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  1. #1
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    Como criar o endereço.suaempresa ?

    Alguns complementos sobre a matéria abaixo:
    - O link para o guidebook está desatualizado o mais novo é http://newgtlds.icann.org/en/applica...11jan12-en.pdf
    - A manutenção anual com a ICANN é US$25 mil, mais custos recorrentes com o back-end registry e de data escrow
    - O prazo para se registrar é 29 de Março; somente alguns dias depois do registro ser confirmado pela ICANN pode-se fazer o pagamento das taxas e o preenchimento, este sim até 12 de Abril.


    Fonte: Olhar Digital: Mudana nos domnios: como criar o endereo.olhardigital ou endereo.suaempresa?

    Mudança nos domínios: como criar o endereço.olhardigital ou endereço.suaempresa?

    A resolução da ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), entidade que controla os registros comerciais de domínios de internet, enfim entrou em vigor, na data de hoje. No que tange aos chamados "GTLD" (generic Top Level Domains, ou, no bom português, "domínios genéricos de nível superior"), as empresas agora poderão abrir pedidos de registros de domínio que deixem suas marcas e produtos mais evidentes: uma Apple da vida pode registrar o sufixo ".apple" em sua propriedade e usá-lo em seus produtos, aumentando a abrangência de sua marca. Os pedidos já podem ser feitos através do site oficial da entidade (veja vídeo sobre as requisições, em inglês, ao final do texto).

    Por mais que a ICANN insista que isso é um passo evolutivo e salvador (os sufixos ".com" e afins estão ficando cada vez mais limitados, afinal), é inegável o fato de que esse assunto ainda gere muita dúvida. Por isso, batemos um papo com o dr. Rodrigo Azevedo, sócio titular da área de Propriedade Intelectual da SILVEIRO Advogados. Ele nos mostra o que muda nessa nova resolução de domínio e, acima de tudo, como você pode participar dela.

    A primeira coisa a se levar em consideração, segundo o especialista, é o fato de que "adquirir um domínio superior" e "registrar um domínio" são duas coisas completamente diferentes: "O domínio superior deve ser visto como 'o outro lado do balcão', ou seja, você se torna a própria registrar [nome dado a entidades responsáveis pelo registro e manutenção de domínios], determinando quais e quantos domínios usarão a sua marca, por quem e quando a usarão. Em termos simplistas, você deixa de ser um registrante comum para se tornar o registrador".

    Entretanto, é melhor adiantar desde já: nem todo mundo pode ser um "registrador". De acordo com Azevedo, existe uma série de fatores a serem analisados antes de permitir que você registre um domínio atrelado à sua marca, começando pelos valores. Se no RegistroBR qualquer pessoa física é capaz de adquirir um endereço de internet a R$ 30,00 por ano, o registro de um domínio superior obrigará o candidato a pagar uma soma de US$ 180 mil - algo em torno de R$ 340 mil reais. "Esse tipo de domínio é mais destinado a médias e grandes empresas, e não para micro e pequenos empresários ou pessoas físicas". Azevedo ainda salienta que, não bastasse a taxa de registro, uma taxa anual, de valor variável e mediante análise da própria ICANN, deverá ser paga anualmente. O doutor não soube precisar um valor médio, mas disse não ser menos que US$ 20 mil.

    Uma saída apontada por Rodrigo Azevedo é a chamada "prática de concessão": mesmo em domínios superiores, existem nomes que são genéricos demais, como ".hotel". A solução, segundo ele, já vem sendo praticada por algumas empresas. Uma rede hoteleira poderia adquirir o domínio ".hotel", mas ao invés de restringi-lo a um uso exclusivo, poderia conceder que outros hotéis também o utilizassem, mediante um pagamento pela permissão. "É mais ou menos como um consórcio", diz o advogado.

    Parece um caminho justificado, já que obter este tipo de domínio é uma tarefa árdua mesmo com os devidos pagamentos. Azevedo diz que diversos fatores são levados em consideração pela ICANN. Em outras palavras, antes de pagar pelo domínio, você deve ser elegível ao registro dele. A ICANN avaliará pontos importantes como semelhança entre domínios, nomes reservados ou protegidos por direitos autorais, estabilidade do DNS e, mais além, o interessado deverá provar à entidade que tem condições financeiras e tecnológicas de sustentar o uso deste domínio.

    Explicando: ter o domínio é só uma parte da equação. Presumindo que a Apple adquira o ".apple" e queria aplicá-lo para divulgar novos produtos - um fictício iPhone 5, por exemplo: o endereço poderia ficar "www.iphone5.apple". Esse mesmo sufixo pode ser usado para um novo iPad, Macbook, iMac - o que a empresa preferir. Porém, a ICANN obriga a Apple a manter condições saudáveis de sustento deste domínio - por meios tecnológicos e financeiros.

    "A ICANN já criou um guia, com mais de 350 páginas, listando todo o procedimento", diz Rodrigo. Para baixá-lo gratuitamente, clique aqui (em inglês).



