito mais alto do que o previsto nas tarifas e no sistema de bandeiras, o que deve levar a reajustes anuais elevados em 2018.

    http://economia.estadao.com.br/notic...ro,70002058672
    Última edição por 5ms; 24-10-2017 às 17:50.

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