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    Exclamation Trabalho à distância é equiparado ao trabalho “in loco”

    A Lei 12.551/2011 alterou o art. 6 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), equiparando juridicamente a subordinação realizada por meios telemáticos e informatizados àquela exercida por meios pessoais e diretos.

    Com esta alteração, os trabalhadores que exercem suas funções remotamente, seja o trabalho executado no domicílio do empregado ou o realizado à distância, passam a ter direito a todos os benefícios garantidos aos trabalhadores que executam suas atividades diretamente no local da empresa, inclusive os previstos na Convenção Coletiva de Trabalho.

    Entre esses benefícios estão o auxílio refeição, benefício indireto que pode ser pago sob forma de seguro de assistência médico-hospitalar, seguro de assistência odontológica, auxílio formação, auxílio creche, tíquete alimentação, fornecimento de cesta básica.

    fonte: TI Rio
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  2. #2
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    Nova lei exige revisão de jurisprudência no TST

    Com a sanção da Lei nº 12.551/2011, que alterou o artigo 6º da CLT e extinguiu a distinção entre o trabalho presencial, realizado no estabelecimento do empregador, e o trabalho a distância, executado no domicílio do empregado, o Tribunal Superior do Trabalho deverá rever sua jurisprudência relativa ao tema do sobreaviso.

    Atualmente, observa o TST, a Súmula 428 não reconhece o uso de aparelhos de intercomunicação (telefone celular, BIP ou pager) como suficientes para caracterizar o sobreaviso: o entendimento, convertido em súmula em maio de 2011, é o de que o simples uso desses aparelhos não obriga o empregado a esperar em casa por algum chamado do empregador, e pode se deslocar normalmente até ser acionado.

    Para o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, a entrada em vigor da nova lei torna "inafastável" a revisão da Súmula 428, e adianta que pretende promover uma semana para que os 27 ministros da Corte discutam os vários aspectos envolvidos na nova realidade.

    Acompanhe a entrevista de João Oreste Dalazen ao site do TST. O Convergência Digital reproduz o conteúdo para seus leitores.

    O que muda com a nova lei?

    Dalazen – A lei passou a dizer que o trabalho realizado a distância é tempo de serviço. A meu juízo, é inafastável a revisão da súmula em face da superveniência da lei.

    Qual o seu impacto, na ordem jurídica, decorrente dos avanços tecnológicos?

    Dalazen – Embora a lei não contemple um regulamento do chamado teletrabalho ou dos serviços prestados a distância, ela diz que o fato de o serviço ser prestado a distância não impede a configuração da relação de emprego, desde que esse serviço seja controlado por meios telemáticos ou informatizados. Ou seja, ela equipara a ordem pessoal e direta do empregador ao controle realizado a distância.

    Em que aspecto a jurisprudência atual foi superada pela nova legislação?

    Dalazen – A Lei 12.551 afeta diretamente os casos em que o empregado, depois de encerrada a jornada, fica à disposição para atender um novo serviço para a empresa. A Súmula 248 não considerava esse tempo de espera como tempo de serviço, mas a lei o conta como tal. Com isso, a súmula se tornou incompatível e terá de ser reavaliada pelos ministros.

    Além do teletrabalho, que outras questões deverão ser reavaliadas?

    Dalazen – Não há dúvida de que o serviço prestado a distância pode configurar relação de emprego, mas como será nos casos em que um empregado não trabalhar a distância, mas permanecer à disposição do empregador, portando um celular? Será que esse empregado deve ser remunerado da mesma forma quando o serviço é prestado ininterruptamente? Nesses casos, teremos de considerar pelo menos três hipóteses. A primeira seria a de que o tempo à disposição da empresa deve ser remunerado como de sobreaviso. Se esse entendimento prevalecer, o trabalhador receberia pelo período, à equivalência de um terço do salário. A segunda hipótese seria a de considerar o tempo como hora normal de trabalho, e a terceira seria a de simplesmente não pagar por ele.

    Além disso, o TST terá de estudar cada meio de comunicação (celular, pager, e-mail, telefone fixo, etc.) para definir quais deles podem ser utilizados para caracterizar o sobreaviso. Teremos de discutir vários meios eletrônicos, pois vamos ter vários processos sobre eles. Pretendo propor uma semana apenas para discutirmos esse tema no TST.

    fonte: Convergncia Digital - Gesto - Nova lei exige reviso de jurisprudncia no TST
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