    Mas e se empresas homônimas anteciparem, de alguma forma, as gigantes tecnológicas que conhecemos? "Se, por exemplo, uma associação de produtores de maçã nos Estados Unidos adquirir o domínio '.apple', a situação pode ficar ruim para a empresa fundada por Steve Jobs", explica Rodrigo. "Vai funcionar da seguinte forma: Em maio, após o fechamento do prazo para pedidos de registro, a ICANN publicará uma lista completa com todos os solicitantes. Quem se sentir prejudicado de alguma forma deverá custear e apresentar um recurso de impugnação, o qual será levado à entidade para análise e julgamento".

    Vale citar: o prazo para encaminhamento dos pedidos de registro de domínios superiores vai até o dia 8 de abril. Após isso, a ICANN vai parar de receber pedidos e compilará a dita lista.

  2. #2
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    mais custos recorrentes com o back-end registry e de data escrow
    Tenho a impressão que vai ser um tiro no pé se você não é uma megacorporação. O custo anual com a ICANN (US$25 mil) é dinheiro de pinga até para uma microempresa. A questão é quanto vai custar manter a mesma qualidade do serviço prestado pelo gTLD .com

  3. #3
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    Tenho a impressão que vai ser um tiro no pé se você não é uma megacorporação. O custo anual com a ICANN (US$25 mil) é dinheiro de pinga até para uma microempresa. A questão é quanto vai custar manter a mesma qualidade do serviço prestado pelo gTLD .com
    Dá algo da casa de R$130 mil por ano já incluídos os US$25 mil da ICANN.

  4. #4
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    Segue um press-release sobre o tema, fonte Come
    (E uma correção, são quase 300 sufixos e não 30)

    -------------------

    NIC.BR > Releases

    São Paulo, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

    Começa processo de candidaturas para a criação de novos sufixos na Internet

    NIC.br oferecerá suporte a quem precisar de apoio técnico para a operação de domínios de topo genéricos

    A partir de 12 de janeiro de 2012, tem início o período de submissão de candidaturas a novos sufixos Internet, os chamados "top level domains", junto à Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN).

    A mudança afetará o conjunto denominado Domínios Genéricos de Nível Principal (gTLDs). Atualmente menos de 30 sufixos constituem o nível mais alto na formação dos nomes na Internet. São cerca de 240 códigos de países (como .br para o Brasil, .it para Itália ou .de para Alemanha) e mais outros 23 sufixos caracterizados como gTLDs ( .com, .net, .biz, .travel e outros). Este grupo (gTLD) passará a agregar também os novos sufixos que forem aprovados.

    Os novos sufixos devem atender a comunidades e atividades que buscam diferenciação no espaço de nomes da Internet, ou a marcas globais que visem a criar novas estratégias de proteção e divulgação. O processo prevê proteção de marcas e de propriedade intelectual, na tentativa de que se evite o “cybersquatting” quando da criação destes novos domínios.

    Os interessados na submissão de propostas para obtenção de novos domínios terão até o dia 29 de março de 2012 para entrar na primeira seleção. Outras podem ocorrem a cada um ou dois anos. As candidaturas serão analisadas, tanto pela equipe técnica da ICANN, como pela comunidade Internet como um todo, para que se avaliem características como preservação da segurança e estabilidade da rede, proteção a direitos de terceiros ou eventuais incompatibilidades com o "interesse público". A partir de maio, a lista dos sufixos propostos se tornará pública.

    Espera-se que os primeiros sufixos que forem aprovados no processo de análise e forem concedidos entrem em atividade somente no 1º trimestre de 2013. O processo não é barato. Para a candidatura a um sufixo são estimados cerca de R$ 500 mil de investimento (apenas os custos do processo ICANN são de US$ 185 mil), e outra quantia de igual monta para cada cinco anos de funcionamento, além garantias financeiras e requisitos técnicos, como a da contratação de um provedor de "back end" que irá gerenciar e publicar a base de dados com os nomes desse sufixo na Internet. Para eventuais candidatos brasileiros, uma opção de "back end" é o próprio registro brasileiro, o NIC.br, que há mais de 20 anos opera o ".br" com estabilidade e sucesso, e é uma organização sem fins de lucro.

    Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

    O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (NIC.br - N) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (Registro.br), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil - CERT.br (CERT.br - Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurana no Brasil), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — CEPTRO.br (Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Opera), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — CETIC.br (CETIC.br - Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informao e da Comunicao) e abrigar o escritório do W3C no Brasil (W3C Brasil - World Wide Web Consortium Escrit).

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  5. #5
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    O problema é que os usuario só querem o ".com.br" (quando muito o .com), temos otimas opções, mas quem convence a um dentista, por exemplo a usar .odo.br?

    somente em casos como um .apple, .ibm, .hp, .dell talvez isso pegue

    e mesmo assim nenhum deles irá abrir não de segurar o apple.com e etc.

    entendam que não estou me baseando em nenhum ponto técnico e apenas no que escuto de clientes finais aka "povo"
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  6. #6
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    Citação Postado originalmente por Winger Ver Post
    O problema é que os usuario só querem o ".com.br" (quando muito o .com), temos otimas opções, mas quem convence a um dentista, por exemplo a usar .odo.br?

    somente em casos como um .apple, .ibm, .hp, .dell talvez isso pegue

    e mesmo assim nenhum deles irá abrir não de segurar o apple.com e etc.

    entendam que não estou me baseando em nenhum ponto técnico e apenas no que escuto de clientes finais aka "povo"
    No passado eu não tinha nada contra e registrei nomes com cTLDs "bizarros" (.biz,.ws,.me). Infelizmente, quando você vai resolver um endereço desses a latência é muito maior, e algumas vezes ocorrem falhas. O fato é que a infraestrutura que suporta .com é muito superior. Para uma IBM ou Coca-Cola ter o seu próprio TLD com a mesma performance mundial e confiabilidade .com, pois do contrário estaria danificando a marca, não é razoável supor que tal serviço custe apenas R$10 mil /mes.

  7. #7
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    Citação Postado originalmente por 5ms Ver Post
    No passado eu não tinha nada contra e registrei nomes com cTLDs "bizarros" (.biz,.ws,.me). Infelizmente, quando você vai resolver um endereço desses a latência é muito maior, e algumas vezes ocorrem falhas. O fato é que a infraestrutura que suporta .com é muito superior. Para uma IBM ou Coca-Cola ter o seu próprio TLD com a mesma performance mundial e confiabilidade .com, pois do contrário estaria danificando a marca, não é razoável supor que tal serviço custe apenas R$10 mil /mes.
    pois é, ja passei por problemas que eu não imaginava que poderiam ser isso a razão, hoje eu entendo! e é muito importante o que voces colocaram, pois não bastará a empresa / pessoa ter o capital inicial é preciso poder manter e mais ainda SABER manter ou as pessoas poderão confiar seus negocios a dominios que não funcionarão corretamente.
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  8. #8
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    Citação Postado originalmente por Winger Ver Post
    O problema é que os usuario só querem o ".com.br" (quando muito o .com), temos otimas opções, mas quem convence a um dentista, por exemplo a usar .odo.br?
    somente em casos como um .apple, .ibm, .hp, .dell talvez isso pegue
    e mesmo assim nenhum deles irá abrir não de segurar o apple.com e etc.
    entendam que não estou me baseando em nenhum ponto técnico e apenas no que escuto de clientes finais aka "povo"
    Talvez fosse uma questão de ovo e galinha. Como os domínios genéricos eram muito restritos, as classes de domínio em .br pareciam exóticas... se agora muitos advogados passarem a registrar .law lá fora (chutando que esse genérico seja criado), mais advogados aqui estarão propensos a registrar .adv.br. Detalhe: o adv.br é um dos de maior sucesso hoje, já tendo mais de 17 mil registros. odo.br até que não é ruim (mil registros), mas tem uns que eu choro de ver as estatísticas tipo os 9 .slg.br. Atualmente o melhor uso dos domínios que não o .com.br é para quem já tem o nome que gostaria de usar registrado em com.br por outrem, mas isso poderá mudar.

    As grandes marcas de fato não deixarão de ter o seu .com ou .com.br, mas elas provavelmente registrarão menos domínios defensivos. Citando a Apple, ela provavelmente não registraria mais appleipad.com.br e ipadapple.com.br, apenas apple.com.br, ipad.com.br e ipad.apple. No futuro talvez nem ipad.com.br ela mantivesse.

  9. #9
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    Citação Postado originalmente por Winger Ver Post
    pois é, ja passei por problemas que eu não imaginava que poderiam ser isso a razão, hoje eu entendo! e é muito importante o que voces colocaram, pois não bastará a empresa / pessoa ter o capital inicial é preciso poder manter e mais ainda SABER manter ou as pessoas poderão confiar seus negocios a dominios que não funcionarão corretamente.
    Esse é um problemão à vista. A IBM e a Coca-Cola gastarão o que for necessário para ter o melhor.

    Mas e aquelas empresas que vão registrar TLDs para venderem/distribuirem dominios de 2o. e 3o. niveis? Será que todas terão a preocupação de prestarem um bom serviço?

    O que acontece se venderem zilhões de dominios e depois quebrarem?

  10. #10
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    Citação Postado originalmente por rubensk Ver Post
    as classes de domínio em .br pareciam exóticas...
    Pareciam?

    Eu sequer fazia idéia do que poderia significar slg.br (sociologo) e quando fui verificar encontrei outros "exóticos" como radio amador, cenografo, teologo, notário, por exemplo. Desculpa aí, mas a lista beira o ridiculo. Não por incluir essas classes, mas por deixar de incluir outras muito mais populares e populosas, como quimicos, geólogos, fisicos.
    Última edição por 5ms; 12-01-2012 às 15:12.

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